quinta-feira, 27 de outubro de 2016

DA DITADURA MILITAR (1964 A 1985) À NOVA REPÚBLICA

                                  A Ditadura Militar ( Resumo)

No plano interno o golpe civil militar de 1964 foi efetivado com o objetivo de evitar a ameaça comunista. O regime militar foi marcado pelas restrições aos direitos e garantias individuais e pelo uso da violência aos opositores do regime. No plano externo verificamos a inserção do Brasil no contexto da Guerra Fria, através da aplicação da Doutrina Truman ou a política do Big Stick (grande porrete) que ajudava na logistica de implantação de Ditaduras na América Latina, afim de que o exemplo de Cuba não prosperasse no Atlântico Sul. 
O modelo político do regime foi caracterizado por:                                  
* Fortalecimento do Executivo que marginalizou o Legislativo (através da cassação de mandatos) e interferiu nas decisões do Judiciário (como por exemplo a publicação dos atos institucionais);       
* Centralização do poder, tornando o princípio federativa letra morta constitucional;     
* Controle da estrutura partidária, dos sindicatos e demais representações;    
* Censura aos meios de comunicação e intensa repressão política – os casos de tortura eram sistemáticos.       
Já o modelo econômico do regime militar foi marcado pelo processo de concentração de rendas e abertura ao capital externo da economia brasileira.


Os últimos acontecimentos do Governo de Jango e a preparação do Golpe Militar.

Os trabalhadores realizam greves para pressionar os deputados e senadores aprovarem as reformas de base, as classes dominantes, em oposição, organizavam ,em várias cidades, as Marchas com Deus pela Liberdade, em São Paulo a Marcha teve como uma de suas ilustres participantes a socialite, apresentadora  Hebe Camargo -"que gracinha".

Alguns fatores que contribuíram para o desfecho do golpe.
O habitual é associarmos aos militares toda a operação de 1964, entretanto a origem do golpe não deve ser atribuída apenas à ação das Forças Armadas, pois parte da sociedade civil temia a aproximação do presidente João Goulart com as correntes políticas de esquerda, e passou a conspirar para a mobilização militar a fim de depor o presidente com base na justificativa do "perigo vermelho" se instalar no Brasil. Outro fator que contribuiu para o desfecho do golpe foi a atuação nos bastidores da política externa do governo dos EUA que deu apoio logístico aos golpistas com a Operação Brother Sam. Afinal dentro do contexto da Guerra Fria a conjuntura política no Brasil tendia a resultar na repetição de outro evento revolucionário do tipo "made in Cuba". Isto os EUA não permitiram, justo no maior país da América do Sul



Em 31 de março de 1964 começou a execução do Golpe Civil Militar em MG (o general Olímpio Mourão Filho, apoiado pelo governador Magalhães Pinto), que recebeu a adesão de unidades no RS, SP e a Guanabara (hoje Rio de Janeiro). Em 1 de abril Jango deixou Brasília e rumou para Porto Alegre, onde Leonel Brizola, com o apoio da Brigada Militar, tentou convence-lo inutilmente a resistir contra os golpistas, entretanto ambos fugiram para o exílio no Uruguai.

Acompanhe um infográfico bem legal, feito pela Folha sobre os 50 anos do Golpe Militar de 64. 

.2014 - 50 ANOS DO GOLPE MILITAR DE 64 NO BRASIL


Governo marechal Castello Branco (1964 / 67)
Foi eleito por vias indiretas, através do Ato Institucional 1 (A.I. 1), em 10 de abril de 1964. Houve uma farra de atos institucionais ou A.I. Em seu governo foi criado o Serviço Nacional de Informação (SNI). Seu governo é marcado por uma enorme reforma administrativa, eleitoral, bancária, tributária, habitacional e agrária. Criou-se o Cruzeiro Novo, o Banco Central, Banco Nacional da Habitação (BNH) e o Instituto Nacional da Previdência Social (INPS). Criou-se também o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS).
Assinado o Ato Institucional nº2 (A.I. 2), que ampliava o controle do Executivo sobre o Legislativo, extinguindo os partidos políticos – inaugurando o bipartidarismo no Brasil (ARENA e o MDB).

Decretado o Ato Institucional nº 3 (A.I. 3) estabelecendo eleições indiretas para governador e para os municípios considerados de “segurança nacional”, incluindo todas as capitais.
Mediante o Ato Institucional nº4 (A.I. 4), foi promulgada uma nova Constituição. A Constituição da Ditadura Militar fortalecia os poderes presidenciais, permitindo ao presidente decretar estado de sítio, efetivar intervenção federal nos Estados, decretar recesso no Congresso Nacional, legislar por decretos e cassar ou suspender os direitos políticos. Nela mantinha-se o princípio federativo e os princípios dos atos institucionais – eleições indiretas para presidente e governadores.
Antes de deixar a presidência, Castello Branco instituiu a Lei de Segurança Nacional, sendo um conjunto de normas que regulamentava todas as atividades sociais, estabelecendo severas punições aos transgressores, ou seja, estabelecia a Censura como mecanismo de repressão ideológica.


Os Atos Instituicionais ou A.I. foram os instrumentos juridicos amplamente utilizados pelos presidentes militares durante o Regime Militar de 64. Por definição assim pode ser denominadoo A.I: conjunto de normas superiores, baixadas pelo governo que se sobrepunham a própria Constituição Federal 



Governo do marechal Costa e Silva ( 1967/1969)


Fazia parte da chamada “linha dura” – setor do Exército que exigia medidas mais enérgicas e repressivas para manter a ordem social e política.  As agitações internacionais de 1968 tornaram a esquerda mais radical, defendendo a luta armada para a redemocratização do país. O movimento estudantil crescia e exigia democracia.
Como resposta, Costa e Silva decretou o Ato Institucional nº 5 (A.I. 5) – o mais violento de todos. Pelo AI-5 estabeleceu-se, entre outros: o fechamento do Legislativo pelo presidente da República, a suspensão dos direitos políticos e garantias constitucionais, inclusive a do habeas-corpus; intervenção federal nos estados e municípios.
Através do AI-5 as manifestações foram duramente reprimidas, provocando o fechamento total do regime militar. Segundo o historiador Boris Fausto: “Um dos muitos aspectos trágicos do AI-5 consistiu no fato de que reforçou a tese dos grupos de luta armada.” Semelhante tese transformou-se em realidade com a eleição (indireta) de um novo presidente – Emílio Garrastazu Médici –pois Costa e Silva sofreu um derrame cerebral.




Governo do general Médici ( 1969/1974)


Período mais repressivo de todo regime militar, onde a tortura e repressão atingiram os extremos, bem como a censura aos meios de comunicação. O pretexto foi a intensificação da luta armada contra o regime. A luta armada no Brasil assumiu a forma de guerra de guerrilha (influenciada pela revolução cubana, pela guerra do Vietnã e a revolução chinesa) Era o Brasil no contexto da Guerra Fria. Os focos de guerrilha no Brasil foram: na serra do Caparaó, em Minas Gerais ; um outro foco foi no vale do Ribeira, em São Paulo, chefiado pelo ex-capitão Carlos Lamarca. Mas o principal foco guerrilheiro foi no Araguaia, no Pará. Seus participantes eram ligados ao Partido Comunista do Brasil e conseguiram apoio da população local. O modelo teórico dos guerrilheiros seguia as propostas de Mao Tsé-tung. O foco, descoberto em 1972, foi destruído em 1975. Ao lado da guerrilha rural, desenvolveu-se também a guerrilha urbana.
Seu principal organizador foi Carlos Marighella, líder da Aliança de Libertação Nacional. Para combater a guerrilha urbana o governo federal sofisticou seu sistema de informação com os DOI-CODI (Destacamento de Operação e Informações-Centro de Operações de Defesa Interna), que destruíram os grupos de guerrilha da extrema esquerda. Os DOIs-CODIs tinham na tortura uma prática corriqueira.

O dito Milagre Econômico “.

Período do governo Médici de grande crescimento econômico e dos projetos de grandes impactos (como a Transamazônica e o Movimento Brasileiro de Alfabetização-MOBRAL), em razão do ingresso maciço de capital estrangeiro.
Houve uma expansão do crédito, ampliando o padrão de consumo do país e gerando uma onda de ufanismo, como no slogan “este é um país que vai prá frente”. O regime utiliza este período de otimismo para ocultar a repressão política – aproveita-se inclusive das conquistas esportivas da década de 70, como o tricampeonato de futebol.
O ideólogo do “milagre” foi o economista Delfim Netto usando como atrativo ao capital estrangeiro as baixas taxas de juros utilizadas no mercado internacional. No entanto, a modernização e o crescimento econômico brasileiro não beneficiaram as camadas pobres. No período do “milagre” as taxas de mortalidade infantil subiram e, segundo estimativas do Banco Mundial, no ano de 1975 70 milhões de brasileiros eram desnutridos.



O governo do general Ernesto Geisel (1974/79)


O presidente Geisel tomou posse sob a promessa do retorno ‘a democracia de forma “lenta, gradual e segura”. Seu governo marca o início do processo de abertura política. Em 1974 houve eleições parlamentares e o resultado foi uma expressiva vitória do MDB. Preocupado com as eleições municipais,  aprovada a Lei Falcão, que estabelecia normas gerias para a campanha eleitoral através do sistema de radiodifusão: exibição da fotografia do candidato, sua legenda e seu número.  Abril de 1977, o presidente – utilizando o AI-5 – decretou o recesso do Congresso Nacional. Foi promulgando, então, o pacote de abril, estabelecendo mandato de seis anos para presidente da República, manutenção das eleições indiretas para governador, diminuição da representação dos estados mais populosos no Congresso Nacional e criada a reserva de um terço das vagas do Senado para nomes indicados pelo governo (senador biônico).
Embora a censura aos meios de comunicação tenha diminuído o regime continuava fechada e a repressão existia. Como exemplo, a morte do jornalista da TV Cultura, Vladimir Herzog, nas dependências do DOI-CODI paulista  e o “suicídio” do operário Manuel Fiel Filho . O ano de 1977 foi muito agitado politicamente – em razão da crise mundial do petróleo – resultando em cassações de mandatos e diversas manifestações estudantis em todo o país. No ano de 1978 houve uma greve de metalúrgicos no ABC paulista, sob a liderança de Luís Inácio da Silva, o Lula. No final de seu governo, Geisel revogou o AI-5.

O governo do general Figueiredo ( 1979/1985)


Este foi o último presidente da Ditadura. Durante o governo Figueiredo houve fortes pressões, da sociedade civil, que exigiam o retorno ao estado de direito, uma anistia política, justiça social e a convocação de uma Assembléia Constituinte.
Em março de 1979, uma greve de metalúrgicos no ABC paulista mobilizou cerca de 180 mil manifestantes; em 1981, uma nova greve, que mobilizou 330 mil operários, por 41 dias. Neste contexto é que se destaca o líder sindical Luís Inácio da Silva – Lula. A UNE reorganizou-se no ano de 1979 e, neste mesmo ano, o presidente Figueiredo aprovou a Lei da Anistia – que beneficiava exclusivamente os presos políticos. Alguns exilados puderam voltar ao país. Ainda em 1979 foi extinto o bipartidarismo, forçando uma reforma partidária. Desta reforma surgiram vários partidos o PDS; o PMDB; o PTB ; PDT e PT . Em 1983 a sociedade civil participou intensamente do movimento das Diretas-já.
Em 1984 foi apresentada a Emenda Dante de Oliveira, que propunha o restabelecimento das eleições diretas para presidente da República. A emenda foi rejeitada pelo Congresso Nacional. No ano de 1985, em eleições pelo Colégio Eleitoral, o candidato da oposição- Tancredo Neves derrotou o candidato da situação – Paulo Maluf. Tancredo Neves não chegou a tomar posse – devido a problemas de saúde veio a falecer em 21 de abril de 1985. O vicepresidente, José Sarney assumiu a presidência, iniciando um período conhecido como Nova República.


 

A Nova República - A redemocratização do Brasil (Resumo)



Governo de José Sarney (1985/1990)
O mandato de José Sarney foi marcado pelos altos índices inflacionários e pela existência de vários planos econômicos: Plano Cruzado (1986), Plano Bresser (1987) e Plano Verão (1989). O plano de maior repercussão foi o Plano Cruzado, que, procurando conter a inflação determinou: congelamento de todos os preços por um ano; extinção da correção monetária e a mudança da moeda de Cruzeiro para ser chamada de Cruzado.
Por ser um governo de transição democrática, importantes avanços políticos ocorreram, como a convocação de uma Assembléia Constituinte que elaborou e promulgou a Constituição de 1988 – “Constituição Cidadã”- que estabeleceu as eleições diretas em todos os níveis; a legalização dos partidos políticos de qualquer tendência; instituição do voto facultativo aos analfabetos, jovens entre 16 e 18 anos e pessoas acima de 70 anos; fim da censura; garantido o direito de greve e a liberdade sindical; ampliação dos direitos trabalhistas; intervenção do Estado nos assuntos econômicos e nacionalismo econômico ao reservar algumas atividades às empresas estatais.

As eleições presidenciais de 1989
Em dezembro de 1989 foram realizadas as primeiras eleições diretas para a Presidência da República desde 1960. Três candidatos destacaram-se na disputa: Fernando Collor de Mello, do pequeno Partido da Renovação Nacional (PRN); Leonel Brizola do Partido Democrático Brasileiro (PDT) e Luís Inácio “Lula” da Silva, do Partido dos Trabalhadores (PT).
A disputa foi para o segundo turno entre Fernando Collor e Lula, cabendo ao primeiro a vitória nas eleições – graças à imagem de “caçador de marajás” e de uma plataforma de luta contra a corrupção discursava que com um só tiro acabaria com a inflação e a corrupção. Faria a modernização do Brasil e de representar os pobres e marginalizados – os “descamisados”.


O governo de Fernando Collor de Mello (1990/92)

Aplicou o plano econômico denominado de Plano Brasil Novo, o qual extinguiu o Cruzado novo e retornou o Cruzeiro; congelou preços e salários; bloqueio boa parte do dinheiro de aplicações financeiras e de poupanças por 18 meses. Houve grande número de demissões no setor público, redução nas tarifas de importação e um tumultuado processo de privatizações.
No entanto, as denúncias de corrupção envolvendo o alto escalão do governo levou o Congresso a formar uma Comissão Parlamentar de Inquérito. O relatório final da CPI apontou ligações do presidente com Paulo César Farias – amigo pessoal e tesoureiro da campanha presidencial.
O envolvimento de Collor no chamado “esquema PC”, em troca de favores governamentais por dinheiro, gerou o processo de impeachment – ou seja, o afastamento do Presidente da República. Fernando Collor procurou bloquear o processo, porém a população foi às ruas exigindo seu afastamento (“os caras-pintadas”).O presidente renunciou em 30 de dezembro de 1992, após decisão histórica do Congresso Nacional no dia anterior pelo seu afastamento. Assume o vice-presidente Itamar Franco.


O governo de Itamar Franco ( 1992/1995)

Realização de um plebiscito em 1993 que deveria estabelecer qual o regime político (monarquia ou república) e qual a forma de governo (presidencialismo ou parlamentarismo). No dia 21 de abril o resultado do plebiscito confirmou a manutenção da república presidencialista. No aspecto econômico o mais importante foi a aplicação do Plano Real, que buscava combater a inflação e estabilizar a economia nacional. O Plano pregava a contenção dos gastos públicos, a privatização de empresas estatais, a redução do consumo mediante o aumento da taxa de juros e maior abertura do mercado aos produtos estrangeiros.O Plano contribuiu para a queda da inflação e aumento do poder aquisitivo e da capacidade de consumo – em razão da queda dos preços dos produtos face à concorrência estrangeira. A popularidade do Plano Real auxiliou o ministro da Fazenda de Itamar Franco, Fernando Henrique Cardoso, a vencer as eleições em outubro de 1994.

O governo de Fernando Henrique Cardoso (1995/2002)


Fernando Henrique Cardoso foi o primeiro presidente do Brasil a conseguir uma reeleição – através de uma mudança constitucional foi aprovada a polêmica Emenda da Reeleição. Seus dois mandatos são marcados  pela aceleração do processo de globalização: a) a criação do Mercosul e a eliminação das barreiras alfandegárias entre Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai (a formação do bloco obedece várias etapas);  b) a privatização de empresas estatais e de telefonia. c) A instituição do PROER uma espécie de socorro  financeiro às instituições bancárias que trouxe segurança ao Sistema Financeiro Nacional. No campo político durante a votação da Emenda da Reeleição a oposição acusou um esquema  de corrupção com compra de votos de parlamentares com a finalidade de aprovar lei que instituia a reeleição. Seria este fato a semente que resultou no escândalo do Mensalão no governo Lula?   Em termo de organização social destaque para a questão fundiária do país e a atuação do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), que através da ocupação de terras procura agilizar o processo de reforma agrária no país. Criou programas socias como o Comunidade Solidária e instituíu o programa de transferência de renda: o Bolsa Escola. Os anos de FHC como presidente foram marcados pela hegemonia do neoliberalismo e antigos e urgente problemas nâo foram solucionados, tais como a exclusão social, a imensa concentração fundiária e empresarial, a corrupção e os descasos administrativos, ausência de uma política educacional, desfaçatez na área da saúde e previdência social, a violência urbana, o desemprego, crescimento do subemprego, concentração de renda e injustiça social. As expectativas da maioria dos brasileiros para o governo do sociólogo FHC foram frustradas em relação real melhoria das condições de vida principalmente dos mais carentes.

Luiz Inácio Lula da Silva (Lula) 2003 a 2010.
Tornou-se, então, personagem central de uma história da ascensão de um ex-operário e retirante nordestino no cenário político do país, fundador e dirigente de um dos principais partidos de esquerda do Brasil e, com muita persistência, disputou e finalmente ganhou a eleição para a presidência da república. Entre as primeiras medidas tomadas, o Governo Lula anunciou um projeto social destinado à melhoria da alimentação das populações menos favorecidas o “Fome Zero”. O combate à inflação, a ampliação das exportações e a contenção de despesas foram algumas das metas buscadas pelo governo. A programa de transferência de renda para a população carente Bolsa Escola do governo FHC foi repaginado com o nome de Bolsa Família que nada mais é do que uma reedição dos programas assistencialistas tão comuns na nossa história republicana. Importante ressaltar o Bolsa Família é fator de alavancagam da popularidade de Lula.  O  país goza de uma relativa prosperidade econômica apesar da existência de muitas disparidades. A estabilidade da economia repercutiu na melhoria da imagem do país no exterior. Porem o esquema, que ficou conhecido como “Mensalão”, instaurou um acalorado debate político que questionava se existia algum tipo de oposição política no país. Apesar das denuncias que apontavam para o presidente Lula conseguiu reeleger-se para o segundo mandato.

Dilma Roussef (2011)
Primeira mulher a assumir a presidência do Brasil foi eleita no segundo turno das eleições em 2010. Aproveitando a relativa estabilidade da economia promovida pelo governo do presidente Lula, Dilma contabilizou a popularidade do seu "padrinho" político para conquistar os votos que a levaram a subir a rampa do Palácio do Planalto. Neste particular Dilma Roussef fez história, mas o seu governo atravessa uma crise política devido a denuncias de corrupção nas pastas dos 5 ministérios.
O conhecimento histórico é o instrumento para analisar, entender e transformar a nossa história. A História pode conscientizar a todos, para que unidos ou individualmente, possamos ser os agentes históricos e transformar nossa realidade. Desejo lhe um FELIZ 2014 repleto de realizações e conquistas.  São os votos de Prof. Fernando.

Exercícios de fixação

1) (UFRSE)- Considere o modelo econômico brasileiro e suas características intensificadas a partir de 1964:
I) internacionalização da economia brasileira.
II) Maior presença das multinacionais no sistema produtivo local.
III) Exportação de bens manufaturados baratos e importação de equipamento e tecnologia.
Quais das afirmativas acima estão corretas?
a) apenas I
b) apenas II
c) apenas III
d) Apenas I e II
e) I, II e III

2) (FUVESD-SP) Sobre o fim do período militar no Brasil (1964/1985), pode-se afirmar que ocorreu de forma:
a) conflituosa, resultando em um rompimento entre as Forças Armadas e os partidos políticos;
b) abrupta e inesperada, como na Argentina do general Galtieri;
c) negociada, como no Chile, entre o ditador e os partidos na ilegalidade;
d) lenta e gradual, como desejavam setores das Forças Armadas;
e) sigilosa, entre o presidente Geisel e Tancredo Neves, à revelia do exército e dos partidos.

3) (MOGIB) – Assinale a alternativa certa:
a) a crise energética da década de 70 não afetou o Brasil com intensidade maior em razão da produção maciça de eletricidade, assim como o petróleo descoberto na época foi suficiente para cobrir a maior parte de consumo dos derivados do produto;
b) a abertura política iniciada no governo Geisel permitiu que se evidenciassem problemas graves no campo social, o que foi demonstrado pelas inúmeras greves de caráter reivindicatório salarial ocorridas a partir daquele governo;
c) o governo Figueiredo, dando seqüência à abertura iniciada na gestão presidencial anterior, estabeleceu eleições diretas para preenchimento de todos os cargos do poder executivo a partir de 1982;
d) a censura à imprensa foi totalmente abolida a partir do início do governo do general Emílio Garrastazu Médici;
e) a extinção do AI-5 colaborou para que a democracia plena fosse adiada indeterminadamente no Brasil.

4) (FGVA) – Dos fatos abaixo, qual não teve relação com o movimento das “Diretas-já!” de 1984:
a) a eleição direta de José Sarney para a presidência da República;
b) a mobilização política da juventude de classe média, que se repetiria com os “cara pintadas” anti-Collor alguns anos depois;
c) o fortalecimento da candidatura de Tancredo Neves a presidente, ainda que escolhido indiretamente;
d) a transformação de uma parte dos políticos do PDS que apoiavam a ditadura militar em membros da Frente Liberal;
e) a ampliação da participação político-partidária com a formação de partidos novos e o enfraquecimento do regime militar.

5) (UFMC) – No governo de Ernesto Geisel, a chamada abertura democrática iniciou-se com:
a) a introdução do voto vinculado;
b) o término da intervenção nos sindicatos;
c) a revogação do ato institucional nº5;
d) a concessão do direito de voto aos analfabetos                                                                                                                                                                  e) a volta dos exilados políticos de 1964.

6) (FATEC) – Sobre o governo do presidente Itamar Franco, considere as seguintes afirmações:
I-Embora os graves problemas sociais e econômicos continuassem a exigir providências, o grande debate político dava-se em torno da definição das futuras candidaturas para presidente da República;
II- Após a realização do plebiscito que decidiu sobre o regime e a forma de governo que deveriam vigorar no País, a revisão constitucional (questão de fundamental importância) não foi adiante;
III- A culminância da atuação do Ministério da Fazenda deu-se com a implantação de um novo plano econômico: o Plano Real. Tratava-se de um conjunto de medidas que deveriam estabilizar a moeda e promover a estabilidade da economia.
Das afirmações acima é correto afirmar:
a) apenas as alternativas II e III estão corretas;
b) apenas as alternativas I e II  estão corretas;
c) apenas as alternativas I e III estão corretas;
d) apenas a alternativa I está correta;
e) todas as alternativas estão corretas.  

Respostas: 1-E; 2-D; 3-B;4-A;5-C;6-E

sábado, 17 de setembro de 2016

A Guerra Fria - Resumo

Sub itens: Corrida Armamentista, Bipolarização, Cortina de Ferro,Plano Mashall, Macartismo, Guerra da Coréia e  do Vietnã, Corrida Espacial,Queda do Muro de Berlim

Introdução.
Após o fim da Segunda Guerra tanto a Europa quanto o mundo não seriam os mesmos. A  Europa estava reduzida as suas dimensões geográficas básicas ou seja, uma península de médio porte a oeste da Ásia. Eventualmente grande parte das nações européias recuperaria e até ultrapassaria a sua antiga prosperidade, mas jamais teria novamente o papel preponderante na política mundial como possuía antes das duas grandes guerras do século XX. A liderança política do mundo passaria para as mãos dos Estados Unidos e da União Soviética. Em 1911 um jovem polítco inglês que torna-se-ia um dos grandes líderes do século XX, Winston Churchill, em pronunciando na tribuna da Câmara dos Comuns alertou: "A guerra só resultaria em ruínas para os paises vencidos em razão do deslocamento comercial  e exaustão pouco menos fatais  para os vitoriosos." Churchill viveu o bastante para ver suas previsões confirmadas não uma, mas duas vezes. As duas grandes guerras so século XX provocaram um deslocamento do eixo do poder no planeta. A Guerra Fria marca um dos momentos mais tensos da época contemporânea, durante este período o mundo viveu sob a tutela de duas superpotências rivais e o medo real de um apocalíptico conflito nuclear. 
A Guerra Fria tem início logo após a Segunda Guerra Mundial, pois os Estados Unidos e a União Soviética vão disputar a hegemonia política, econômica e militar no mundo. Agora os antigos aliados da 2ª Guerra estavam em lados opostos e os antagonismos entre eles afloraram. A União Soviética possuía um sistema socialista, baseado na economia estatizada, partido único (Partido Comunista), igualdade social e falta de democracia. A outra potência mundial, os Estados Unido, defendia a expansão do sistema capitalista, baseado na economia de mercado, regime democrático e propriedade privada. Diante de tantas diferenças a única característica que tinham em comum era possuir armas nucleares. Entre 1947 até 1989, estas duas potências tentaram implantar em outros países, geralmente através de pressão política e militar, os seus sistemas políticos e econômicos. Esta disputa foi a chamada Política de Bipolarização, ou seja os demais países que compunham as peças do “tabuleiro de xadrez da guerra fria” gravitavam em torno dos EUA ou da URSS – era o mundo bipolar.  
A definição para a expressão “guerra fria” refere-se ao conflito que aconteceu apenas no campo ideológico, não ocorrendo um embate militar declarado e direto entre EUA e URSS
A expressão "Guerra Fria" surgiu em 1947, quando o assessor presidencial dos Estados Unidos, Bernard Baruch usou o termo para se referir à intensa rivalidade entre EUA e União Soviética após o término da Segunda Guerra Mundial.
Até mesmo porque, estes dois países estavam armados com centenas de mísseis nucleares. Um conflito armado direto significaria o fim dos dois países e provavelmente da vida no planeta Terra. Quando perguntaram ao famoso físico Albert Eisntein o que seria do mundo após uma guerra nuclear ele deu o seguinte vaticínio: "Não imagino como será uma eventual 3ª Guerra Mundial, mas certamente se houver espaço para uma 4ª Guerra esta será com paus e pedras". Apesar de alguns eventos tensos que deixaram o mundo apreensivo com a possibilidade do perigo real e imediato de uma guerra nuclear como foi o caso da crise dos mísseis de Cuba em 1962, EUA e URSS não chegaram as vias de fato, porém ao longo do século XX ambos acabaram alimentando conflitos em outros países como, por exemplo, na Coréia e no Vietnã.

"A Cortina de Ferro".  Goebbels o ministro da propaganda do Nazismo, certa vez disse "Numa eventual derrota da Alemanha os soviéticos ocupariam toda a Europa Oriental e grande parte do Terceiro Reich e sobre todo este território desceria uma cortina de ferro". Goebels estava certo, após a Segunda Guerra, a Alemanha foi dividida em duas áreas de ocupação entre os países vencedores. A diáspora alemã foi o exemplo mais vísível da Guerra Fria. A República Democrática da Alemanha (RDA), com capital em Berlim, ficou sendo zona de influência soviética e, portanto, socialista. A República Federal da Alemanha (RFA), com capital em Bonn ficou sob a influência dos países capitalistas. A cidade de Berlim foi ainda mais esquartejada, dividida entre as quatro forças que venceram a guerra: URSS, EUA, França e Inglaterra. Em 1961 é erguido o Muro de Berlim, para dividir a cidade ideologicamente: em capitalista e  socialista. É a vergonhosa "cortina de ferro" uma política isolacionista utilizada pela União Soviética. 

Plano Marshall e COMECON.  As duas potências elaboraram planos para desenvolver economicamente os países membros. No final da década de 1940, os EUA colocaram em prática o Plano Marshall, oferecendo ajuda econômica, principalmente através de empréstimos, para reconstruir os países capitalistas afetados pela Segunda Guerra Mundial. Já o COMECON foi criado pela URSS em 1949 com o objetivo de garantir auxílio mútuo entre os países socialistas.


A reedição da Paz Armada.
Na verdade, uma expressão explica muito bem este período: a existência da Paz Armada. As duas potências envolveram-se numa corrida armamentista nuclear, espalhando exércitos e armamentos em seus territórios e nos países aliados. A justificativa para tal procedimento era que enquanto houvesse um equilíbrio bélico entre as duas potências, a paz estaria garantida, pois haveria o medo do ataque inimigo. Nesta época, formaram-se dois blocos militares, cujo objetivo era defender os interesses militares dos países membros. Estes dois blocos eram denominados:
  1. A OTAN - Organização do Tratado do Atlântico Norte (surgiu em abril de 1949) era liderada pelos Estados Unidos e defendia militarmente os paises capitalistas.
  2. O Pacto de Varsóvia era comandado pela União Soviética e defendia militarmente os países socialistas.  
Alguns países membros da OTAN : EUA, Canadá, Itália, Inglaterra, Alemanha Ocidental, França    Alguns países membros do Pacto de Varsóvia : URSS, Cuba, China, Coréia do Norte, Alemanha Oriental

Recentemente o governo dos Estados Unidos anunciou a desativação a última das bombas nucleares considerada a mais poderosa do mundo. Construída da década de 1960 a bomba pesa quase 5 Ton e  600 vezes mais poderosa que a lançada sobre Hiroshima, ocasião na qual "assassinaram" 150 mil pessoas devido a explosão nuclear.  


Corrida Espacial. Não foi somente em terra que EUA e URSS travaram uma disputa. Em busca de avanços tecnológicos ambos corriam para tentar atingir objetivos significativos na área espacial. Isso ocorria em virtude da disputa entre as duas potências, com o objetivo de mostrar para o mundo qual era o sistema mais avançado. No ano de 1957, a URSS lança o foguete Sputnik e coloca o primeiro satélite em órbita, mas coube a Yuri Gagarin a primazia de ver o planeta Terra do espaço. Doze anos depois, em 1969, o mundo todo pôde acompanhar pela televisão a chegada do homem a lua, com a missão espacial norte-americana.

Caça as Bruxas. Os EUA lideraram uma forte política de combate ao comunismo em seu território e no mundo. Utilizando os meios de comunicação disponivéis como o cinema, a televisão, os jornais, as propagandas e até mesmo as histórias em quadrinhos (Super Homem, Mulher  Maravilha e Capitão América), divulgou uma campanha valorizando o "american way of life" (modo de vida americano). Vários cidadãos estadosunidenses foram presos ou marginalizados por defenderem idéias próximas ao socialismo, o exemplo mais emblemático foi o ator Charles Chaplin o eterno Carlitos.

O Macartismo, assim denominado por ser comandado pelo senador Joseph McCarthy, perseguiu muitas pessoas nos EUA. Essa ideologia também chegava aos países aliados dos EUA, como uma forma de identificar o socialismo com tudo que havia de ruim no planeta esta política externa ficou conhecida como o Big Stick (O Grande Porrete). Cujos reflexos foram sentidos no Brasil mais precisamente com o advento da Ditadura Militar instaurada em 1964.
Na URSS não foi diferente, já que o Partido Comunista e seus integrantes perseguiam, prendiam e até matavam todos aqueles que não seguiam as regras estabelecidas pelo governo. Sair destes países, por exemplo, era praticamente impossível. Um sistema de investigação e espionagem foi muito usado de ambos os lados. Enquanto a espionagem dos Estados Unidos cabia aos integrantes da CIA, os funcionários da KGB faziam os serviços secretos soviéticos. Este aspecto da guerra fria foi bastante explorado por Hollywood nos filmes do Agente 007 - James Bond, Missão Impossível, etc.

Envolvimentos Indiretos entre EUA e URSS.                                                                    
                  
·       Guerra da Coréia: Entre os anos de 1951 e 1953 a Coréia foi palco de um conflito armado de grandes proporções. Após a Revolução Maoista ocorrida na China, a Coréia sofre pressões para adotar o sistema socialista em todo seu território. A região sul da Coréia resiste e, com o apoio militar dos Estados Unidos, defende seus interesses. A guerra dura dois anos e termina, em 1953, com a divisão da Coréia no paralelo 38. A Coréia do Norte ficou sob influência soviética e com um sistema socialista, enquanto a Coréia do Sul manteve o sistema capitalista. Atualmente a divisão das Coréias persiste e tecnicamente ainda estão em guerra, pois não foi assinado tratado de paz entre os coreanos.                                 
·       Guerra do Vietnã: Este conflito ocorreu entre 1959 e 1975 e contou com a intervenção direta dos EUA e URSS. Os soldados norte-americanos, apesar de todo aparato tecnológico, tiveram dificuldades em enfrentar os soldados vietcongs (apoiados e armados pelos soviéticos) nas florestas tropicais do país. Milhares de pessoas, entre civis e militares morreram nos combates. Os EUA saíram derrotados e tiveram que abandonar o território vietnamita de forma vergonhosa em 1975. O Vietnã passou a ser socialista. 

        Revolução Cubana: Embora tenha se tornado independente em 1902, Cuba foi durante décadas dominada economicamente pelos Estados Unidos, ao ponto destes apoiarem, em 1952, a ditadura de Fulgêncio Batista. Em 1956, o advogado Fidel Castro, ajudado pelo médico argentino Che Guevara, montou uma base rebelde na região de Sierra Maestra e inicia o combate armado. Em 1959 tomou a capital Havana e instaurou um governo revolucionário.  No poder Fidel inicia sua política de nacionalização atingindo várias empresas dos Estados Unidos instaladas em Cuba. Em represália os EUA decretam em 1962 um bloqueio comercial (que ainda está vigente). Fidel aproxima-se da URSS e torna Cuba o único pais socialista da América. Implantou melhoras sociais, especialmente em saúde e educação, mas a economia e a liberdade de expressão continuam precárias. A ilha foi governada por Fidel por 49 anos, em 2008 transferiu o poder para seu irão Raul Castro. Mesmo após o colapso do socialismo o regime cubano se mantém. Cuba ainda é uma espinha atravessada na garganta dos  Estados Unidos.    

·       Outros conflitos: Além dos conflitos na Ásia (Coréia e Vietnã) os embates da Guerra Fria circularam pelo mundo. A Revolução Cubana liderada por Fidel Castro e Che Guevara e os Regimes Militares da América Latina em paises como o Brasil, Chile e Argentina foram exemplos da política da Bipolarização e do "Big Stick".  Um dos derradeiros eventos desta natureza foi a invasão do Afeganistão pela URSS em 1980.


Fim da Guerra Fria.
A falta de democracia, o atraso econômico e a crise nas repúblicas soviéticas acabaram por acelerar a crise do socialismo no final da década de 1980. Em 1989 cai o Muro de Berlim e as duas Alemanhas são reunificadas. No começo da década de 1990, o então presidente da União Soviética Mikail Gorbachev começou a acelerar o fim do socialismo naquele país e nos aliados. Com reformas econômicas, acordos com os EUA e mudanças políticas, o sistema foi se enfraquecendo. Era o fim de um período de embates políticos, ideológicos e militares. O capitalismo vitorioso, aos poucos, foi implantado nos países socialistas A queda do Muro de Berlim (Muro da Vergonha) foi a representação simbólica do triunfo do Sistema Capitalista no contexto da Guerra Fria.


O Muro de Berlim.
Alçado a condição de ícone da Guerra Fria, o muro de Berlim tornou-se um marco de uma época que dividia um povo, que separava o mundo em dois polos. 
Para saber mais sobre o Muro de Berlim clique em Como surgiu o Muro de Berlim  

sábado, 14 de maio de 2016

AS REVOLTAS SOCIAIS URBANAS

Imobilismo Social do brasileiro antes e agora. Mito ou verdade?

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Nas aulas anteriores aprendemos sobre as revoltas sociais rurais da Primeira República. Abordamos a grave situação e o panorama que viviam as populações na área rural do Brasil , mais especificamente no sertão nordestino. A Revolta de Canudos e o fenômeno do Cangaço espelham o grito dos excluídos em relação ao descaso do governo republicano, com os mais necessitados que por acaso constituiam a maior parcela da população brasileira na Primeira República.
Apesar das origens apontarem para o problema do acesso a terra Canudos e o Cangaço possuiram objetivos distintos. Canudos está ligado a luta pela a terra enquanto o cangaceiro não tem consciência do seu papel social e não luta pela terra apenas utiliza o cangaço como meio de sobrevivência no sertão nordestino. Como escreveu Euclides da Cunha, na sua obra Os Sertões: "Canudos não se rendeu" e não foi por acidente que a repercussão deste acontecimento, sem precedentes na História do Brasil, nos remete a refletir sobre a questão do imobilismo social do brasileiroMito ou verdade? A percepção que habitualmente possuimos a respeito é a da passivaidade do brasileiro, cidadão passivo que apenas aceita as mudanças como tem sido caracterizado na História do país de que culturalmente o povo segue o ritmo da "evolução preguiçosa" sem optar por mudanças bruscas com rupturas violentas através de luta armada. Como diz Wanderley Guilherme "é o mito da história sem sangue, sustentado e alardeado durante muito tempo pela historigrafia oficial . É a bandeira cínica da cordialidade". Contudo o que dizer dos movimentos socias, sejam de origem rural como Canudos e Contestado ou urbanos como as Revoltas da Vacina e dos Marinheiros, senão a demonstração que a participação popular teve e tem crescimento significativo a ponto de promover a percepção do cidadão como sujeito histórico ativo agindo fora das estruturas políticas formais para reclamar direitos. Neste momento, junho de 2013, o Brasil vive um clima historicamente especial, a população vai às ruas promovendo manifestações e demonstrando a insatisfação contra o "estado de coisas": o aumento das tarifas do transporte público, a impunidade aos corruptos, o sistema jurídico venal, a falta de recursos para a saúde e educação em comparação ao excesso de dinheiro para as obras da copa de 2014, a violência assolando nas cidades e assassinando a esperança da juventude, etc.  Acredito ser a História o ambiente propício para  buscar os  elementos que promovam a reflexão efetuando o contraponto entre as "permanências" históricas e a evolução da estrutura política republicana da época da Primeira República até a atualidade.


Foto de Canudos em 1897. Mulheres e crianças capturadas após a queda de Canudos



Lampião, jovem. O Rei do Cangaço A Foto macabra da captura do bando de Lampião (ao centro abaixo) em 1938.


Para saber mais sobre outros movimentos messiânicos além de Canudos clique no link abaixo:
A GUERRA DOS CACETEIROS

Para saber mais sobre o Cangaço e A Guerra de Canudos clique nos links abaixo:

CANGAÇO - O BANDITISMO NO SERTÃO

CANUDOS - O SERTANEJO ANTES DE TUDO É UM FORTE!!

As revoltas urbanas na República Velha ou Primeira República.

Na República Velha ou Primeira Republica como é denominado o período que iniciou com a Proclamação da República em 1889 e terminou com o movimento de 1930, após depor o presidente Washington Luis, as revoltas sociais eclodiram de norte a sul do Brasil. Durante esse período as oligarquias consolidaram-se no poder, apoiadas em sua riqueza, mas também em uma estrutura política típica, desenvolvida pelas e para as elites.No entanto, não podemos imaginar que, apesar de controlarem o poder de forma hegemônica durante mais de 30 anos, essa tenha sido uma tarefa fácil. Os trabalhadores, marginalizados politicamente e explorados economicamente rebelaram-se diversas vezes contra o poder das oligarquias, tanto nas cidades como no campo.

AS CIDADES BRASILEIRAS - O PANORAMA URBANO
Desde o final do período monárquico as cidades conheceram um crescimento acentuado, apesar de o país preservar uma estrutura econômica essencialmente rural. A atividade financeira e industrial contribuíram para essa urbanização, assim como a abolição da escravidão. Nesse sentido o crescimento foi acompanhado pela formação da classe operária e de uma camada de trabalhadores braçais desqualificados, negros e mulatos, marginalizados ainda pelo preconceito racial. O crescimento desordenado das cidades, em especial o Rio de Janeiro - capital do país - foi acompanhado pela segregação aplicada às camadas pobres da população que foi ocupando a periferia da cidade, as áreas baixas, sem as mínimas condições de saneamento. A pobreza era bastante acentuada, fato que contribuiu para a eclosão de movimentos que passaram a contestar a ordem estabelecida.

QUAL O ORIGEM DO TERMO FAVELA?
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A REVOLTA DA VACINA
Ocorreu no Rio de Janeiro em 1906, contra a política de vacinação forçada adotada pelo governo de Rodrigues Alves no combate à epidemia de varíola. No início do século, a capital do país foi assolada por algumas epidemias, como a peste bubônica e a varíola, e contra esta última, o governo promoveu a vacinação da população. Aparentemente uma medida do governo em benefício da população transformou-se radicalmente seu contexto por sua exagerada conotação política. Uma leitura mais apurada deste processo remete a questões de ordem política e ao preconceito social. Os pontos da discódia estavam :
1- No projeto de modernização da capital do Brasil que implicava na destruição de cortiços e favelas com a finalidade de ampliação das avenidas e construção de novos prédios (inspirado em Paris). Para tanto era necessária a expulsão da comunidade pobre das regiões centrais acarretando alta do custo de vida.
2- A vacinação foi decretada obrigatória, e o governo formou então as brigadas sanitárias, grupos encarregados de promover a vacinação nos bairros, que utilizou-se de grande violência.
3- A propaganda contrária realizada por grupos monarquistas, aproveitando-se do desconhecimento da situação por parte da população, estimulando-a à rebelião.
Notem que nos dois casos há um profundo desprezo pelas camadas populares. As elites, tanto no poder quanto na oposição, não possuíam a mínima preocupação em esclarecer a sociedade em relação aos procedimentos adotados, muito pelo contrário aproveita a ignorância e desinformação da população humilde para veicular notícias infundadas. Neste aspecto é importante refletir sobre o papel da mídia como formadora de opiniões e posicionamentos políticos. Este episódio da História do Brasil nos ensina ser necessário acautelarmos diante dos noticiários a fim de não participarmos como massa de manobra nas mãos dos meios de imprensa. A rebelião ocorreu nos bairros, onde a população ergueu barricadas e com pau e pedras enfrentou a polícia. Após intensa repressão e a prisão de várias pessoas, a vacinação foi completada, eliminando-se a varíola da cidade.

Assista uma apresentação sobe a Revolta da Vacina. O Papel da Imprensa na formação do opinião popular.


video


DEVIDO PARTICIPAÇÃO NA REVOLTA DA VACINA CIDADÃOS SÃO CONDENADOS AO EXÍLIO NA REGIÃO NORTE.

Em princípio parece inusitado, mas no início do século XX ocorreram algumas condenações curiosas, como aquelas que puniam brasileiros ao "exílio" no seu próprio país. Presos por participarem da Revolta da Vacina e dos Marinheiros, ocorridas na cidade do Rio de Janeiro, foram considerados criminosos políticos e enviados para o Acre. Aos olhos das autoridades estes revoltosos deveriam ser isolados do convívio em sociedade, pois faziam parte da escória social e das denominadas "classes perigosas".
As charges dos jornais da época perguntavam ironicamente: - "Sabes onde fica a Sibéria do Brasil  
                                                                                                 - Que pergunta!! No Acre..."



A REVOLTA DA CHIBATA OU DOS MARINHEIROS
O movimento iniciou-se em 22 de novembro de 1910 no navio Minas Gerais. Os marinheiros rebelaram-se contra os maus tratos, comuns na marinha brasileira, em especial, o costume de chicotear os marinheiros considerados faltosos e principalmente aos negros. Apesar de ocorrer contra os castigos, determinados ao marinheiro Marcelino Menezes, a revolta já vinha sendo preparada há meses, e os marinheiros estavam bem organizados, dominando com rapidez outras embarcações. Apontando os canhões para a cidade do Rio de Janeiro, os marinheiros exigiam o fim dos castigos corporais, a igualdade de tratamento pelos oficiais e a melhoria na alimentação. O governo de Hermes da Fonseca, foi obrigado a atender às reivindicações e a conceder anistia aos líderes do movimento. Contudo uma vez desarticulada a revolta o governo voltou atrás e os líderes acabaram presos e muitos morreram torturados. O principal líder, o marinheiro João Candido, conhecido como "Almirante Negro" acabou sendo absolvido em 1912. Apesar dos reverses do movimento o castigo corporal foi abolido da marinha.

Para saber mais sobre a Revolta da Chibata clique no link abaixo:

REVOLTA DOS MARINHEIROS



João Candido, liderou a Revolta dos Marinheiros e ficou conhecido como o Almirante Negro.


O CONVÊNIO DE TAUBATÉ

O Convênio de Taubaté foi mais uma das negociatas com as quais determinados segmentos utilizam-se do Estado Brasileiro para sanar dificuldades financeiras. Diante dos problemas na economia, ao invés de deixar para o mercado a livre acomodação da crise, tanto os governos estaduais como o federal decidiram intervir pesadamente utilizando recursos públicos. A hipocrisia do discurso liberal da República velha desmascarou a contradição através do intervencionismo estatal na regulação do preço do café.
Ao contrair empréstimos para salvar um setor em crise, foram gastos recursos públicos em benefício de determinado grupo. Considerando evidentemente a importância que o negócio desse setor representava para a economia brasileira, justificava-se o socorro do governo como medida para conter a crise do país, e não a dos produtores de café ou seja uma piada de mau gosto as custas do dinheiro público. Na lógica pervesa da oligarquia cafeeira o Estado deveria servir de tábua de salvação as custas do endividamento e prejuízo financeiro do país.
Ao mesmo tempo, é preciso considerar o peso político que a elite do café tinha sobre a máquina pública. Lembramos que o Presidente da república era o representante do cefeicultores, daí deriva-se a utilização de mecanismos de manutenção do poder como por exemplo, a política do "café com leite" e política dos governadores.

LISTA DE EXERCÍCIO - AULÃO ENEM REPUBLICA VELHA



SÁBADO LETIVO – HISTÓRIA – AULÃO ENEM – PROF. FERNANDO 
As respostas estão no final desta postagem-->> Sucesso!!
1- (ENEM-2008) O abolicionista Joaquim Nabuco fez um resumo dos fatores que levaram à abolição da escravatura com as seguintes palavras: “Cinco ações ou concursos diferentes cooperaram para o resultado final:  
1º) o espírito daqueles que criavam a opinião pela idéia, pela palavra, pelo sentimento, e que a faziam valer por meio do Parlamento, dos meetings [reuniões públicas], da imprensa, do ensino superior, do púlpito, dos tribunais;  2.º) a ação coercitiva dos que se propunham a destruir materialmente o formidável aparelho da escravidão, arrebatando os escravos ao poder dos senhores;  3.º) a ação complementar dos próprios proprietários, que, à medida que o movimento se precipitava, iam libertando em massa as suas ‘fábricas’; 4.º) a ação política dos estadistas, representando as concessões do governo; 5.º) a ação da família imperial.” Joaquim Nabuco. Minha formação. São Paulo: Martin Claret, 2005, -p. 144 (com adaptações).

Nesse texto, Joaquim Nabuco afirma que a abolição da escravatura foi o resultado de uma luta :             
                                                                
(A) de idéias, associada a ações contra a organização escravista, com o auxílio de proprietários que libertavam seus escravos, de estadistas e da ação da família imperial. 
(B) classes, associada a ações contra a organização escravista, que foi seguida pela ajuda de proprietários que substituíam os escravos por assalariados, o que provocou a adesão de estadistas e, posteriormente, ações republicanas.    
(C) partidária, associada a ações contra a organização escravista, com o auxílio de proprietários que mudavam seu foco de investimento e da ação da família imperial.  
(D) política, associada a ações contra a organização escravista, sabotada por proprietários que buscavam manter o escravismo, por estadistas e pela ação republicana contra a realeza. 
(E) religiosa, associada a ações contra a organização escravista, que fora apoiada por proprietários que haviam substituído os seus escravos por imigrantes, o que resultou na adesão de estadistas republicanos na luta contra a realeza.
                                                                                                                                                                   

2- Canudos foi um movimento social que ocorreu em fins do século passado e que envolveu milhares de nordestinos. Hoje, o Movimento dos Sem Terra é também um movimento social que envolve milhares de pessoas.

Identifique a alternativa que apresenta características comuns aos dois movimentos
a) Os objetivos sociais, apesar de Canudos ter defendido as idéias dos produtores nordestinos, enquanto o Movimento dos Sem Terra defende as idéias dos trabalhadores do sudeste.   
b) A luta pela terra, defendendo desde o início o recurso da luta armada para obtê-la.
c) A luta por melhores condições de vida e contra o desemprego.
d) A luta pela pequena propriedade e o desenvolvimento de uma política de cooperativas agrárias.
e) A luta pela terra, defendendo condições de vida mais dignas para seus participantes.
                                                                      


3- Em um balanço sobre a Primeira República no Brasil, Júlio de Mesquita Filho escreveu:“... a política se orienta não mais pela vontade popular livremente manifesta, mas pelos caprichos de um número limitado de indivíduos sob cuja proteção se acolhem todos quantos pretendem um lugar nas assembléias estaduais e federais”. (A crise nacional, 1925.) 

De acordo com o texto, o autor:
a) critica a autonomia excessiva do poder legislativo. 
b) propõe limites ao federalismo. 
c) defende o regime parlamentarista .  
d) critica o poder oligárquico.
e) defende a supremacia política do sul do país.


4- Analise o texto a seguir. “Foi um meio utilizado para neutralizar a oposição ao governo federal, estadual e o Congresso Nacional através da ideologia do favor. O governo federal articulava-se com os grupos dominantes das oligarquias de cada estado, oferecendo-lhes verbas e benefícios  em garantia da não interferência nos assuntos regionais. Em troca, essas oligarquias, que controlavam  o processo eleitoral  por meio de fraudes e violências e da atuação ao nível municipal dos coronéis, orientavam seus deputados e senadores a não fazerem oposição ao presidente da República” .

Podemos afirmar que o texto acima refere-se :
a) A política das salvações que era um dos mecanismos de poder dos militares.  
b) Voto de cabresto uma forma de controle do eleitorado. 
c) A política do café com leite um dos instrumentos  complementares da política dos governadores. 
d) O clientelismo uma peça chave da república do café com leite. 
e) A política dos governadores que foi o principal mecanismo de manutenção do poder das oligarquias.
                                                                                                                                                  

5-Concidadãos! o Povo, o Exército e a Armada Nacional, em perfeita comunhão de sentimentos com os nossos concidadãos residentes nas províncias, acabam de decretar a deposição da dinastia imperial e conseqüentemente a extinção do sistema monárquico representativo.  Como resultado imediato desta revolução nacional, de caráter essencialmente patriótico, acaba de ser instituído um Governo Provisório, cuja principal missão é garantir com a ordem publica a liberdade e o direito do cidadão. “Manifesto da Proclamação da República de 16 de novembro de 1889”

Pode-se depreender do texto acima em relação ao que realmente ocorreu em 15 de novembro de 1889 :

a) Está correto, pois afirma que o povo e as forças militares decretaram a deposição da monarquia num movimento qualificado de revolução nacional.       
b) Está incorreto, pois o povo esteve distante das articulações que derrubaram a monarquia em 1889. Não houve processo revolucionário com participação popular e sim um golpe militar patrocinado pelas elites.   
c) Está coerente, pois houve intensa participação popular nas articulações que derrubaram a monarquia. Caracterizando um processo revolucionário com grande presença do povo.
d) Está incoerente, pois demonstra o processo de revolução nacional com ampla participação dos militares, dos grupos dominantes, intelectuais e o povo. 


6- A chamada “Política dos Governadores”, instituída na Primeira República, caracterizava-se por:

a) permitir que a escolha do Presidente da República fosse resultado de um consenso entre os governadores e desta forma manter o grupo político no poder.
b) tornar os governadores um mero instrumento do poder do Presidente da República e impedir a formação de novas lideranças contrárias ao governo federal;
c) acordo político que consistia na troca de favores entre os governos federal, estadual e municipal para manter os grupos políticos no poder.
d) tornar os governadores representantes de um federalismo liberal e democrático com objetivo de renovar as lideranças políticas;
e) promover, através dos governadores, a desarticulação das oligarquias locais e promover a renovação dos grupos políticos e lideranças locais.


7-O coronelismo foi uma peça importante da perversa engrenagem que impedia a representatividade política da maioria da população, principalmente a parcela da sociedade mais carente. Podemos definir o coronelismo como:


a)Sistema de poder cujo grupo político que alternava-se no poder federal como forma de garantir a manutenção dos privilégios aos seus respectivos Estados.

b)Sistema de poder que consistia na troca de favores entre o poder estadual e municipal a fim de garantir seus interesses políticos utilizando práticas fraudulentas para vencer as eleições.
c)Sistema de poder no qual o coronel era uma peça secundária e sua participação era ofuscada pela Comissão de Verificação, pois na prática era esta quem declarava os candidatos eleitos.
d)Sistema de poder baseado no coronel o líder político local, grande proprietário de terras que usava jagunços para formar os currais eleitorais, através de práticas de intimidação ao eleitor.

e)Sistema de poder político que arregimentava grande número de seguidores a partir de suas pregações religiosas que convenciam os mais pobres a se submeterem ao seu controle. 

8- A Primeira República ou República Velha foi um período da História política do Brasil que se caracterizou pelo afastamento do ideal da República. O que deveria ser um governo para todos na prática era um governo de poucos. Sobre os fatos com os quais podemos caracterizar a Primeira República estão:

I- Com o “voto de cabresto” os coronéis dominavam as clientelas rurais e manipulavam as eleições;
II- A política dos governadores consagrava a troca de apoio entre o governo federal e as oligarquias estaduais mantendo o mesmo grupo político no poder.
III- A política do café com leite foi o domínio da sucessão presidencial pelos cafeicultores de São Paulo e de Minas Gerais que alternavam-se na presidência da República.
IV- O Movimento dos Tenentes - o Tenentismo - que possuía caráter militar contribuiu para consolidar os governos da Primeira República.
V- As fraudes eleitorais eram exceção e não regra neste período, devido ao rigoroso trabalho de fiscalização do processo eleitorado efetuado pela Comissão de Verificação.

Assinale a alternativa verdadeira:

a) Apenas a alternativa I, está correta.
b) As alternativas I,II,III estão corretas.
c) As alternativas I,II,IV e V estão corretas.
d) As alternativas II,III e IV estão corretas.
e) Apenas a alternativa V está incorreta.



9- "Não é por acaso que as autoridades brasileiras recebem o aplauso unânime das autoridades internacionais das grandes potências, pela energia implacável e eficaz de sua política saneadora das epidemias [...]. O mesmo se dá com a repressão dos movimentos populares de Canudos e do Contestado, que no contexto rural [...] significavam praticamente o mesmo que a Revolta da Vacina no contexto urbano". Nicolau Sevcenko. A revolta da vacina.
De acordo com o texto, a Revolta da Vacina, o movimento de Canudos e o do Contestado foram classificados pelas autoridades internacionalmente como MOVIMENTOS :                                                                                                                                                                                         
a) provocados pelo êxodo maciço de populações saídas do campo rumo às cidades logo após a abolição.                                                      
b) retrógrados, pois as agitações provocadas por estes movimentos populares dificultavam a modernização do país.                                      
c) decorrentes da política sanitarista de Oswaldo Cruz.
d) indícios de que a escravidão e o império chegavam ao fim para dar lugar ao trabalho livre e à república.                                                      
e) conservadores, porque ameaçavam o avanço do capital norte-americano no Brasil. 


10- A respeito do "coronelismo" podemos afirmar que:



a)   O coronel era o líder político do local cujo poder era medido pela quantidade de votos que controlava.
b)   Através da intimidação e da troca de favores sobre o povo o coronel praticava o denominado voto de cabresto.
c)   Constituía o poder local através do voto direto secreto e de maneira democrática.
d)   A penas a alternativa “c” esta correta.
e)   As alternativas “a” e “b” estão corretas.


GABARITO: 1-A/ 2-E/ 3-D/ 4-E/ 5-B/ 6-C/ 7-D/ 8-B/ 9-B/ 10-E