terça-feira, 22 de março de 2011

Exercícos de Fixação Independência dos EUA

Exercícios de fixação (respostas no final da página)

1. Sobre a Independência dos Estados Unidos da América afirma-se que :
I - A origem do movimento da independência deve ser encontrada no desenvolvimento uniforme das 13 Colônias Inglesas.
II- Os colonos sentiram-se muito prejudicados pela proibição da coroa inglesa ao comércio triangular, praticado pela colônia, fato que gerou sérios atritos com a metrópole.
III- O Segundo Congresso de Filadélfia decretou a separação da Inglaterra em 4/7/1776, através da Declaração de Independência redigida por Thomas Jefferson.
IV- A política de conciliação adotada pela Inglaterra retardou o processo de independência da Treze Colônias Inglesas.
V- A França e a Espanha apoiaram a Inglaterra durante a Guerra de Independência.

Assinale a alternativa correta:
a) Estão corretas a opções I, II e III.
b) Estão corretas a opções II e III.
c) Apenas a opção II.
d) Estão corretas as opções III, IV e V.

2. (CESGRANRIO) A França e Espanha entraram na guerra de independência do lado dos colonos e contra a Inglaterra. O  verdadeiro objetivo do apoio francês e espanhol era:
a) eliminar o contrabando inglês na Colônia do Sacramento;
b) recuperar algumas colônias que lhes haviam sido tomadas pelos ingleses em guerras anteriores;
c) punir a Inglaterra pela ajuda prestada à Holanda na guerra das Províncias Unidas contra a Espanha;
d) ajudar os colonos norte-americanos em sua Guerra de Independência;
e) minar as posições do comércio inglês no continente americano.


3. Leis inglesas provocaram divergências entre colonos americanos e a Coroa Inglesa, resultando no pocesso de luta pela independência. Entre os objetivos dessas leis, devem ser destacados os seguintes:


a) Aumentar a receita real abalada pelos custos da Guerra dos Sete Anos, impedir o comércio intercolonial conhecido como comércio triangular e promover a recuperação econômica.
b) Aumentar o consumo de chá e açúcar nas colônias, obrigar ao uso de selos na correspondência e aumentar as exportações das colônias.
c) Abolir a escravidão nas colônias, separar juridicamente as treze Colônias e ajudar a Pensilvânia a anexar terras no Oeste.
d) Recuperar a Companhia das Índias Ocidentais, abrir o porto de Boston às nações amigas e aumentar as importações das colônias.
e) Pagar indenizações à França, devido à derrota inglesa na Guerra dos Sete Anos, revogar os Atos Townshend e favorecer os produtores locais de açúcar.


4. Quando da discussão, no Parlamento Inglês, das Leis do Açúcar e do Selo (1784 - 1765), os colonos ingleses da América recusaram-se a aceitar as medidas impostas, baseando-se:


a) no fato de não estarem representados na assembléia que votou as taxas para cobrir os custos da Guerra dos Sete Anos;
b) no princípio da isenção de taxas concedido pela Coroa aos colonos;
c) no direito inalienável dos súditos ingleses de recusar a obediência a leis injustas;
d) nos direitos naturais do cidadão à vida, à propriedade e à busca da felicidade;
e) nos prejuízos financeiros advindos do bloqueio aos produtos das Antilhas.

5- Em geral a base de um processo revolucionário encontra-se na sua argumentação ideológica. No caso da Independência dos EUA, assim como na Revolução Francesa e no processo de independência da América Latina a base ideológica destes movimentos históricos foi:

a) O Humanismo em virtude de seu caráter social colocando o homem como o centro do universo.
b) O Racionalismo justificando a "razão" como a única maneira de conseguirmos a igualdade.
c) O Iluminismo por valorizar idéias como o conceito de que o poder vem do povo e o direito a igualdade. 
d) O Pacto colonial que pregava o futuro da colônia estava atrelado ao sucesso da metrópole.


6 -A independência das 13 colônias inglesas da América do Norte - a Revolução Americana - resultou:
I - do desdobramento natural da relativa autonomia econômica e política dessas colônias de povoamento;
II - da reação dos colonos às medidas legais tanto fiscais e quanto administrativas tomadas pela Inglaterra após a Guerra dos Sete Anos;
III - dos prejuízos causados aos colonos pela política liberal inglesa, que aboliu o "pacto colonial"; IV - da manutenção e intensificação das práticas mercantilistas inglesa que se opunham ao "comércio triangular" realizado pela burguesia colonial.

Assinale a opção correta: 
a) estão corretas apenas I e II
b) estão corretas apenas I e III
c) estão corretas apenas II e IV
d) estão corretas apenas I, II e III
e) estão corretas apenas I, II e IV


-Questão aberta.
 "O sangue dos que foram chacinados, a voz lamentosa da Natureza gritam: 'é hora de separarmos!' Mesmo a distância que Deus colocou entre a Inglaterra e a América é uma prova forte e natural de que a autoridade de uma sobre a outra não era a vontade dos Céus (...) UM GOVERNO NOSSO É UM DIREITO NOSSO (...) Portanto, o que queremos? Por que hesitamos? Da parte da Inglaterra não esperamos nada, a não ser a ruína (...) Nada pode resolver nossa situação tão rapidamente quanto uma declaração de independência, aberta e feita com determinação."

(Thomas PAINE, Bom Senso, panfleto de 10 de janeiro de 1776, citado por Leo HUBERMAN, História da Riqueza dos Estados Unidos, Brasiliense, São Paulo, 1983)


O documento anterior expressa algumas das idéias que, pouco mais tarde, estariam contidas na Declaração de Independência das Treze Colônias da América do Norte.


a) Apresente dois fatores que tenham contribuído para a independência das Treze Colônias.


b) Relacione a frase "Um governo nosso é um direito nosso" com as idéias que fundamentaram o processo de independência das Treze Colônias.


Respostas; 1- b, 2-b, 3-a, 4-a, 5-c, 6-e 

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

INDEPENDÊNCIA DOS ESTADOS UNIDOS. (Resumão)

INTRODUÇÃO
Influenciados pelos ideais do Iluminismo, as colônias inglesas na América do Norte tornam-se independentes, fato que deu origem a primeira nação livre no continente americano do domínio colonial.
A independência dos EUA foi um processo que iniciou em 1776,  ano no qual as Treze Colônias elaboraram a declaração de separação da Inglaterra e deu início a guerra de independência que estendeu-se até o ano de 1783, quando os ingleses derrotados, reconheceram a soberania de sua ex-colônia.  A originalidade deste acontecimento está no pioneirismo dos Estados Unidos em tornar-se o primeiro país independente da América à adotar uma forma de governo republicano, portanto demonstrando na prática a aplicação dos ideais iluministas. Estes ventos da liberdade atravessaram o Oceano Atlântico e provocarão um furacão revolucionário que varrerá a Europa produzindo modificações profundas na História Ocidental.  


ORIGENS
A Guerra dos 7 anos vencida pela Inglaterra contra a França, trouxe um enorme desgaste político e principalmente econômico à monarquia inglesa. A fim de contornar os prejuízos, a solução adotada foi intensificar a exploração das 13 colônias da América do Norte através da cobrança de impostos. Inicialmente com a Lei do Açúcar que afetava a produção de Run e consequentemente trazia prejuízos ao rentável comércio triangular efetuado pela burguesia colonial  ou seja os colonos destilavam o melaço em bebida alcoólica (Run) que servia de moeda de troca na compra de escravos na África; esses por sua vez, eram vendidos no Caribe e nas colônias do Sul. A Lei do Selo e a Lei do Chá foram outras imposições inglesas que trouxeram descontentamento aos colonos. A Revolta do Chá provocou uma onda de protestos que resultou na depredação de mercadorias inglesas no porto de Boston. Em represália o governo inglês interditou o porto e exigiu o pagamento de pesadas indenizações pelos colonos. As Treze Colônias reagiram redigindo a "Declaração de Direitos - documento que exigia a igualdade entre colonizados e colonos - e impôs boicote comercial à metrópole.


DECLARAÇÃO E A GUERRA DE INDEPENDÊNCIA.
A liberdade no Novo Mundo foi concretizada a partir da Declaração de Independência, redigida por Thomas Jefferson em 4 de Julho de 1776, proclamando a liberdade do país. Inspirada nos ideais do Iluminismo, defendia a liberdade individual e o respeito aos direitos fundamentais do ser humano.
Evidentemente a tensão aumentou e evoluiu para uma guerra. Liderados por George Washington, até então um fazendeiro, e apoiados por França e Espanha, os rebeldes derrotam o exército inglês em 1781. Dois anos depois a monarquia inglesa reconhece a independência dos EUA.

Imagem retratando George Washington atravessando o Rio Delaware, representa o simbolismo da determinação dos colonos na guerra de independência. 









DE COLÔNIA À NAÇÃO.
A Constituição dos EUA foi promulgada em 1787, equilibrando a tendência republicana - que pregava um poder central forte - com a federalista - defensora da autonomia política dos estados. Foi adotado como forma de governo a República federativa presidencialista , com separação dos poderes em Executivo, Legislativo e Judiciário e escolhendo seus representantes através do voto popular. O modelo de constituição dos EUA serviu de base para outras nações elaborarem as suas respectivas Cartas Magnas. O primeiro presidente dos EUA foi George Washington, homenageado na nota de um dólar e emprestando seu nome à capital do país.
O processo de indepedência dos EUA colaborou para o fim o Antigo Regime europeu, pois serviu de estímulo a outros  movimentos de independência nas demais colônias da América (inclusive o Brasil) e também contribuí para a deflagação da Revolução Francesa em 1789, marco histórico que determinou o fim da Idade Moderna.


NO BRASIL 
O descontentamento com o Antigo Regime (Regime Colonial) era um fato, diversos movimentos coloniais já delineavam o processo de separação. Contudo alguns historiadores apontam o movimento de carater nativista que mais se aproximou do exemplo do EUA foi a Inconfidência Mineira em 1789. Influenciados pela façanha das colônias da América do Norte um grupo de inconfidentes tentou realizar um movimento semelhante que acabou fracassando.


























                                                                                             A Declaração de Independência dos EUA.


sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Exercícios de Fixação Revolução Industrial

1. A Revolução Industrial transformou profundamente a ordem econômica mundial. Suas origens estão na Inglaterra. Sobre  a Revolução Industrial é correto afirmar?

I - Foi uma necessidade da burguesia que para implantar a industrialização acabou com o poder político absoluto da monarquia.
II - A máquina à vapor e o tear hidraúlico foram importantes fatores técnicos que substituiram a força física pela força mecânica colaborando para o aumento da produção e diminuição de custos com mão de obra.
III - Triunfo da ideologia neoliberal;
IV- Fortalecimento do sistema familiar de produção;
V- Fim da hegemonia marítima.
Após analisar as afirmativas acima marque a opção correta:
a) Apenas a alternativa I está correta.
b) As alternativas I e II estão corretas.
c) As alternativas II, III, IV e V estão corretas.
d) As alternativas Iv e V estão corretas.

2. O pioneirismo inglês na Revolução Industrial foi possível devido a uma série de fatores, entre os quais podemos afirmar como corretos:


I- Devido a extinção do tráfico de escravos negros que propriciou a implantação do trabalho assalariado.
II - Após a assinatura do Tratado de Methuen com Portugal que abriu os portos aos navios ingleses.
III - Acúmulo de capital obtido pela exploração das colônias inglesas, principalmente na América do Norte.
IV- Mão de obra disponível para trabalhar nas fábricas e importantes jazidas minerais de carvão.
V- A ocupação do poder político pela burguesia evidenciando a supremacia do Estado liberal burguês.
Após analisar as afirmativas acima marque a opção correta:

a) Apenas a alternativa IV está correta.
b) As alternativas I e II estão corretas.
c) As alternativas III, IV e V estão corretas.
d) As alternativas I e V estão corretas.

3. (PUCCAMP) "O produto da atividade humana é separado de seu produtor e apropriado por uma
minoria: a substância humana é absorvida pelas coisas produzidas, em lugar de pertencer ao homem."
A partir do texto, pode-se afirmar que a Revolução Industrial:
a) evidenciou o modelo de exploração do capitalista que obtinha lucro e pouco repassava para a sociedade;
b) tornou a manufatura uma alternativa para o artesanato;
c) introduziu métodos manuais de trabalho na produção;
d) tornou o homem mais importante que a máquina;
e) valorizou o trabalhador autônomo que representava a essência da política liberal burguesa.

4. A Revolução Industrial foi possível por uma série de fatores. Em relação a grande quantidade de mão de obra disponível para trabalhar nas fábricas podemos afirmar que está relacionada:

a) ao processo de extinção dos campos abertos provocando o cercamento da terra e criando o êxodo rural;
b) a substituição dos grandes domínios rurais pelos pequenos produtores, cuja rentabilidade era maior;
c) uma maior concentração de mão-de-obra agrícola, ao deter a migração para as cidades;
d) foi um fenômeno exclusivo da Inglaterra, não aparecendo em nenhum outro país;
e) em virtude da estagnação do mercado consumidor .

5. As idéias de Adam Smith e David Ricardo foram de importante fundamentação para a Revolução Industrial. As teorias destes dois pensadores estão relacionadas respectivamente a:
a) população e salário;
b) salário e lucro;
c) população e protecionismo;
d) protecionismo e salário;
e) livre concorrencia e  salário.


Respostas: 1-b, 2-c, 3-a, 4-a,5-e

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

A REVOLUÇÃO INDUSTRIAL - A ERA DAS REVOLUÇÕES - RESUMO

Manifestante pinta a cara e protesta contra o governo. A tempestade de manifestações populares varre a região.














Introdução. 
Reflita um pouco!!
Atualmente assistimos uma onda de revoltas populares no Mundo Islâmico.
Dois paises, a Tunísia e o Egito, ambos localizados no norte da África e de população predominantemente muçulmana, foram palco de manifestações populares que provocaram mudanças no poder político. Diante da pressão  popular sobre aos ditadores que estavam no poder a várias décadas não restou outra opção senão renunciar. Alguns especialistas já admitem o "efeito dominó" em andamento na região, mas quais são os ingredientes que "fritaram" o poder de duas tradicionais lideranças políticas?
Entre os indicadores da convulsão que se alastra pelo Mundo Islâmico podemos apontar fatores como altos índices de desemprego, governos repressores sem representatividade social e uma população jovem de  nível universitário, com acesso a internet, sem perspectivas e insatisfeitos com a dura realidade que são obrigados a viver. Segundo o especialista em política internacional, Reginaldo Nasser, a participação da juventude deve-se a "uma nova geração de jovens que, embora tenha formação intelectual, não encontra oportunidades no mercado de trabalho. Como resultado, ela se organiza usando a internet, as redes sociais, etc.". 
Nestas condições está pronta a receita para a disseminação da tempestade de protestos populares que provocam um clima de temor nos demais países da região que possuem condições parecidas com as do Egito e Tunísia, a ponto dos governantes da Arábia Saudita, Irã, Jordânia, Líbia, Bahrein, Argélia e Iêmen comandados por ditaduras há décadas tomarem medidas preventivas para enfrentar a crise, colocando as forças de repressão em estado de alerta a fim de que seus países não serem "contaminados" pela onda de protestos e tornarem-se a bola da vez, contudo parece inevitável a continuação de manifestações contra os governos no poder. Ainda é cedo para afirmar, mas podemos estar presenciando uma versão da Era das Revoluções no mundo islâmico.
Ao que parece a "primavera árabe" está expandindo horizonte. Recebi informações de que em Angola está germinando uma manifestação contra o governo de José Eduardo dos Santos, no poder a 32 anos, leia na íntegra o manifesto: A NOVA REVOLUÇÃO EM ANGOLA
A introdução acima é um aperitivo para iniciarmos o assunto propriamente dito: As revoluções na Idade Moderna. Estes eventos com variadas matizes sejam de predominância econômica, social ou política influenciaram profundamente a História. Para começo de conversa vamos entender o conceito de Revolução.    




Afinal o que é uma Revolução?
De maneira simplista podemos defini-la de duas formas.
O significado do termo Revolução (do latim revolutio, "uma volta") é uma transformação radical que têm lugar num período relativamente curto de tempo.
No conceito da História acrescenta-se ao significado de Revolução os fatos históricos com quebras ou rupturas radicias seja no campo social, no poder ou nas estruturas organizacionais. Quando se muda a base, a estrutura que esta acima sofre as consequências do desdobramento das ações ou pensamentos oriundos da mudança ocorridas na base.
 
Convulsões e Revoluções sempre fizeram parte do processo civilizatório da humanidade, alguns episódios podem ser classificados pelo tamanho de sua repercussão na História. Eventos denominados de marcas ou divisores de águas. Entre estes momentos estão os ocorridos no século XVIII, em virtude dos quais o historiador Eric Hobsbawm, denominou este período de a Era das Revoluções.
Comumente as pessoas acham que cidadania significa ter o direito de exercer o voto na época das eleições. Entretanto, o conceito de cidadania não se restringe a somente a isso. É algo mais amplo. Os direitos do cidadão não surgem ao acaso, estes são resultado das lutas de indivíduos que desejavam um mundo mais justo, sem opressão e com maiores oportunidades aos despossuídos de privilégios. Alguns direitos que hoje desfrutamos foram e continuam sendo objeto de disputas de interesses entre governo, forças políticas, classes sociais dominantes e movimentos populares. Atualmente o direito das pessoas professarem livremente seus ideais tornou-se possível em virtude da luta e até da morte de muitos no passado que não se intimidaram diante das injustiças, elevaram o tom da voz por igualdade e sonharam por um tempo em que todos seremos iguais.    


A Revolução Industrial. (Resumo)
Os recursos tecnológicos hoje disponíveis nos computadores, telefones celulares, Ifones, etc., são resultados de milhares de anos de experimentos da inventividade humana.  Desde a invenção das primitivas ferramentas da Era Neolítica ao fantástico advento da tecnologia de transmissão sem fio (wi-fi) a humanidade vem acumulando conhecimentos e a medida que o tempo passa tornam-se cada vez mais complexos e sofisticados. Contudo há períodos na História em que estes conhecimentos aceleram o ritmo com mudanças rápidas e abrangentes em diversas áreas da atividade humana. Um destes períodos iniciou-se na Inglaterra, por volta de 1750 e recebeu a denominação de Revolução Industrial.
Qual a importância em compreendermos a Revolução Industrial?
Se pretendemos entender os mecanismos de funcionamento do sistema capitalista na atualidade é fundamental que conheçamos o advento da Revolução Industrial. Principalmente no aspecto relacionado às relações de trabalho. 
Para começo de conversa a Revolução Industrial ocorreu por uma necessidade da burguesia. Através de dois lançes: a Revolução Puritana e a Revolução Gloriosa a burguesia inglesa deu o golpe final do poder absoluto do rei e apropriou-se do poder político. Aliado a isto está o surgimento de inventos como a bomba e tear hidráulico, o trem e o barco a vapor que contribuíram  para uma importante transformação: a substituição da força física (manufatura) pela força mecânica (máquina) ou seja o trabalho da manufatura passar a ser realizado nas fábricas.

O Barco e  locomotiva a vapor além do tear automático foram as invenções importantes durante a Rev. Industrial.
Inglaterra o berço da Revolução Industrial. Quais condições ajudaram-na a ser a pioneira?
- Acúmulo de capitais (conseguido através da exploração das colônias, principalmente na América do Norte)
- Mão de obra disponível (falta de terra na zona rural em virtude dos cercamentos obrigou os camponeses a migrar para as cidades e se tornarem força de trabalho nas fábricas) .
- Estado liberal burguês (a burguesia ocupava o poder político)
-Jazidas de Carvão (principal combustível que movia as máquinas de produção nas fábricas).

A Revolução Industrial pode ser dividida em 2 fases:
1ª - Limitada à Inglaterra -Desenvolvimento nos setores têxtil, siderúrgico e agrícola.
2ª - Expansão do processo industrialista à paises como a Alemanha, França, EUA, Japão. De características monopolista, imperialista e desenvolvimento do neocolonialismo.
Isto posto, a Revolução Industrial gera transformações econômicas, políticas, sociais e culturais: 
-Consolidação do Capitalismo.
-Afirmação do Liberalismo.
-Urbanização.
-Questão social e novas idéias.

Sobre a questão social e o surgimento de novas idéias é importante ressaltar que os desdobramentos sociais ocorreram a partir do rearranjo de classes sociais no capitalismo moderno ou seja o surgimento de duas novas classes com interesses opostos: a burguesia industrial e a classe trabalhadora (proletariado). Contra o modelo de exploração da força de trabalho pelo capitalista (burguesia industrial) as doutrinas socialistas passam a denunciar as condições de trabalho aviltantes dos que produzem a riqueza, no caso os trabalhadores, mas não compartilham desta. Assim está lançada a pedra fundamental do Socialismo.

Duas classes sociais em conflito. Burguesia x Trabalhador

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Questões do ENEM

Vamos testar os conhecimentos em relação a História Geral, posteriormente enviarei as questões sobre História do Brasil! As avaliações do Enem serão em 06 e 07 de Novembro, portanto aproveitemos esta semana para aprimorar  nossos conhecimentos.
Boa sorte!!

1- O Período Clássico da civilização grega corresponde ao sec. V a.C., quando Atenas alcançou seu apogeu. Essa fase de esplendor da Grécia antiga pode ser delimitada, respectivamente:
a) pela chegada dos dórios ao território grego e pela primeira diáspora grega;
b) pela formação das primeiras cidades-Estado e pela segunda Diáspora Grega;
c) pelas Guerras Médicas e pelo início da Guerra do Peloponeso;
d) pela Época de Péricles e pela conquista da Grécia por Felipe da Macedônia;
e) pela formação da Liga de Delos e pela morte de Alexandre Magno.

2- Na antiguidade, os romanos estenderam seus domínios por grande parte do mundo conhecido da época, desde a península Ibérica até a Mesopotâmia. Vários fatores contribuíram para dar solidez a esse vasto império. Um fator decisivo foi:
a) o duro tratamento imposto pelos romanos aos povos conquistados, visando submetê-los pelo terror;
b) a romanização dos povos conquistados, ou seja, concedia-lhes cidadania romana;
c) o respeito aos costumes dos povos conquistados, dando origem a um império multicultural;
d) a ação unificadora do Direito Romano, que equiparava os estrangeiros aos cidadãos romanos;
e) a facilidade com que os patrícios absorveram elementos provenientes de outras camadas sociais.

3- A Igreja teve grande influência no sistema feudal que caracterizou a Europa Ocidental durante a maior parte da Idade Média. Coube a essa instituição proporcionar o ordenamento ideológico e social do feudalismo, interferindo até mesmo em assuntos políticos. Assinale a alternativa que retrata a influência política da Igreja no período citado.
a) A supremacia do poder temporal sobre o espiritual, visando a colocar a Igreja sob a proteção do Estado.
b) A criação de ordens religiosas militares, que destinadas a defender a autoridade dos reis.
c) A abertura das bibliotecas monásticas ao público leigo, para difundir o conhecimento da doutrina católica.
d) A criação de ordens mendicantes, cujo exemplo de pobreza acabaria influenciando a alta hierarquia eclesiástica.
e) A imposição da "Trégua de Deus" e da "Paz de Deus", que visavam reduzir a violência dos conflitos da época.

4- Assinale a alternativa que contém nomes de personalidades ligadas somente  ao Renascimento.
a) Erasmo, Thomas Morus e Montesquieu.
b) Maquiavel, Hobbes e Da Vinci.
c) Miguelangelo, Dante e Newton.
d) Tomás de Aquino, Gil Vicente e Shakespeare.
e) Camões, Rafael e Cervantes.

5- A Reforma Protestante foi um importante acontecimento do início da Idade Moderna, com reflexos amplos da vida européia. Uma implicação econômica relevante produzida pela Reforma foi:
a) o esforço de adequar a doutrina cristã ao capitalismo nascente encontrando justificativas para certas práticas inerentes a este sistema;
b) a condenação à usura, cuja prática provocava entraves ao desenvolvimento do capitalismo, devido aos altos juros cobrados pelos prestamistas;
c) a tentativa de restabelecer certos valores ligados ao cristianismo primitivo, destacando-se a renúncia aos bens materiais;
d) a ênfase dada à acumulação de riquezas, independentemente dos métodos empregados em sua aquisição;
e) a retomada do antigo conceito bíblico de que o trabalho era um castigo divino, não devendo, portanto ser entendido como gerador de riqueza.

6- Jean-Jacques Rousseau foi um destacado filósofo iluminista, cujas idéias sobre certos aspectos, conflitavam com as dos demais pensadores de seu tempo. Assinale a alternativa que apresenta uma dessas discordâncias.
a) No plano social, Rousseau defendia os privilégios da aristocracia, enquanto os demais pensadores propunham igualdade dos cidadãos perante a lei.
b) No plano religioso, Rousseau defendia o ateísmo, enquanto os demais pensadores propunham uma religião baseada ao culto à natureza.
c) No plano cultural, Rousseau defendia a limitação do ensino às classes aristocráticas, enquanto os demais pensadores propunham a democratização da educação.
d) No plano político, Rousseau defendia o predomínio da vontade geral, enquanto os demais pensadores eram partidários do governo de uma minoria esclarecida.
e) No plano filosófico, Rousseau defendia o predomínio da fé sobre a razão, enquanto os demais pensadores propunham o inverso.

7- Por volta de 1760, a Inglaterra era o país europeu que reunia as condições mais favoráveis para iniciar a Revolução Industrial. Além dos fatores técnicos (utilização da máquina a vapor e desenvolvimento da metalurgia), o país contava com importantes fatores econômicos, sociais e políticos favoráveis a primazia da industrialização. Esclareça quais eram estes fatores.

8- Quando Lênin implantou a Nova Política Econômica (NEP), em 1921, declarou: "Companheiros nos equivocamos. Será preciso darmos um passo atrás para depois dar dois passos à frente".  Qual motivo levou Lênin a esta atitude?


9- Do ponto de vista ideológico, a época da Primeira Guerra Mundial presenciou o revigoramento de uma série de nacionalismos que serviram de embasamento para justificar as pretensões imperialistas. Os principais foram:


1- revanchismo 2- industrialização 3- comercialismo 4- pan-eslavismo 5- colonialismo

Escolha abaixo a alternativa correta:
a) 1 e 5                      b)2 e 4                    c)3 e 4                       d)1 e 4                            e)4 e 5


10- A abolição do princípio da propriedade privada, estatização dos meios de produção e a assinatura de um acordo de paz com a Alemanha, marcando a saída do país da guerra foram as principais medidas adotadas em qual país, por qual personalidade e em virtude de qual acontecimento?

a) Na Rússia por Stálin, em 1929, devido a implantação da NEP.
b) Na França por Clemanceau, em 1914 devido ao início da Primeira Guerra Mundial.
c) Na Rússia por Lenin, em 1917, devido a Revolução Bolchevique.
d) Nos E.U.A por Roosevelt , em 1929, em virtude da quebra da bolsa de Nova Yorque
e) Na Inglaterra, em 1917, por Winston Churchill em virtude da Revolução Russa.

11- Assinale a alternativa que não corresponde a uma característica dos regimes totalitários de direita (fascistas)?
a) Nacionalismo.
b) Militarismo.
c) Liberalismo.
d) Expansionismo.
e) Anticomunismo.

12-  O período entre as duas guerras mundiais (1919 a 1939) foi caracterizado por:
a) crise do capitalismo, do liberalismo e da democracia e polarização ideológica entre o fascismo e comunismo.
b) sucesso do capitalismo,do liberalismo e da democracia e coexistência fraterna entre o fascismo e o comunismo.
c) estagnação das economias socialista e capitalista e aliança entre os EUA e a União Soviética para deter o avanço fascista na Europa.
d) prosperidade das economias socialista e capitalista e aparecimento da Guerra Fria entre EUA e União Soviética.
e) coexistência pacífica entre os blocos capitalista e socialista e surgimento do capitalismo monopolista.


13- Segundo muitos historiadores a ascensão do nazismo deve-se em parte a política de apaziguamento adotada por Inglaterra e França que assistiam passivamente as peripecias de Hitler pelo continente europeu. A onda de agitações varriam o continente. Sabendo que muitos tinham  a perder com a agitação do barco e outros tinham a ganhar se agitassem ainda mais, ingleses e franceses não fizeram nada de prático para deter o avanço nazista. Qual das afirmações abaixo justifica a atitude de Inglaterra e França diante do crescimento do Nazismo?
a) A nazismo seria um importante anteparo para o avanço do socialismo, portanto justificava não impedir as ações de Hitler que de certa forma preservariam os interesses dos grandes grupos capitalistas em relação ao "perigo vermelho".
b) Ingleses e franceses tinham receio de descontentar Hitler e serem atacados pelo bem aparelhado exército nazista.
c) O nazismo fortalecido por seu programa nuclear deveria  intimidar a União Soviética a rever sua expansão territorial.
d) Evitar a todo custo o ataque dos soviéticos a Polônia, portanto valia a pena não intimdar com retaliações os nazistas.
e) Hitler secretamente efetuou um acordo de não agressão com a Inglaterra e França que lhe deu carta branca para impedir o avanço do comunismo na Europa.

14- (PF-2001) “O fim da Guerra Fria revolucionou a agenda do debate acerca das relações internacionais. No começo, ainda não se falava a respeito do império americano, mas, logo depois da euforia inicial — sintetizada pela idéia do “fim da História” —, estabeleceu-se uma polêmica com relação ao futuro do sistema político e econômico mundial, que percorreu toda a década de 90 do século passado.”  José Luís Fiori-60 lições dos 90 – uma década de neoliberalismo. Rio de Janeiro: Record, 2001, p. 118 (com adaptações).

A partir do texto acima, julgue os itens corretos abaixo, referentes ao cenário internacional contemporâneo.

1- A Guerra Fria a que se refere o autor corresponde ao sistema bipolar de poder mundial que, logo após a Segunda Guerra, contrapôs os interesses soviéticos e norte-americanos, identificados nos sistemas socialista e capitalista,respectivamente.

2- O citado “fim da Guerra Fria” decorreu da falência da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS) e, em uma espécie de efeito dominó, da desintegração das chamadas Repúblicas Socialistas do Leste europeu.

3- A expressão “fim da História” sintetiza a idéia de ter acabado a disputa entre as principais ideologias.

4- O incontrastável poderio militar norte-americano, após a Guerra do Golfo contra Saddam Hussein, reflete a posição ocupada pelos Estados Unidos da América (EUA) no cenário mundial posterior à Guerra Fria.

5- O fracasso da URSS fez-se acompanhar pelo declínio da China, cuja tentativa de modernizar a sua economia sucumbiu ante a intransigência dos militares comunistas, o seu reduzido mercado interno e a incapacidade de ampliar a produção.

Após avaliar as afirmações acima assinale a seqüência correta.
a)VFVVF                         b)VFVFV                         c)VFFFF                          d)FVFVF                           e)VVVVF

 
15- "Para obter a liberdade de nosso país, estamos dispostos a derramar nosso sangue não o vosso". Essa frase, de Mahatma Gandhi, foi dirigida aos ingleses e reflete a peculiaridade da luta desse líder pela independência da Índia. Assinale a alternativa que contém princípios defendidos por Gandhi em sua campanha nacionalista.


a) Religiosidade e transcendentalismo.
b) Ação sindical e greves pacíficas.
c) Desobediência civil e resistência passiva.
d) Tolerância e submissão.
e) Individualismo e pressão moral.

16- Com o fim da Guerra Fria devido a derrocada do regime socialista na URSS, simbolicamente representado pelo derrubada do muro de Berlim, acarretou um novo equilíbrio e o ordenamento das relações internacionais, que caracteriza-se por um(a):
a) Enfraquecimento dos movimentos nacionalistas regionais e das tendências de globalização da Europa ocidental.
b) Declínio da liderança política internacional das superpotências em virtude da transferência do controle de seus arsenais nucleares para a ONU.
c) Revitalização das alianças militares estratégico-defensivas, conforme pactos políticos da Europa central e do leste.
d) Formação de megablocos políticos-econômicos que favoreceram a internacionalização dos fluxos de capitais, tais como a União Européia e do Nafta.
e) Decadência econômica dos paises da bacia do Pacífico que haviam mantido uma posição de neutralidade durante a Guerra Fria, tais como Malásia e Singapura.
     




Respostas:
1-C  (A história do período clássico começa com as Guerras Médicas e a guerra do Peloponeso o apogeu ateniense é durante o época de Perícles portanto os conflitos estão inseridos neste período.)
2-B (Esta cidadania era construida em etapas e foi uma forma de apaziguar as revoltas dos povos conquistados)
3-E (Duas maneiras de reduzir os atritos e manter a ordem pública utilizando o nome de Deus)
4-E
5-A (Os reformistas ao justificar a usura e o lucro como permitidos por Deus, o trabalho e poupança como formas de alcançar a salvação compatibilizou os interesses capitalistas com o da nova doutrina e a simpatia da burguesia)
6-D ( Na obra Contrato Social defendia a idéia que o Estado representava  a vontade geral isto é o desejo da maioria.
7- Fatores econômicos: grande acumulação primitiva de capital, importantes jazidas de carvão e de ferro, abundância de matéria-prima e hegemônia marítima assegurava a Inglaterra o domínio das rotas oceânicas.  Fator social: ampla disponibilidade de mão de obra barata, resultante do êxodo rural . Fator político: participação da burguesia em asuntos do governo, realizado por intermédio da câmara dos comuns.
8- Com a NEP, Lênin esperava superar os desastrosos resultados da política do comunismo de guerra que pretendia consolidar a teoria socialista na prática, pois conforme afirmou "não avaliamos adequadamente a teoria que a adoção do socialismo deveria funcionar se aplicadas em um sistema puro sem interferências o que não era o caso da Rússia". Portanto estaria dando um passo atrás com a adoção temporária de algumas práticas capitalistas para posteriormente dar dois passos a frente consolidando o socialismo.
9-D
10-C
11-C ( O totalitariasmo por definição inviabilizaria a prática do liberalismo seja político ou econômico)
12-A
13-A   
14-E
15-C (Diferentemente dos outros lideres da descolonização da Ásia e África que preferiram a luta armada Ghandi adotou o caminho da não violência para libertar a Índia do domínio inglês)
16-D (A globalização da economia representou a supremacia do capitalismo sobre o socialismo e portanto alguns procedimentos foram tomados no sentido de difundir e fortalecer as bases capitalistas)  
     
 

sábado, 30 de outubro de 2010

O KURSK E A GUERRA FRIA

A tragédia com o submarino nuclear russo envolve alguns aspectos de política internacional que remonta ao período da "Guerra Fria", que marcou as relações entre as duas superpotências desde a Segunda Guerra até o início dos ans 90.

Introdução
O “Kursk”, submarino nuclear russo, afundou no dia 12 de agosto no Mar de Barents, no Círculo Polar Ártico, representando uma grande tragédia, que repercutiu em todo o mundo e é acompanhada com apreensão. Duas foram as primeiras preocupações: o que teria causado o naufrágio e quais as possibilidades de sobrevivência dos tripulantes, e uma esta diretamente relacionada à outra, pois as principais críticas às autoridades russas devem-se a demora na aceitação de ajuda estrangeira, quer dizer, ajuda ocidental, dos países que compõem a OTAN, que são os países que teriam capacidade para uma operação de tal envergadura.
A demora ocorreu devido ao temor de que os militares da OTAN servissem de espiões para os governos ocidentais, interessados em conhecer melhor a tecnologia empregada pelos russos, como nos tempos da “Guerra Fria”.

O “Medo” dos Russos.
Em artigo publicado pelo Jornal Los Angeles Times, oficiais norte americanos e russos deixam claro que, a pesar de “terminada a guerra fria” a espionagem ainda se mantêm, principalmente por parte dos EUA e de seus aliados da OTAN, uma vez que o poderio russo esta muito longe do que fora a antiga União Soviética. Cada vez que submarinos russos saem para manobras militares são seguidos pelos norte-americanos, criando uma real possibilidade de acidente. Segundo o mesmo jornal, submarinos russos e americanos chocaram-se duas vezes no início da década de 90, em acidentes de pequenas proporções e sem vítimas, mas que demonstram o grau de desconfiança ainda existente entre as partes.

A Gurra Fria. 
O termo “Guerra Fria” passou a ser utilizado após a Segunda Guerra Mundial, quando o choque militar, o confronto aberto entre as nações, cessou, e estabeleceu-se uma nova correlação de forças no cenário internacional, tendo como protagonistas principais os Estados Unidos e a União Soviética. Para muitos a Guerra Fria tornou-se então um conflito ideológico, opondo o mundo capitalista ao mundo socialista; e nesse sentido os EUA tornaram-se os grandes representantes do capitalismo, enquanto os soviéticos por sua vez tornaram-se os representantes do socialismo. Essa visão superficial tornou-se predominante, pois verdade passou a interessar a ambos.
Para os EUA era importante ser visto como o representante do capitalismo, como o guardião da liberdade, como o país que pode conter o avanço soviético e que deve, portanto, liderar um grande bloco de países integrados à sua política, conseqüentemente subordinados à sua economia; um bloco formado por países derrotados na guerra como Alemanha Ocidental, Itália e Japão e, portanto sem condições de se oporem naquele momento a tal política, países vitoriosos na guerra, porém arrasados economicamente e os países da América Latina e parte da África de economia dependente mesmo antes da Guerra. Para a URSS a visão de um conflito de blocos também se tornou conveniente, na medida em que ele era a única nação que tinha condições de se opor ao potencial estadosunidense e havia saído da Segunda Guerra como a principal vitoriosa. O modelo soviético, apesar de ter sido imposto ao leste europeu (aliás, com a concordância dos ocidentais) era atraente para várias nações, em particular àquelas que foram colônias das potências ocidentais.
No entanto existem outras possibilidades para compreendermos a Guerra Fria. O que foi visto desde o final da Segunda Guerra foi uma verdadeira disputa imperialista entre duas potências militares, que possuíam modelos sócios econômicos diferenciados, que, porém desenvolveram uma política semelhante em relação aos demais países, caracterizada, utilizando-se da pressão político ideológica como instrumento de poder.

Tanto os EUA como a URSS adotaram uma política imperialista.
O poder desses dois países, assim como suas intenções já podiam ser percebidas antes do final da guerra; em fevereiro de 1945 na foto abaixo Churchill (Inglaterra), Roosevelt (EUA) Stálin (URSS) e reuniram-se na Conferência de Ialta, na Criméia, para acertar os detalhes finais da grande ofensiva sobre a Alemanha, ficando acertado que a URSS teria o direito de ocupar os territórios do “Leste Europeu”, que se tornava então sua zona de influência.
Entre 17 de julho e 2 de agosto, já derrotado os alemães, realizou-se a Conferência de Potsdan, com a participação de Stálin, Churchill e Trumam, novo presidente dos EUA, onde foram tomadas as principais decisões impostas à Alemanha, inclusive com a divisão de seu território em 4 zonas de ocupação a serem administradas pela URSS, EUA, Inglaterra e França, divisão essa que também foi realizada em relação à Berlim.