quinta-feira, 24 de março de 2011

Revolução Francesa (Resumo)

Prezado aluno, a versão para impressão está no final desta página. Basta clicar no link.

INTRODUÇÃO.

A Idade Contemporânea começa com a Revolução Francesa, a partir de 1789, e se estende até os dias de hoje. Esta revolução representa a derrubada do poder absoluto dos reis, o Absolutismo, e a tomada do poder político pelos burgueses.
Os ideais da burguesia vitoriosa se consolidam no século XIX, nas chamadas Revoluções Liberais, e se espelharam pelo mundo. Na América, sua influência inspira a independência das colônias de Espanha e Portugal. A revolução na França em 1789 foi um processo complexo repleto de reviravoltas, mas ao final a burguesia conseguiu decapitar o absolutismo, tomou o poder e expandiu os ideais revolucionários pelo mundo, incluindo o Brasil até então colônia de Portugal. A título de exemplo encontra-se a repercussão dos ideais libertários de "francezia" na Sedição dos Alfaiates em 1798 na cidade de Salvador - Bahia, divulgados através dos "papéis sediciosos" colocados em locais públicos da cidade cuja transcrição de um trecho desdes papéis continha a seguinte frase: "Todos serão iguais, não haverá diferença; só haverá liberdade, igualdade e fraternidade". Não por acaso igualdade, liberdade e fraternidade formam o lema da Revolução Francesa 
Considerada um dos marcos da História o evento revolucionário francês é um divisor de águas na linha do tempo histórico dada a sua importância, pois modificou radicalmente a base do poder político e social na França. Sob o lema "Liberdade, Igualdade e Fraternidade", cuja fundamentação ideológica era Iluminista, a burguesia junta-se ao povo e pega em armas contra a nobreza pondo fim aos privilégios de nobres e do clero, liquidando as instituições feudais do Antigo Regime.



Esta imagem é a representação da Liberdade conduzindo o povo à luta contra a opressão do regime absolutista. 
















De súditos a cidadãos.

"Avante, filhos da pátria. O dia da glória chegou. O estandarte ensanguentado da tirania contra nós se levanta. Ouvis nos campos rugirem esses ferozes soldados? Vem eles até nós, degolar nossos filhos, nossas mulheres. Às armas cidadãos. Formai vossos batalhões. Marchemos, marchemos! Nossa terra do sangue impuro se saciará". Este trecho da Marselhesa, canção revolucionária que depois se tornaria o hino nacional da França, nos dá uma pista da motivação que a maioria da população sentia para por fim ao regime absolutista de Luís XVI.
CLIQUE PARA OUVIR A MARSELHESA - HINO DA FRANÇA

No final do século XVIII a sociedade francesa esta dividida politicamente em três ordens: O Primeiro Estado composto pelo Clero. O Segundo Estado era da Nobreza, os mais privilegiados, sustentados pelos impostos pagos pelo Terceiro Estado que, correspondia a mais de 95 % da população composto de burgueses, camponeses e trabalhadores urbanos.

O Cenário na França - Antecedentes da Revolução.
Nesta época a França atravessava graves dificuldades econômicas que repercutiam mais perversamente sobre o Terceiro Estado da sociedade. A Guerra dos Sete Anos vencida pela Inglaterra, trouxe consequencias devastadoras para as finanças da França. Além do elevado endividamento externo, o país sofria com as péssimas safras agrícolas e setor industrial abalado pela eficiente concorrência dos produtos ingleses. Em suma, o cenário de fome na zona rural, prejuízos no comércio e falta de trabalho nas cidades compunham o drama no antes todo poderoso Império de Carlos Magno. Como solução para enfrentar a crise os ministros de Luis XVI adotaram uma receita clássica: cobrar mais impostos. Mas não era só isso, inovaram e ousaram ao incluir no rateio os nobres e clero, até então isentos de tributos. Esta solução desagradou as classes dominantes que pressionaram o rei para abortar a proposta dos ministros, e a situação política ficou repleta de tensão.
Indeciso Luis XVI foi aconselhado a convocar a Assembléia Nacional Constituinte ou Estados Gerias. Este modelo de conselho de estado era representado pelos 3 estados que compunham a sociedade e cada um tinha direito a um voto, obvio que se dependesse desta decisão o jogo já estava perdido para o terceiro estado, pois o placar seria 2 a 1 para nobres e clero que estavam combinados para a votação. Foi então que cansado de não ter voz o terceiro estado revolta-se e se autoproclamou como Assembléia Nacional Constituinte elaborando uma nova Constituição para a França. Atendendo ao chamado o povo envolve-se no coro dos protestos, haviam um clima de motim no ar pelas ruas de Paris, as pessoas corriam em busca de comida e armas, em 14 de julho invadem um símbolo do poder do Absolutismo, a prisão política da Bastilha. Entre os vários processos democráticos que tiveram início com a Revolução Francesa destaca-se a luta das mulheres por sua participação no espaço público, da qual a Marcha de Versalhes é um Emblema. Atualmente o local onde ficava a Bastilha, totalmente demolida em 1789, é ocupado por uma praça de mesmo nome e Palácio de Versalhes, onde ficava a corte frencesa, tornou-se um museu.
Portanto a partir deste momento a permanência da realeza tornou-se insustentável, nobres começam a abandonar o país e os revolucionários expandem o movimento para o interior invadindo as propriedades da nobreza. Neste mesmo ano foi elaborada a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, estabelecendo a igualdade de todos perante a lei e estipulando liberdade individual ao cidadão. Segundo o historiador francês George Lefebvre a Declaração representou o atestado de óbito do Absolutismo e por romprer os pricípios feudais é considerado um dos fundamentos do Estado contemporâneo. Na maioria das constituições modernas estes fundamentos estão presentes. Clique no link abaixo para acessar os artigos da Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão admitida na convenção de 1793:
DECLARAÇÃO DOS DIREITOS DO HOMEM E DO CIDADÃO


A Queda da Bastilha, destruida pelos revolucionários em 1789, em verdade foi a representação simbólica da eliminação de um  monumento de opressão do Regime Absolutista.

Curiosidade: A vestimenta identificava a classe social das pessoas na França. Os Sans-culottes eram assim chamados, aqueles que não vestiam o "culotte" um tipo de calça justa que modelava as nádegas, uma indumentária típica da nobreza. Os populares vestiam calças largas daí a expressão sem calça ou sem bunda, ou seja sans-culottes.

Curiosidade II: Quando for a Paris não fique desapontado quando chegar a praça da Bastilha e não encontrar a odiada prisão de mesmo nome. A Bastilha foi destruída, não sobrou pedra sobre pedra, mas aproveite a oportunidade para assistir um espetáculo no Opéra Bastille. Vale conferir!







A ASSEMBLÉIA

Passados os primeiros atos da revolução o período conhecido como Assembléia Nacional constitui-se na formatação do novo modelo do poder político. Eleita através do voto censitário (voto condicionado a faixa de renda) a maioria de seus representantes pertenciam a elite burguesa. Os deputados estavam divididos em 3 grupos : Girondinos (representantes da alta burguesia) sentavam-se a direita do plenário, eram conservadores e combatiam o crescimento dos "sans-culottes"  (literalmente "os" sem bunda - ou seja, o povo). Os Jacobinos representantes da média e baixa burguesia sentavam-se a esquerda, eram apoiados pelas camadas populares e intencionavam aumentar a participação do povo no governo. No centro localizavam-se o maior grupo, conhecido como Grupo do Pântano que ora estava com os girondinos ora apoiava os jacobinos. Ao final dos trabalhos foi redigida a Constituição que manteve a monarquia, mas instituía a divisão do poder em 3 partes: Executivo, Legislativo e Judiciário. Os bens da Igreja foram confiscados e declarava a igualdade de direitos civis.
Contudo, preocupados com o efeito dominó que os acontecimentos da Revolução na França poderiam causar a suas monarquias, os países vizinhos adotaram uma posição ofensiva a fim de combater os ventos da mudança vindos da França. Apoiados pelos nobres franceses refugiados e pelo próprio rei Luis XVI que sonhava em voltar ao poder, Áustria e Prússia invadem a França. Liderados por Robespierre, Marat e Danton, jacobinos e sans-culottes organizam o exército, venceram os invasores estrangeiros e assumem o poder. Formaram as guardas nacionais e iniciam o período mais radical da revolução - A Convenção.


A CONVENÇÃO.
Pressionados pela massa de popular os deputados formam uma nova Assembléia, desta vez eleita por voto universal com objetivo de elaborar uma nova Constituição. Este período denominado de Convenção correspondeu a tomada do poder pelos jacobinos que proclamaram a República e decapitaram o rei Luís XVI capturado durante a invasão pela Áustria, além de vários representantes da nobreza. Iniciava-se o Período do Terror, que durou alguns meses e sob o comando de Robespierre milhares de pessoas foram condenadas à guilhotina pelo Tribunal Revolucionário, instituído para prender e julgar traidores. As cabeças "rolaram" e Robespierre perdeu o controle, talvez a sanidade, quando mandou executar seus antigos companheiros de revolução, incluindo Danton. O governo jacobino foi popular, pois conseguiu estabilizar os preços, mas as perseguições levaram à perda de apoio do povo e a liderança de Robespierre ficou desgatada. Os representantes da Convenção se revoltaram contra Robespierre que acabou preso e executado. Desta maneira chegava ao fim o governo jacobino. Girondinos e o grupo do pântano em aliança restauraram o poder nas mãos da alta burguesia.


A guilhotina foi o instrumento utilizado pelo governo dos Jacobinos para aterrorizar o "inimigos" da revolução. Milhares de pessoas foram decapitadas durante o período conhecido como Terror. Devido a invasão da França pela Aústria e Prússia, os jacobinos, liderados por Robespierre, acusavam os nobres de conspirarem contra a revolução e portanto justificava a degola de "nobres cabeças". Contudo perdeu-se o controle da situação e a decapitação em massa atingiu também os representantes populares que haviam pegado em armas para lutar contra o Absolutismo.    

Curiosidade: O inventor da máquina de execução da revolução foi o médico Joseph-Inace Guillotin ou o Dr. Guilhotina que acabou emprestando seu nome ao invento. Em princípio foi projetada para outra finalidade, mas os jacobinos utilizaram-na para cortar cabeças. Saiba mais como a guilhotina tornou-se símbolo da crueldade da revolução clicando no link: História da Guilhotina 








O DIRETÓRIO.
O governo do Diretório consolidou as aspirações da burguesia e seus líderes resolvem redigir outra Constituição. O período foi marcado por ameaças de invasão externa e amedrontada em perder privilégios a alta burguesia entregou o poder a um jovem general muito popular por suas conquistas militares, seu nome, Napoleão Bonaparte. Alçado ao poder pelo golpe de Estado em 1799, denominado de 18 Brumário, Napoleão instala um novo modelo de governo - O Consulado. Neste sistema, a França era governada por 3 cônsules, dos quais Napoleão era o mais influente. Em 1804, realiza sua auto coroação como imperador. Mantém a expansão territorial através de guerras e consegue aumentar significativamente os domínios territoriais da França. Neste particular a expansão napoleônica vai propiciar um evento que terá repercussões para o Brasil. Trata-se da vinda da família real portuguesa em 1808, que zarpa para o Brasil fugida das tropas de Napoleão. Uma sugestão de leitura interessante para saber como "uma rainha louca, um príncipe medroso e uma corte corrupta" enganaram um dos maiores estrategistas militares da época e mudaram a História de Portugal e do Brasil é o livro de Laurentino Gomes - "1808".
O Código Civil implantando por Napoleão foi um dos seus legados no campo do Direito, influenciou a legislação da maioria dos países europeus que adotaram os princípios jurídicos contidos neste código.
Napoleão empreenderá uma campanha militar expansionista francesa que extrapolará o Continente europeu e durante o período que esteve no poder modificará expressivamente o mapra geopolítico da Europa. 
Evidente que as guerras promovidas por Napoleão lhe trouxeram muitos inimigos, que estavam permanentemente na espreita a qualquer deslize para atacá-lo. Esta oportunidade surgiu ao cometer um erro tático contra os russos, ou melhor, contra o inverno russo, fato que apressou o fim da era napoleônica. Em 1815 as tropas francesas debilitadas pelo fracasso na campanha na Rússia foram derrotadas por uma coalizão das potencias européias, resultando na prisão de Napoleão. Pouco depois tenta retornar o poder, mas novamente é derrotado e acaba exilado na Ilha de Santa Helena local onde faleceu.


Napoleão Bonaparte representou a consolidação da Revolução Franesa no modelo de regime voltado para os interesses da burguesia.










O CONGRESSO DE VIENA.
Reunidos para reorganizar o mapa da Europa profundamente afetado pelas conquistas napoleônicas os principais líderes da Europa promovem um acordo para devolver o poder político à nobreza, mas não por muito tempo. A partir de 1830 um movimento denominado Revoluções Liberais iniciados na França vão sacudir toda Europa e o modelo de Estado burguês concretizado por Napoleão volta a baila, comprovando que as mudanças trazidas pela Revolução Francesa vinham para ficar.


O Congresso de Viena reunido para remodelar o mapa geopolítico da Europa bastante modificado pelas conquistas napoleônicas











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terça-feira, 22 de março de 2011

Exercícos de Fixação Independência dos EUA

Exercícios de fixação (respostas no final da página)

1. Sobre a Independência dos Estados Unidos da América afirma-se que :
I - A origem do movimento da independência deve ser encontrada no desenvolvimento uniforme das 13 Colônias Inglesas.
II- Os colonos sentiram-se muito prejudicados pela proibição da coroa inglesa ao comércio triangular, praticado pela colônia, fato que gerou sérios atritos com a metrópole.
III- O Segundo Congresso de Filadélfia decretou a separação da Inglaterra em 4/7/1776, através da Declaração de Independência redigida por Thomas Jefferson.
IV- A política de conciliação adotada pela Inglaterra retardou o processo de independência da Treze Colônias Inglesas.
V- A França e a Espanha apoiaram a Inglaterra durante a Guerra de Independência.

Assinale a alternativa correta:
a) Estão corretas a opções I, II e III.
b) Estão corretas a opções II e III.
c) Apenas a opção II.
d) Estão corretas as opções III, IV e V.

2. (CESGRANRIO) A França e Espanha entraram na guerra de independência do lado dos colonos e contra a Inglaterra. O  verdadeiro objetivo do apoio francês e espanhol era:
a) eliminar o contrabando inglês na Colônia do Sacramento;
b) recuperar algumas colônias que lhes haviam sido tomadas pelos ingleses em guerras anteriores;
c) punir a Inglaterra pela ajuda prestada à Holanda na guerra das Províncias Unidas contra a Espanha;
d) ajudar os colonos norte-americanos em sua Guerra de Independência;
e) minar as posições do comércio inglês no continente americano.


3. Leis inglesas provocaram divergências entre colonos americanos e a Coroa Inglesa, resultando no pocesso de luta pela independência. Entre os objetivos dessas leis, devem ser destacados os seguintes:


a) Aumentar a receita real abalada pelos custos da Guerra dos Sete Anos, impedir o comércio intercolonial conhecido como comércio triangular e promover a recuperação econômica.
b) Aumentar o consumo de chá e açúcar nas colônias, obrigar ao uso de selos na correspondência e aumentar as exportações das colônias.
c) Abolir a escravidão nas colônias, separar juridicamente as treze Colônias e ajudar a Pensilvânia a anexar terras no Oeste.
d) Recuperar a Companhia das Índias Ocidentais, abrir o porto de Boston às nações amigas e aumentar as importações das colônias.
e) Pagar indenizações à França, devido à derrota inglesa na Guerra dos Sete Anos, revogar os Atos Townshend e favorecer os produtores locais de açúcar.


4. Quando da discussão, no Parlamento Inglês, das Leis do Açúcar e do Selo (1784 - 1765), os colonos ingleses da América recusaram-se a aceitar as medidas impostas, baseando-se:


a) no fato de não estarem representados na assembléia que votou as taxas para cobrir os custos da Guerra dos Sete Anos;
b) no princípio da isenção de taxas concedido pela Coroa aos colonos;
c) no direito inalienável dos súditos ingleses de recusar a obediência a leis injustas;
d) nos direitos naturais do cidadão à vida, à propriedade e à busca da felicidade;
e) nos prejuízos financeiros advindos do bloqueio aos produtos das Antilhas.

5- Em geral a base de um processo revolucionário encontra-se na sua argumentação ideológica. No caso da Independência dos EUA, assim como na Revolução Francesa e no processo de independência da América Latina a base ideológica destes movimentos históricos foi:

a) O Humanismo em virtude de seu caráter social colocando o homem como o centro do universo.
b) O Racionalismo justificando a "razão" como a única maneira de conseguirmos a igualdade.
c) O Iluminismo por valorizar idéias como o conceito de que o poder vem do povo e o direito a igualdade. 
d) O Pacto colonial que pregava o futuro da colônia estava atrelado ao sucesso da metrópole.


6 -A independência das 13 colônias inglesas da América do Norte - a Revolução Americana - resultou:
I - do desdobramento natural da relativa autonomia econômica e política dessas colônias de povoamento;
II - da reação dos colonos às medidas legais tanto fiscais e quanto administrativas tomadas pela Inglaterra após a Guerra dos Sete Anos;
III - dos prejuízos causados aos colonos pela política liberal inglesa, que aboliu o "pacto colonial"; IV - da manutenção e intensificação das práticas mercantilistas inglesa que se opunham ao "comércio triangular" realizado pela burguesia colonial.

Assinale a opção correta: 
a) estão corretas apenas I e II
b) estão corretas apenas I e III
c) estão corretas apenas II e IV
d) estão corretas apenas I, II e III
e) estão corretas apenas I, II e IV


-Questão aberta.
 "O sangue dos que foram chacinados, a voz lamentosa da Natureza gritam: 'é hora de separarmos!' Mesmo a distância que Deus colocou entre a Inglaterra e a América é uma prova forte e natural de que a autoridade de uma sobre a outra não era a vontade dos Céus (...) UM GOVERNO NOSSO É UM DIREITO NOSSO (...) Portanto, o que queremos? Por que hesitamos? Da parte da Inglaterra não esperamos nada, a não ser a ruína (...) Nada pode resolver nossa situação tão rapidamente quanto uma declaração de independência, aberta e feita com determinação."

(Thomas PAINE, Bom Senso, panfleto de 10 de janeiro de 1776, citado por Leo HUBERMAN, História da Riqueza dos Estados Unidos, Brasiliense, São Paulo, 1983)


O documento anterior expressa algumas das idéias que, pouco mais tarde, estariam contidas na Declaração de Independência das Treze Colônias da América do Norte.


a) Apresente dois fatores que tenham contribuído para a independência das Treze Colônias.


b) Relacione a frase "Um governo nosso é um direito nosso" com as idéias que fundamentaram o processo de independência das Treze Colônias.


Respostas; 1- b, 2-b, 3-a, 4-a, 5-c, 6-e 

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

INDEPENDÊNCIA DOS ESTADOS UNIDOS. (Resumão)

INTRODUÇÃO
Influenciados pelos ideais do Iluminismo, as colônias inglesas na América do Norte tornam-se independentes, fato que deu origem a primeira nação livre no continente americano do domínio colonial.
A independência dos EUA foi um processo que iniciou em 1776,  ano no qual as Treze Colônias elaboraram a declaração de separação da Inglaterra e deu início a guerra de independência que estendeu-se até o ano de 1783, quando os ingleses derrotados, reconheceram a soberania de sua ex-colônia.  A originalidade deste acontecimento está no pioneirismo dos Estados Unidos em tornar-se o primeiro país independente da América à adotar uma forma de governo republicano, portanto demonstrando na prática a aplicação dos ideais iluministas. Estes ventos da liberdade atravessaram o Oceano Atlântico e provocarão um furacão revolucionário que varrerá a Europa produzindo modificações profundas na História Ocidental.  


ORIGENS
A Guerra dos 7 anos vencida pela Inglaterra contra a França, trouxe um enorme desgaste político e principalmente econômico à monarquia inglesa. A fim de contornar os prejuízos, a solução adotada foi intensificar a exploração das 13 colônias da América do Norte através da cobrança de impostos. Inicialmente com a Lei do Açúcar que afetava a produção de Run e consequentemente trazia prejuízos ao rentável comércio triangular efetuado pela burguesia colonial  ou seja os colonos destilavam o melaço em bebida alcoólica (Run) que servia de moeda de troca na compra de escravos na África; esses por sua vez, eram vendidos no Caribe e nas colônias do Sul. A Lei do Selo e a Lei do Chá foram outras imposições inglesas que trouxeram descontentamento aos colonos. A Revolta do Chá provocou uma onda de protestos que resultou na depredação de mercadorias inglesas no porto de Boston. Em represália o governo inglês interditou o porto e exigiu o pagamento de pesadas indenizações pelos colonos. As Treze Colônias reagiram redigindo a "Declaração de Direitos - documento que exigia a igualdade entre colonizados e colonos - e impôs boicote comercial à metrópole.


DECLARAÇÃO E A GUERRA DE INDEPENDÊNCIA.
A liberdade no Novo Mundo foi concretizada a partir da Declaração de Independência, redigida por Thomas Jefferson em 4 de Julho de 1776, proclamando a liberdade do país. Inspirada nos ideais do Iluminismo, defendia a liberdade individual e o respeito aos direitos fundamentais do ser humano.
Evidentemente a tensão aumentou e evoluiu para uma guerra. Liderados por George Washington, até então um fazendeiro, e apoiados por França e Espanha, os rebeldes derrotam o exército inglês em 1781. Dois anos depois a monarquia inglesa reconhece a independência dos EUA.

Imagem retratando George Washington atravessando o Rio Delaware, representa o simbolismo da determinação dos colonos na guerra de independência. 









DE COLÔNIA À NAÇÃO.
A Constituição dos EUA foi promulgada em 1787, equilibrando a tendência republicana - que pregava um poder central forte - com a federalista - defensora da autonomia política dos estados. Foi adotado como forma de governo a República federativa presidencialista , com separação dos poderes em Executivo, Legislativo e Judiciário e escolhendo seus representantes através do voto popular. O modelo de constituição dos EUA serviu de base para outras nações elaborarem as suas respectivas Cartas Magnas. O primeiro presidente dos EUA foi George Washington, homenageado na nota de um dólar e emprestando seu nome à capital do país.
O processo de indepedência dos EUA colaborou para o fim o Antigo Regime europeu, pois serviu de estímulo a outros  movimentos de independência nas demais colônias da América (inclusive o Brasil) e também contribuí para a deflagação da Revolução Francesa em 1789, marco histórico que determinou o fim da Idade Moderna.


NO BRASIL 
O descontentamento com o Antigo Regime (Regime Colonial) era um fato, diversos movimentos coloniais já delineavam o processo de separação. Contudo alguns historiadores apontam o movimento de carater nativista que mais se aproximou do exemplo do EUA foi a Inconfidência Mineira em 1789. Influenciados pela façanha das colônias da América do Norte um grupo de inconfidentes tentou realizar um movimento semelhante que acabou fracassando.


























                                                                                             A Declaração de Independência dos EUA.


sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Exercícios de Fixação Revolução Industrial

1. A Revolução Industrial transformou profundamente a ordem econômica mundial. Suas origens estão na Inglaterra. Sobre  a Revolução Industrial é correto afirmar?

I - Foi uma necessidade da burguesia que para implantar a industrialização acabou com o poder político absoluto da monarquia.
II - A máquina à vapor e o tear hidraúlico foram importantes fatores técnicos que substituiram a força física pela força mecânica colaborando para o aumento da produção e diminuição de custos com mão de obra.
III - Triunfo da ideologia neoliberal;
IV- Fortalecimento do sistema familiar de produção;
V- Fim da hegemonia marítima.
Após analisar as afirmativas acima marque a opção correta:
a) Apenas a alternativa I está correta.
b) As alternativas I e II estão corretas.
c) As alternativas II, III, IV e V estão corretas.
d) As alternativas Iv e V estão corretas.

2. O pioneirismo inglês na Revolução Industrial foi possível devido a uma série de fatores, entre os quais podemos afirmar como corretos:


I- Devido a extinção do tráfico de escravos negros que propriciou a implantação do trabalho assalariado.
II - Após a assinatura do Tratado de Methuen com Portugal que abriu os portos aos navios ingleses.
III - Acúmulo de capital obtido pela exploração das colônias inglesas, principalmente na América do Norte.
IV- Mão de obra disponível para trabalhar nas fábricas e importantes jazidas minerais de carvão.
V- A ocupação do poder político pela burguesia evidenciando a supremacia do Estado liberal burguês.
Após analisar as afirmativas acima marque a opção correta:

a) Apenas a alternativa IV está correta.
b) As alternativas I e II estão corretas.
c) As alternativas III, IV e V estão corretas.
d) As alternativas I e V estão corretas.

3. (PUCCAMP) "O produto da atividade humana é separado de seu produtor e apropriado por uma
minoria: a substância humana é absorvida pelas coisas produzidas, em lugar de pertencer ao homem."
A partir do texto, pode-se afirmar que a Revolução Industrial:
a) evidenciou o modelo de exploração do capitalista que obtinha lucro e pouco repassava para a sociedade;
b) tornou a manufatura uma alternativa para o artesanato;
c) introduziu métodos manuais de trabalho na produção;
d) tornou o homem mais importante que a máquina;
e) valorizou o trabalhador autônomo que representava a essência da política liberal burguesa.

4. A Revolução Industrial foi possível por uma série de fatores. Em relação a grande quantidade de mão de obra disponível para trabalhar nas fábricas podemos afirmar que está relacionada:

a) ao processo de extinção dos campos abertos provocando o cercamento da terra e criando o êxodo rural;
b) a substituição dos grandes domínios rurais pelos pequenos produtores, cuja rentabilidade era maior;
c) uma maior concentração de mão-de-obra agrícola, ao deter a migração para as cidades;
d) foi um fenômeno exclusivo da Inglaterra, não aparecendo em nenhum outro país;
e) em virtude da estagnação do mercado consumidor .

5. As idéias de Adam Smith e David Ricardo foram de importante fundamentação para a Revolução Industrial. As teorias destes dois pensadores estão relacionadas respectivamente a:
a) população e salário;
b) salário e lucro;
c) população e protecionismo;
d) protecionismo e salário;
e) livre concorrencia e  salário.


Respostas: 1-b, 2-c, 3-a, 4-a,5-e

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

A REVOLUÇÃO INDUSTRIAL - A ERA DAS REVOLUÇÕES - RESUMO

Manifestante pinta a cara e protesta contra o governo. A tempestade de manifestações populares varre a região.














Introdução. 
Reflita um pouco!!
Atualmente assistimos uma onda de revoltas populares no Mundo Islâmico.
Dois paises, a Tunísia e o Egito, ambos localizados no norte da África e de população predominantemente muçulmana, foram palco de manifestações populares que provocaram mudanças no poder político. Diante da pressão  popular sobre aos ditadores que estavam no poder a várias décadas não restou outra opção senão renunciar. Alguns especialistas já admitem o "efeito dominó" em andamento na região, mas quais são os ingredientes que "fritaram" o poder de duas tradicionais lideranças políticas?
Entre os indicadores da convulsão que se alastra pelo Mundo Islâmico podemos apontar fatores como altos índices de desemprego, governos repressores sem representatividade social e uma população jovem de  nível universitário, com acesso a internet, sem perspectivas e insatisfeitos com a dura realidade que são obrigados a viver. Segundo o especialista em política internacional, Reginaldo Nasser, a participação da juventude deve-se a "uma nova geração de jovens que, embora tenha formação intelectual, não encontra oportunidades no mercado de trabalho. Como resultado, ela se organiza usando a internet, as redes sociais, etc.". 
Nestas condições está pronta a receita para a disseminação da tempestade de protestos populares que provocam um clima de temor nos demais países da região que possuem condições parecidas com as do Egito e Tunísia, a ponto dos governantes da Arábia Saudita, Irã, Jordânia, Líbia, Bahrein, Argélia e Iêmen comandados por ditaduras há décadas tomarem medidas preventivas para enfrentar a crise, colocando as forças de repressão em estado de alerta a fim de que seus países não serem "contaminados" pela onda de protestos e tornarem-se a bola da vez, contudo parece inevitável a continuação de manifestações contra os governos no poder. Ainda é cedo para afirmar, mas podemos estar presenciando uma versão da Era das Revoluções no mundo islâmico.
Ao que parece a "primavera árabe" está expandindo horizonte. Recebi informações de que em Angola está germinando uma manifestação contra o governo de José Eduardo dos Santos, no poder a 32 anos, leia na íntegra o manifesto: A NOVA REVOLUÇÃO EM ANGOLA
A introdução acima é um aperitivo para iniciarmos o assunto propriamente dito: As revoluções na Idade Moderna. Estes eventos com variadas matizes sejam de predominância econômica, social ou política influenciaram profundamente a História. Para começo de conversa vamos entender o conceito de Revolução.    




Afinal o que é uma Revolução?
De maneira simplista podemos defini-la de duas formas.
O significado do termo Revolução (do latim revolutio, "uma volta") é uma transformação radical que têm lugar num período relativamente curto de tempo.
No conceito da História acrescenta-se ao significado de Revolução os fatos históricos com quebras ou rupturas radicias seja no campo social, no poder ou nas estruturas organizacionais. Quando se muda a base, a estrutura que esta acima sofre as consequências do desdobramento das ações ou pensamentos oriundos da mudança ocorridas na base.
 
Convulsões e Revoluções sempre fizeram parte do processo civilizatório da humanidade, alguns episódios podem ser classificados pelo tamanho de sua repercussão na História. Eventos denominados de marcas ou divisores de águas. Entre estes momentos estão os ocorridos no século XVIII, em virtude dos quais o historiador Eric Hobsbawm, denominou este período de a Era das Revoluções.
Comumente as pessoas acham que cidadania significa ter o direito de exercer o voto na época das eleições. Entretanto, o conceito de cidadania não se restringe a somente a isso. É algo mais amplo. Os direitos do cidadão não surgem ao acaso, estes são resultado das lutas de indivíduos que desejavam um mundo mais justo, sem opressão e com maiores oportunidades aos despossuídos de privilégios. Alguns direitos que hoje desfrutamos foram e continuam sendo objeto de disputas de interesses entre governo, forças políticas, classes sociais dominantes e movimentos populares. Atualmente o direito das pessoas professarem livremente seus ideais tornou-se possível em virtude da luta e até da morte de muitos no passado que não se intimidaram diante das injustiças, elevaram o tom da voz por igualdade e sonharam por um tempo em que todos seremos iguais.    


A Revolução Industrial. (Resumo)
Os recursos tecnológicos hoje disponíveis nos computadores, telefones celulares, Ifones, etc., são resultados de milhares de anos de experimentos da inventividade humana.  Desde a invenção das primitivas ferramentas da Era Neolítica ao fantástico advento da tecnologia de transmissão sem fio (wi-fi) a humanidade vem acumulando conhecimentos e a medida que o tempo passa tornam-se cada vez mais complexos e sofisticados. Contudo há períodos na História em que estes conhecimentos aceleram o ritmo com mudanças rápidas e abrangentes em diversas áreas da atividade humana. Um destes períodos iniciou-se na Inglaterra, por volta de 1750 e recebeu a denominação de Revolução Industrial.
Qual a importância em compreendermos a Revolução Industrial?
Se pretendemos entender os mecanismos de funcionamento do sistema capitalista na atualidade é fundamental que conheçamos o advento da Revolução Industrial. Principalmente no aspecto relacionado às relações de trabalho. 
Para começo de conversa a Revolução Industrial ocorreu por uma necessidade da burguesia. Através de dois lançes: a Revolução Puritana e a Revolução Gloriosa a burguesia inglesa deu o golpe final do poder absoluto do rei e apropriou-se do poder político. Aliado a isto está o surgimento de inventos como a bomba e tear hidráulico, o trem e o barco a vapor que contribuíram  para uma importante transformação: a substituição da força física (manufatura) pela força mecânica (máquina) ou seja o trabalho da manufatura passar a ser realizado nas fábricas.

O Barco e  locomotiva a vapor além do tear automático foram as invenções importantes durante a Rev. Industrial.
Inglaterra o berço da Revolução Industrial. Quais condições ajudaram-na a ser a pioneira?
- Acúmulo de capitais (conseguido através da exploração das colônias, principalmente na América do Norte)
- Mão de obra disponível (falta de terra na zona rural em virtude dos cercamentos obrigou os camponeses a migrar para as cidades e se tornarem força de trabalho nas fábricas) .
- Estado liberal burguês (a burguesia ocupava o poder político)
-Jazidas de Carvão (principal combustível que movia as máquinas de produção nas fábricas).

A Revolução Industrial pode ser dividida em 2 fases:
1ª - Limitada à Inglaterra -Desenvolvimento nos setores têxtil, siderúrgico e agrícola.
2ª - Expansão do processo industrialista à paises como a Alemanha, França, EUA, Japão. De características monopolista, imperialista e desenvolvimento do neocolonialismo.
Isto posto, a Revolução Industrial gera transformações econômicas, políticas, sociais e culturais: 
-Consolidação do Capitalismo.
-Afirmação do Liberalismo.
-Urbanização.
-Questão social e novas idéias.

Sobre a questão social e o surgimento de novas idéias é importante ressaltar que os desdobramentos sociais ocorreram a partir do rearranjo de classes sociais no capitalismo moderno ou seja o surgimento de duas novas classes com interesses opostos: a burguesia industrial e a classe trabalhadora (proletariado). Contra o modelo de exploração da força de trabalho pelo capitalista (burguesia industrial) as doutrinas socialistas passam a denunciar as condições de trabalho aviltantes dos que produzem a riqueza, no caso os trabalhadores, mas não compartilham desta. Assim está lançada a pedra fundamental do Socialismo.

Duas classes sociais em conflito. Burguesia x Trabalhador

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Questões do ENEM

Vamos testar os conhecimentos em relação a História Geral, posteriormente enviarei as questões sobre História do Brasil! As avaliações do Enem serão em 06 e 07 de Novembro, portanto aproveitemos esta semana para aprimorar  nossos conhecimentos.
Boa sorte!!

1- O Período Clássico da civilização grega corresponde ao sec. V a.C., quando Atenas alcançou seu apogeu. Essa fase de esplendor da Grécia antiga pode ser delimitada, respectivamente:
a) pela chegada dos dórios ao território grego e pela primeira diáspora grega;
b) pela formação das primeiras cidades-Estado e pela segunda Diáspora Grega;
c) pelas Guerras Médicas e pelo início da Guerra do Peloponeso;
d) pela Época de Péricles e pela conquista da Grécia por Felipe da Macedônia;
e) pela formação da Liga de Delos e pela morte de Alexandre Magno.

2- Na antiguidade, os romanos estenderam seus domínios por grande parte do mundo conhecido da época, desde a península Ibérica até a Mesopotâmia. Vários fatores contribuíram para dar solidez a esse vasto império. Um fator decisivo foi:
a) o duro tratamento imposto pelos romanos aos povos conquistados, visando submetê-los pelo terror;
b) a romanização dos povos conquistados, ou seja, concedia-lhes cidadania romana;
c) o respeito aos costumes dos povos conquistados, dando origem a um império multicultural;
d) a ação unificadora do Direito Romano, que equiparava os estrangeiros aos cidadãos romanos;
e) a facilidade com que os patrícios absorveram elementos provenientes de outras camadas sociais.

3- A Igreja teve grande influência no sistema feudal que caracterizou a Europa Ocidental durante a maior parte da Idade Média. Coube a essa instituição proporcionar o ordenamento ideológico e social do feudalismo, interferindo até mesmo em assuntos políticos. Assinale a alternativa que retrata a influência política da Igreja no período citado.
a) A supremacia do poder temporal sobre o espiritual, visando a colocar a Igreja sob a proteção do Estado.
b) A criação de ordens religiosas militares, que destinadas a defender a autoridade dos reis.
c) A abertura das bibliotecas monásticas ao público leigo, para difundir o conhecimento da doutrina católica.
d) A criação de ordens mendicantes, cujo exemplo de pobreza acabaria influenciando a alta hierarquia eclesiástica.
e) A imposição da "Trégua de Deus" e da "Paz de Deus", que visavam reduzir a violência dos conflitos da época.

4- Assinale a alternativa que contém nomes de personalidades ligadas somente  ao Renascimento.
a) Erasmo, Thomas Morus e Montesquieu.
b) Maquiavel, Hobbes e Da Vinci.
c) Miguelangelo, Dante e Newton.
d) Tomás de Aquino, Gil Vicente e Shakespeare.
e) Camões, Rafael e Cervantes.

5- A Reforma Protestante foi um importante acontecimento do início da Idade Moderna, com reflexos amplos da vida européia. Uma implicação econômica relevante produzida pela Reforma foi:
a) o esforço de adequar a doutrina cristã ao capitalismo nascente encontrando justificativas para certas práticas inerentes a este sistema;
b) a condenação à usura, cuja prática provocava entraves ao desenvolvimento do capitalismo, devido aos altos juros cobrados pelos prestamistas;
c) a tentativa de restabelecer certos valores ligados ao cristianismo primitivo, destacando-se a renúncia aos bens materiais;
d) a ênfase dada à acumulação de riquezas, independentemente dos métodos empregados em sua aquisição;
e) a retomada do antigo conceito bíblico de que o trabalho era um castigo divino, não devendo, portanto ser entendido como gerador de riqueza.

6- Jean-Jacques Rousseau foi um destacado filósofo iluminista, cujas idéias sobre certos aspectos, conflitavam com as dos demais pensadores de seu tempo. Assinale a alternativa que apresenta uma dessas discordâncias.
a) No plano social, Rousseau defendia os privilégios da aristocracia, enquanto os demais pensadores propunham igualdade dos cidadãos perante a lei.
b) No plano religioso, Rousseau defendia o ateísmo, enquanto os demais pensadores propunham uma religião baseada ao culto à natureza.
c) No plano cultural, Rousseau defendia a limitação do ensino às classes aristocráticas, enquanto os demais pensadores propunham a democratização da educação.
d) No plano político, Rousseau defendia o predomínio da vontade geral, enquanto os demais pensadores eram partidários do governo de uma minoria esclarecida.
e) No plano filosófico, Rousseau defendia o predomínio da fé sobre a razão, enquanto os demais pensadores propunham o inverso.

7- Por volta de 1760, a Inglaterra era o país europeu que reunia as condições mais favoráveis para iniciar a Revolução Industrial. Além dos fatores técnicos (utilização da máquina a vapor e desenvolvimento da metalurgia), o país contava com importantes fatores econômicos, sociais e políticos favoráveis a primazia da industrialização. Esclareça quais eram estes fatores.

8- Quando Lênin implantou a Nova Política Econômica (NEP), em 1921, declarou: "Companheiros nos equivocamos. Será preciso darmos um passo atrás para depois dar dois passos à frente".  Qual motivo levou Lênin a esta atitude?


9- Do ponto de vista ideológico, a época da Primeira Guerra Mundial presenciou o revigoramento de uma série de nacionalismos que serviram de embasamento para justificar as pretensões imperialistas. Os principais foram:


1- revanchismo 2- industrialização 3- comercialismo 4- pan-eslavismo 5- colonialismo

Escolha abaixo a alternativa correta:
a) 1 e 5                      b)2 e 4                    c)3 e 4                       d)1 e 4                            e)4 e 5


10- A abolição do princípio da propriedade privada, estatização dos meios de produção e a assinatura de um acordo de paz com a Alemanha, marcando a saída do país da guerra foram as principais medidas adotadas em qual país, por qual personalidade e em virtude de qual acontecimento?

a) Na Rússia por Stálin, em 1929, devido a implantação da NEP.
b) Na França por Clemanceau, em 1914 devido ao início da Primeira Guerra Mundial.
c) Na Rússia por Lenin, em 1917, devido a Revolução Bolchevique.
d) Nos E.U.A por Roosevelt , em 1929, em virtude da quebra da bolsa de Nova Yorque
e) Na Inglaterra, em 1917, por Winston Churchill em virtude da Revolução Russa.

11- Assinale a alternativa que não corresponde a uma característica dos regimes totalitários de direita (fascistas)?
a) Nacionalismo.
b) Militarismo.
c) Liberalismo.
d) Expansionismo.
e) Anticomunismo.

12-  O período entre as duas guerras mundiais (1919 a 1939) foi caracterizado por:
a) crise do capitalismo, do liberalismo e da democracia e polarização ideológica entre o fascismo e comunismo.
b) sucesso do capitalismo,do liberalismo e da democracia e coexistência fraterna entre o fascismo e o comunismo.
c) estagnação das economias socialista e capitalista e aliança entre os EUA e a União Soviética para deter o avanço fascista na Europa.
d) prosperidade das economias socialista e capitalista e aparecimento da Guerra Fria entre EUA e União Soviética.
e) coexistência pacífica entre os blocos capitalista e socialista e surgimento do capitalismo monopolista.


13- Segundo muitos historiadores a ascensão do nazismo deve-se em parte a política de apaziguamento adotada por Inglaterra e França que assistiam passivamente as peripecias de Hitler pelo continente europeu. A onda de agitações varriam o continente. Sabendo que muitos tinham  a perder com a agitação do barco e outros tinham a ganhar se agitassem ainda mais, ingleses e franceses não fizeram nada de prático para deter o avanço nazista. Qual das afirmações abaixo justifica a atitude de Inglaterra e França diante do crescimento do Nazismo?
a) A nazismo seria um importante anteparo para o avanço do socialismo, portanto justificava não impedir as ações de Hitler que de certa forma preservariam os interesses dos grandes grupos capitalistas em relação ao "perigo vermelho".
b) Ingleses e franceses tinham receio de descontentar Hitler e serem atacados pelo bem aparelhado exército nazista.
c) O nazismo fortalecido por seu programa nuclear deveria  intimidar a União Soviética a rever sua expansão territorial.
d) Evitar a todo custo o ataque dos soviéticos a Polônia, portanto valia a pena não intimdar com retaliações os nazistas.
e) Hitler secretamente efetuou um acordo de não agressão com a Inglaterra e França que lhe deu carta branca para impedir o avanço do comunismo na Europa.

14- (PF-2001) “O fim da Guerra Fria revolucionou a agenda do debate acerca das relações internacionais. No começo, ainda não se falava a respeito do império americano, mas, logo depois da euforia inicial — sintetizada pela idéia do “fim da História” —, estabeleceu-se uma polêmica com relação ao futuro do sistema político e econômico mundial, que percorreu toda a década de 90 do século passado.”  José Luís Fiori-60 lições dos 90 – uma década de neoliberalismo. Rio de Janeiro: Record, 2001, p. 118 (com adaptações).

A partir do texto acima, julgue os itens corretos abaixo, referentes ao cenário internacional contemporâneo.

1- A Guerra Fria a que se refere o autor corresponde ao sistema bipolar de poder mundial que, logo após a Segunda Guerra, contrapôs os interesses soviéticos e norte-americanos, identificados nos sistemas socialista e capitalista,respectivamente.

2- O citado “fim da Guerra Fria” decorreu da falência da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS) e, em uma espécie de efeito dominó, da desintegração das chamadas Repúblicas Socialistas do Leste europeu.

3- A expressão “fim da História” sintetiza a idéia de ter acabado a disputa entre as principais ideologias.

4- O incontrastável poderio militar norte-americano, após a Guerra do Golfo contra Saddam Hussein, reflete a posição ocupada pelos Estados Unidos da América (EUA) no cenário mundial posterior à Guerra Fria.

5- O fracasso da URSS fez-se acompanhar pelo declínio da China, cuja tentativa de modernizar a sua economia sucumbiu ante a intransigência dos militares comunistas, o seu reduzido mercado interno e a incapacidade de ampliar a produção.

Após avaliar as afirmações acima assinale a seqüência correta.
a)VFVVF                         b)VFVFV                         c)VFFFF                          d)FVFVF                           e)VVVVF

 
15- "Para obter a liberdade de nosso país, estamos dispostos a derramar nosso sangue não o vosso". Essa frase, de Mahatma Gandhi, foi dirigida aos ingleses e reflete a peculiaridade da luta desse líder pela independência da Índia. Assinale a alternativa que contém princípios defendidos por Gandhi em sua campanha nacionalista.


a) Religiosidade e transcendentalismo.
b) Ação sindical e greves pacíficas.
c) Desobediência civil e resistência passiva.
d) Tolerância e submissão.
e) Individualismo e pressão moral.

16- Com o fim da Guerra Fria devido a derrocada do regime socialista na URSS, simbolicamente representado pelo derrubada do muro de Berlim, acarretou um novo equilíbrio e o ordenamento das relações internacionais, que caracteriza-se por um(a):
a) Enfraquecimento dos movimentos nacionalistas regionais e das tendências de globalização da Europa ocidental.
b) Declínio da liderança política internacional das superpotências em virtude da transferência do controle de seus arsenais nucleares para a ONU.
c) Revitalização das alianças militares estratégico-defensivas, conforme pactos políticos da Europa central e do leste.
d) Formação de megablocos políticos-econômicos que favoreceram a internacionalização dos fluxos de capitais, tais como a União Européia e do Nafta.
e) Decadência econômica dos paises da bacia do Pacífico que haviam mantido uma posição de neutralidade durante a Guerra Fria, tais como Malásia e Singapura.
     




Respostas:
1-C  (A história do período clássico começa com as Guerras Médicas e a guerra do Peloponeso o apogeu ateniense é durante o época de Perícles portanto os conflitos estão inseridos neste período.)
2-B (Esta cidadania era construida em etapas e foi uma forma de apaziguar as revoltas dos povos conquistados)
3-E (Duas maneiras de reduzir os atritos e manter a ordem pública utilizando o nome de Deus)
4-E
5-A (Os reformistas ao justificar a usura e o lucro como permitidos por Deus, o trabalho e poupança como formas de alcançar a salvação compatibilizou os interesses capitalistas com o da nova doutrina e a simpatia da burguesia)
6-D ( Na obra Contrato Social defendia a idéia que o Estado representava  a vontade geral isto é o desejo da maioria.
7- Fatores econômicos: grande acumulação primitiva de capital, importantes jazidas de carvão e de ferro, abundância de matéria-prima e hegemônia marítima assegurava a Inglaterra o domínio das rotas oceânicas.  Fator social: ampla disponibilidade de mão de obra barata, resultante do êxodo rural . Fator político: participação da burguesia em asuntos do governo, realizado por intermédio da câmara dos comuns.
8- Com a NEP, Lênin esperava superar os desastrosos resultados da política do comunismo de guerra que pretendia consolidar a teoria socialista na prática, pois conforme afirmou "não avaliamos adequadamente a teoria que a adoção do socialismo deveria funcionar se aplicadas em um sistema puro sem interferências o que não era o caso da Rússia". Portanto estaria dando um passo atrás com a adoção temporária de algumas práticas capitalistas para posteriormente dar dois passos a frente consolidando o socialismo.
9-D
10-C
11-C ( O totalitariasmo por definição inviabilizaria a prática do liberalismo seja político ou econômico)
12-A
13-A   
14-E
15-C (Diferentemente dos outros lideres da descolonização da Ásia e África que preferiram a luta armada Ghandi adotou o caminho da não violência para libertar a Índia do domínio inglês)
16-D (A globalização da economia representou a supremacia do capitalismo sobre o socialismo e portanto alguns procedimentos foram tomados no sentido de difundir e fortalecer as bases capitalistas)