sexta-feira, 29 de março de 2013

A fundação de Salvador - Parte I



A ocupação do território da “cabeça do Brasil”.

Quando foi nomeado governador geral,Tomé de Sousa que, de acordo com o regimento de Almerim, documento que representa a certidão de nascimento de Salvador, continha instruções precisas para edificar uma fortaleza e povoação grande e forte num lugar conveniente, a intenção do rei de Portugal era dotar as novas terras de uma presença mais efetiva de representantes da coroa portuguesa. Portanto quando Tomé de Sousa desembarcou na região da Barra, atualmente nas imediações entre o Forte de São Diogo e o Iate Clube, já encontrou ali um núcleo de habitantes, uma pequena vila chamada de Vila Velha ou Vila do Pereira, assim chamada em virtude do nome do antigo donatário da capitania da Bahia Francisco Pereira Coutinho.


As origens da Vila.  
  
O Francisco Pereira era conhecido pela alcunha de “rusticão”, devido a sua rudeza no tratamento principalmente com os “gentios da terra”, ou seja, os índios. Quando aqui chegou em 1536 trouxe consigo parentes, amigos e colonos e “construiu casas para 100 moradores” e sua moradia estima-se que estava localizada no outeiro (alto)  nas imediações da Igreja da Vitória com vista de frente a enseada do Iate Clube. Aqui já habitava um velho morador da Bahia de Todos os Santos, Diogo Álvares, o Caramuru. Pouco se conhece sobre Diogo Álvares, contudo estudos indicam que entre 1510 e 1511 chegou a Bahia em virtude de um naufrágio. Caramuru foi importante peça nas negociações da tensa convivência entre portugueses e índios, tanto que obteve o lote de terra (sesmaria) que ia da região do atual bairro da Graça até o bairro do Rio Vermelho. Casou-se com Paraguaçu, a filha do cacique, que mais tarde foi batizada na França com o nome de Catharina Paraguaçu. Converteu-se ao catolicismo e ergueu uma pequena ermida que mais tarde transformou-se na Igreja da Graça (no bairro da Graça) , local onde esta sepultada. Apesar da interferência de Caramuru para apaziguar os ânimos entre colonos e índios um fato vai mudar drasticamente a vida da capitania da Bahia. Em 1545 algumas tribos dos índios da Bahia de Todos os Santos atacaram a vila do Pereira e ao mesmo tempo os colonos rebelam-se contra o donatário e desejavam prendê-lo. Mas ele retira-se para a capitania de Pero de Tourinho em busca de ajuda, onde permaneceria até em 1546 quando Caramuru foi buscá-lo trazendo a notícia de que os franceses haviam incendiado a vila do Pereira e confiscaram a artilharia de defesa. Pereira Coutinho resolveu regressar, mas quando estava nas imediações da Ilha de Itaparica sua embarcação afundou nos recifes e os Tupinambás de Itaparica que eram antropófagos o prendem e o devoram em seguida. Com a morte do donatário o rei D. João III prefere reverter a capitania para a Coroa e foi esta circunstância que fez da Bahia a primeira capitania da Coroa e propiciou a condição de sede do governo-geral do Brasil criado em 1548.


Gravura indicando os limites da Vila do Pereira, local onde situava-se a moradia no donatário Francisco Pereira Coutinho, o rusticão. Atualmente corresponde a área do Farol da Barra ao Forte de São Diogo.










A chegada de Tomé de Souza.

Quando desembarcou no Porto da Barra em 29 de março de 1549, Tomé de Souza foi bem recebido pelos colonos, índios e por Diogo Caramuru. O então governador geral do Brasil trazia consigo um documento com instruções claras sobre a sua empreitada. O Regimento de Almerim, podemos dizer que foi a certidão de nascimento  de Salvador, determinava, no seu primeiro item, o que vem demonstrar a importância da questão, que o primeiro governador fizesse "uma fortaleza e povoação grande e forte" em um lugar conveniente destinada a ser a Cabeça do Brasil para dali "dar favor e ajuda às outras povoações". Este seria o primeiro espaço físico e urbano de total controle do Estado, chefiado por um funcionário e administrador do Estado português na colônia.
Espaço metropolitano que deveria dar "favor e ajuda às outras povoações e se ministrar justiça e prover nas coisas que competirem a meu serviço e aos negócios de minha fazenda e a bem das partes".
Sem perder tempo, partiram em busca do local adequado para construção da sede administrativa. Tomando o caminho em direção ao atual corredor da Vitória, e margeando o litoral chegaram ao local que se achou mais adequado para iniciar a fortificação, nenhum ponto é mais apropriado para o assentamento da cidade, que o trecho no alto promontório entre as gargantas da Barroquinha e do Taboão,acidentes topográficos propícios para construção de obras de defesa, compreendido entre a atual Praça Castro Alves e a Misericórdia. Erguida no alto de uma escarpa, entre a Baía de Todos os Santos e os morros, Salvador foi a primeira cidade planejada do Brasil. O mestre das obras Luiz Dias foi o “arquiteto” que traçou as linhas limítrofes e o plano urbano primitivo (obedecendo as “traças e amostras” recebidas em Lisboa) do “arruamento” daquela que foi denominada cidade do Salvador. Os colonizadores tomaram o cuidado de construí-la nos moldes das cidades de sua terra natal e mantiveram nela a aparência medieval de Lisboa, com ruas estreitas, curvas e dispostas perpendicularmente umas às outras. Outra herança lisboeta são seus fortes, que fazem de Salvador uma típica cidade-fortaleza. Abrigando cerca de 1000 habitantes em 1549, a primeira capital do Brasil cresceu em dois planos, a cidade alta e a cidade baixa. O movimentado porto e um pequeno comércio local ocupavam a estreita e extensa faixa litorânea (era o que mais tarde denominou-se bairro da Praia, atual Bairro do Comércio) ligada à cidade alta por ladeiras e barrancos (em 1920 foi construído o Elevador Lacerda). Os edifícios oficiais (a casa do governador-geral e a sede do governo foram os primeiros a serem erguidos) e as residências localizavam-se no alto da escarpa, a parte nobre da cidade. Mas foi na cidade baixa, nas imediações onde hoje situa-se o elevador Lacerda e a Igreja da Conceição da Praia, que era conhecida como Ribeira do Goes ou das Naus, que foram construídos os depósitos e barracões para o armazenamento do  material de construção utilizado para erguer a cidade. Neste mesmo local, na praia, que foi erguida a primeira ermida, consagrada a Nossa Senhora da Conceição, padroeira do governador.

Núcleo urbano primitivo da cidade do Salvador - 1551

As ligações entre as partes alta e baixa da cidade, fundamentais para os trabalhos de construção e, de comunicação de pessoas e coisas, foram, no princípio duas, a saber: Primeira- o caminho que veio a ser conhecido como Ladeira da Conceição, que tinha inicio no alto, na praça do Palácio, atualmente Praça Municipal, estando a construção terminada no final de 1549. No entanto este caminho por ser considerado de alta declividade mostrou-se inconveniente para o transporte do material de construção, motivo pelo qual levou a imediata construção do Segundo, que partindo da Porta de Santa Luzia – atual praça Castro Alves – seguia pelas imediações das Ladeira da Gameleira e da Preguiça e terminava na Ribeira dos Pescadores – defronte as Fonte da Pedreiras, atualmente nas imediações do Trapiche Adelaide. 


Modificações no território de Salvador. Uma cidade fortaleza ou a fortaleza que tornou-se cidade? 
                                                                                 

Poucos registros restaram dos muros da fortificação erguida por Luis Dias em 1549, tanto que em 1580 já não se podia ver os muros da antiga fortificação. O projeto de defesa de Salvador constituía em conjunto de muros e fossos, articulado por caminhos irregulares, praça administrativa, espaço para igreja e dois alargamentos encerrados na porta Sul - Porta de Santa Luzia – (era o fosso situado entre o atual Palácio dos Esportes e a escada da Barroquinha) e na porta Norte ( Porta de Santa Catarina), assim a cidade no primeiro período se apresenta como espaço que abriga as edificações vinculadas às decisões máximas da província, mas também como abrigo de atividades sociais, como articuladora entre edifícios religiosos e lugar onde aconteciam atividades comerciais que exploram os caminhos de conexão geral 
(REIS,FILHO, 1968; UFBA, FAUFBA-CEAB, 1998, p.144-145). A cidade fortificada protegia-se externamente de outras potências da Europa pelos fortes localizados na entrada da Baía de Todos os Santos: Santo Antônio da Barra (1583) e Mont Serrat (1583/87). Estas construções constituiriam uma nova paisagem no “sítio natural” que, até então, somente sofria intervenções provenientes de tentativas de domínio e explorações incipientes e externas, ou das culturas pré-existentes (UFBA, FAUFBA-CEAB, 1998, p.66; OLIVEIRA, 2004, p.182 187). A arquitetura militar define a paisagem de Salvador desde os seus fortes, suas portas de defesa, seus baluartes, suas muralhas e quartéis, entre outros tipos. Posicionados estrategicamente, os seus largos para treino, organização e manobra das tropas e equipamentos de artilharia, em muito contribuíram para a definição do tecido urbano, como se verá mais à frente.


A fundação de Salvador - Parte II



A presença da Igreja na formação dos limites da cidade de Salvador

Além das características de defesa, portuárias e de produção agrícola, a cidade define-se também pela presença marcante da Igreja Católica, inicialmente, com a Companhia de Jesus e seus missionários que aqui se estabeleceram para fins de catequese. A eles se deve a primeira ermida construída - a de Nossa Senhora da Conceição - na área da praia, a instituição do primeiro bispado do Brasil, em 1551, com a sua Sé.       
Jesuítas e Franciscanos estruturaram-se dentro dos limites reservados à cidade, após a primeira expansão, enquanto os Beneditinos e os Carmelitas, ainda fora das portas da cidade, posicionaram-se de forma estratégica onde se previa o crescimento da cidade, demarcando o seu território e, ao mesmo tempo, reforçando os vetores de expansão no sentido norte / sul (UFBA, FAUFBA-CEAB, 1998, p.58-59). É perceptível o poder de definição da Igreja Católica cuja influência recaia na estrutura das cidades colonizadas, nesta época. 
Se os espaços livres no entorno de edificações religiosas cumpriam a função de atendimento a ritos religiosos, para muito além desta necessidade, traziam também o objetivo de permitir o enquadramento e a valorização do conjunto, demonstrando a força e o prestígio da entidade e dos seus dirigentes. A construção da Sé (demolida em 1913), que substitui a igreja de palha inicial (localizada nas imediações da atual Igreja da Ajuda), surge ainda em finais do século XVI, entre as duas grandes praças do primeiro núcleo, em posição privilegiada e área fronteiriça à escarpa, de frente para a baia. É a Igreja do Salvador – a Sé Episcopal. Situada em pequeno terreno livre e sem vegetação que contorna toda a igreja, “[...] está em redondo cercada de terreiro [...], faltam torres de sinos [...] alta e sóbria que por sua vez articula-se por rua larga com uso de comércio”. No lugar da anterior capela de palha constrói-se a Igreja de N. S. d’Ajuda, “com capela em abóbada”, conservando “aquele” seu espaço fronteiriço (Soares, apud UFBA, 1998, p.53).

Expansão de Salvador em 1553.
Percebe-se claramente a interferência dos jesuítas no traçado do “terreiro”. Espaço monumental e geometri-camente bem definido, ganha o nome de Terreiro de Jesus por abrigar o colégio e a igreja da ordem. Espaço nascido para o exercício do sagrado e da formação cultural, começa a ser edificado a partir da segunda metade do século XVI e constitui o segundo largo da cidade e local da primeira escola oficial brasileira. Seu entorno contém também edificações residenciais e, na seqüência, a ordem dos franciscanos demarca o espaço com o seu cruzeiro, símbolo da ordem (Cruzeiro de São Francisco). Nesses elementos que formam um conjunto religioso.


Expansão de Salvador em 1580.                                                                   A expansão da cidade para o Norte e Sul.       

A cidade extrapola os muros e em 30 anos após a criação do núcleo urbano primordial edificado por mestre Luis Dias já estava expandindo para o norte em direção a porta do Carmo localizada nas imediações do largo do Pelourinho e subindo para o Convento do Carmo. Conforme relato sobre a cidade do Salvador em 1584 diz que a cidade foi "murada e torreada no tempo do governador Tomé de Souza e depois os muros vieram ao chão, por serem de taipa, e não se repararem nunca.... por ser a cidade ir estendendo muito por fora dos muros, e agora não há memória onde eles estiveram”.  Ao Sul a cidade cresce ultrapassando os limites da garganta entre da porta de São Bento e a Barroquinha. O mosteiro de São Bento já é uma referência dos caminhos que a cidade começa a tomar. O caminho do Conselho o que hoje corresponde a Avenida Sete de Setembro, liga a Vila Velha a antiga povoação do Pereira e passava por varias aldeias de índios. Na Praia que hoje corresponde ao bairro do Comércio na cidade baixa, era a área de preferência comercial ligado ao ramo de importação e exportação e também era zona de construção naval, com vários estaleiros e presença de trabalhadores do setor naval.

A planta urbana é de 1630. Observe a limitação do núcleo primitivo da cidade ainda demarcado pelas muralhas.

Em 1600, já havia uma praça central, na área administrativa circundada pelos edifícios do governo, da prisão, da alfândega e onde se localizava o pelourinho (uma coluna de pedra com grandes argolas de bronze, na qual eram açoitados escravos). As igrejas completavam o cenário. O material usado na construção dos prédios, como pedras de liós e azulejos, era importado de Portugal por imposição da Coroa. Até as casas seguiam o modelo português: estreitas, tinham frente rente à calçada, janelas com treliças, típicas da arquitetura lusitana, e jardins nos fundos.

Os grupos étnicos

Três grupos étnicos fizeram parte do povoamento inicial de Salvador: o índio, o branco e o negro. Os habitantes primitivos do Recôncavo Baiano eram índios tupinambás e tupiniquins, tribos pertencentes ao grupo tupi. As relações cordiais entre colonos e índios deterioraram a partir de 1530 – quando as lavouras de cana-de-açúcar se expandiram e os portugueses tentaram, sem sucesso, escravizar os índios – em conflitos violentos, que resultaram no extermínio dos nativos. Atualmente na área do município de Salvador não possuí nenhum núcleo de população indígena.  A seguir está o relato de Gabriel Soares de Sousa, senhor de engenho e cronista na Bahia do século XVI, descreve suas impressões sobre o modo de vida dos Tupinambás, uma das tribos que habitavam a região do Recôncavo Baiano: 
“Têm os Tupinambás grande conhecimento da terra por onde andam, pondo o rosto no sol, por onde se governam; com o que atinam grandes caminhos pelo deserto, por onde nunca andaram (...). Costuma este gentio, quando anda pelo mato sem saber novas do lugar povoado, deitar-se no chão, e cheirar o ar, para ver se lhe cheira a fogo, o qual conhecem pelo faro a mais de meia légua,(...) e por os Tupinambás terem este conhecimento da terra e do fogo, se faz muita conta deles, quando se oferece irem os Portugueses à guerra a qualquer parte, onde os Tupinambás vão sempre diante, correndo a terra por serem de recado, e mostrando a mais gente o caminho por onde hão de caminhar, e o lugar onde se hão de aposentar cada noite (...)"..


Ao perceberem que os índios eram arredios ao trabalho forçado, os colonos passaram a explorar a mão-de-obra dos negros, capturados no litoral oeste da África. Os principais grupos afros que seguiram para a Bahia vieram do Sudão, da Nigéria, de Daomé e da Costa do Marfim. No fim do século XVIII, cerca de 60% da população de Salvador era de raça negra. Hoje, Salvador ainda mantém essa mesma proporção de negros ou descendentes.


Salvador sitiada – A ocupação Holandesa

Em primeiro lugar é necessário esclarecer que o termo holandês não existia em 1624. O país Holanda não existia. Antes a área que atualmente corresponde a Holanda, era conhecida como os Países-Baixos, ocupada por cidades-estados, cidades comerciais que são auto-suficientes na sua estrutura, entre elas: Amsterdã, Roterdã, Leiden. Podemos afirmar que a Holanda de hoje foi formada a partir das chamadas empresas de sociedade anônimas, ai sim, encontramos alguma relação com as invasões no Brasil e mais precisamente na Bahia. 
As principais companhias da época eram a Companhia das Índias Ocidentais e a Companhia das Índias Orientais. Em verdade não é o Estado holandês que vai invadir a Bahia e sim uma empresa privada a Companhia das Índias Ocidentais, que tinha entre seus funcionários um príncipe de nome Maurício de Nassau. Por que a Bahia é escolhida para ser o ponto de tomada de uma empresa de capitais ou sociedade anônima que se instala na Holanda?
Por uma razão muito simples, o açúcar era o grande negócio e o ponto estratégico da rota da Índia era outro grande negócio e ambos aportavam na cidade do Salvador. A Companhia das Índias Ocidentais transfere-se do interesse puramente mercantil para o interesse também militar. Isto é, tomar a cidade que significava a continuação do esquema de comercio privado, do esquema particular das negociações, da carreira da Índia e da produção interna de açúcar. A Companhia das Índias Ocidentais passa a ser uma empresa militar para a conquista da Bahia. A grande motivação desta invasão foi como decorrência da união das coroas de Portugal e Espanha (a Espanha proibiu o Brasil de ter relações comerciais com a Holanda),então em decidem 1623 assaltar a Bahia.
 Em maio de 1624 chegava a Salvador a esquadra comandada por Jacob Willekens, tendo sob suas ordens 26 navios e 500 bocas de fogo; os invasores ocuparam facilmente a cidade, nela permanecendo por um ano, até serem rechaçados pela armada luso-espanhola, comandada por D. Fradique de Toledo Osório.
Inconformados com a perda da metrópole, a ela retornaram os holandeses em 1638, quando já fortemente estabelecidos em Pernambuco, tomado em 1630. Dessa feita, o ataque foi comandado por Maurício de Nassau, que, havendo iniciado o assédio em 16 de abril, retirou-se, batido, em 29 de maio. Comandou a defesa o conde de Bagnuolo. Vê-se que a presença holandesa na Bahia foi mais curta e este mito de que os holandeses construíram dique e fortificação não passa de invencionice popular. O tempo em que aqui estiveram estava tomado por  preocupação na defesa de sua posição frente a reação dos habitantes de Salvador, não havia espaço para realizar construções.  
Fonte: (Transcrição adaptada da palestra de Cid Teixeira efetuada no Crea-Ba)

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Exercício Roma

ESTE EXERCÍCIO ABRANGE APENAS ORIGENS, MONARQUIA E REPÚBLICA.  

PARTE I - QUESTÕES DISCURSIVAS - (Verifique as respostas no final da página)

1- A respeito da localização geográfica, onde estava localizada Roma?
2- Explique a origem lendária e histórica de Roma,
3- Quais as fases da história política de Roma?
4- Como podemos caracterizar o poder político no período da monarquia?
5- Sobre a estrutura da sociedade romana na fase da Monarquia, como estava dividida?
6- Caracterize os segmentos sociais que compunham a sociedade no período monárquico.
7- Explique as características gerais da República romana.
8- Quais as atribuições do Senado?
9- Em linhas gerais como estava estruturada o poder político na República?
10- Roma e Cartago pegaram em armas e foram a guerra. Qual o motivo das Guerras Púnicas?  



PARTE II - QUESTÕES OBJETIVAS -  (Verifique as respostas no final da página)
1- Assinale a alternativa correta. Em relação as fases da História política de Roma podemos afirmar que divide-se em:
a) Monarquia e Republica.
b) Monarquia, República e Império.
c) Tirania, República e Império.
d) Monarquia, República, Império e Democracia.
e) República, Império e Democracia.

2- Leia o texto:

"Os homens que combatem e morrem por Roma, têm o ar, a luz e mais nada (...). Lutam e perecem para sustentar a riqueza e o luxo de outro, mas embora sejam chamados senhores do mundo, não têm um único torrão de terra que seja seu." (Tibério Graco - Perry Anderson, PASSAGEM DA ANTIGÜIDADE AO FEUDALISMO, pág. 60)
Os irmãos Tibério e Caio Graco, Tribunos da Plebe romana, pretendiam:

a) limitar a área de terras públicas ocupadas por particulares e distribuí-las aos mais pobres.
b) limitar a área de latifúndios e distribuir as terras públicas aos Patrícios.
c) limitar o direito de cidadania romana aos habitantes da região de Roma.
d) limitar a expansão territorial derivada de urna prolongada política de conquista e anexação de terras.
e) limitar a desapropriação dos latifúndios e estabelecer propriedades coletivas.


3- Foi junto com Crasso e Pompeu um dos triúnviros do governo em Roma. Promoveu várias reformas, construção de estradas e a reformulação do calendário. Empreendeu várias e venceu várias guerra. Tentou reduzir o poder do Senado, mas isto lhe custou a vida. Nas escadarias do senado foi assassinado em 44 a.C. e entre seus algozes estava seu filho adotivo. Estamos nos referindo a qual personagem da história política de Roma?

a) Júlio César.          b) Diocleciano.            c) Teodósio.          d) Constantino.            e) Augusto.


4-A implosão do império Romano deveu-se basicamente a qual fator?
a)Às transformações ocorridas na agricultura romana em decorrência da expansão militar no Mediterrâneo, quando a agricultura para exportação arruinou a pequena propriedade. 
b) às transformações econômicas que assinalaram a decadência da exploração coletiva do solo e a restauração da propriedade privada da terra durante o período da Realeza.
c) Atribui-se como principal causa da decadência a crise no sistema Escravista.
d) Devido a divisão do Império em Ocidente com capital em Roma e Oriente com capital em Bizâncio, enfraquecendo o controle dos imperadores sobre as fronteiras do império.
e) N.D.A


5- O império romano agonizava, ainda no século IV, os romanos assistiram às primeiras levas de bárbaros cruzarem as fronteiras do império à procura de terras para o cultivo e o pastoreio. Teodósio, em seu governo, preocupado em melhorar a administração e salvar o império, em 395 adota a seguinte medida:

a) Divide o império romano em: do Ocidente, com capital em Roma e do Oriente, com capital Constantinopla. 
b) Adota o cristianismo como religião oficial a fim conseguir maior quantidade de adeptos para o seu governo. 
c) Institui a Paz Romana, uma trégua com objetivo de diminuir a tensão nas fronteiras e evitar as invasões.
d) Empreende uma das maiores campanhas militares da história romana para reprimir as invasões bárbaras.
e) N.D.A


6- (FUVEST) A civilização ocidental contemporânea apresenta traços marcantes que revelam o legado cultural da civilização romana. A respeito da herança cultural romana assinale a alternativa correta.    

a)-O idioma usado pelos romanos - o latim - que deu origem às chamadas línguas germânicas, e o Direito Romano, que constituiu a base da legislação ocidental.
b)- O idioma usado pelos romanos - o latim - que deu origem às chamadas línguas neolatinas, e o Direito Romano, que constituiu a base da legislação ocidental.
c)-O idioma usado pelos romanos - o italiano - que deu origem às chamadas línguas neolatinas, e o Direito Romano, que constituiu a base da legislação ocidental.
d)- O idioma usado pelos romanos – o italiota - que deu origem às chamadas línguas inglesas, e o Direito Penal, que constituiu a base da legislação ocidental


RESPOSTAS GABARITO : Parte I e II
Parte I:

1- Localizada na Península Itálica, no continente europeu.
2- Segundo a lenda os gêmeos órfãos Rômulo e Remo foram amamentados por uma loba, até que um pastou os encontrou e os criou. Já adultos Rômulo e Remo retomam o controle do Lácio e em troca recebem terras nas margens do Rio Tibre. A partir deste episódio iniciam fundação de Roma. Em uma disputa matou Remo e tornou-se o primeiro rei de Roma.
Entretanto pelas pesquisas históricas sabe-se que a região do Lácio era habitada por povos pastores que, para se defenderem de possíveis invasões, se estabeleceram nas colinas próximas ao rio Tibre. Sentindo-se ameaçados, os latinos se uniram sob a liderança de uma das aldeias, Roma. Roma foi dominando todos os povos da península, unificando-os sob seu poder.
3- Monarquia, República e Império
4- O poder estava centralizado nas mãos do rei que era escolhido pela Assembléia Curial, o cargo era vitalício, exerciam a função de juiz, sacerdote e militar, mas tinham o poder limitado pelo Senado.
5- Patrícios, clientes, plebeus e escravos.
6- patrícios — Eram os aristocratas, os grandes proprietários de terras, os únicos que podiam ocupar cargos políticos, religiosos e militares. Eram a elite da sociedade.
clientes - Eram os plebeus apadrinhados por patrícios aos quais deviam obediência, geralmente prestavam serviços não braçais .
plebeus — homens livres, mas considerados estrangeiros; não tinham direitos políticos. Eram pequenos agricultores, pastores, comerciantes e artesãos. Constituíam a maioria da população.
escravos — em número reduzido, originados dos povos conquistados eram considerados "coisa" (res).
7- República significa "coisa de todos". Regime no qual o governante exerce o poder por tempo determinado. O Senado concentrava poder a ponto de ter controle das ações do governante. As pricipais estruturas de poder na República eram o Senado e as Assembléias.
8-
O Senado era o órgão que detinha maior poder, composto de senadores vitalícios. Eram suas atribuições: elaborar as leis, cuidar das questões financeiras e religiosas, conduzir a política externa, administrar as províncias, participar da escolha do ditador.


9- A República estava assentada no poder político do Senado e das Assembléias. 


10- O choque de interesses entre Roma e Cartago pelo controle do comércio marítimo do Mediterrâneo.


 Parte II
1-B; 2-A; 3-A;4-C;5-A;6-B





PALAVRAS DE ORIGEM AFRICANA USADAS NO NOSSO VOCABULÁRIO


PALAVRAS DE ORIGEM AFRICANA USADAS NO NOSSO VOCABULÁRIO

A

abará: bolinho de feijão.
acará: peixe de esqueleto ósseo.
acarajé: bolinho de feijão frito (feijão fradinho).
agogô: instrumento musical constituído por uma dupla campânula de ferro, produzindo dois sons.
angu: massa de farinha de trigo ou de mandioca ou arroz.

B
bangüê: padiola de cipós trançados na qual se leva o bagaço da cana.
bangulê: dança de negros ao som da puíta, palma e sapateados.
banzar: meditar, matutar.
banzo: nostalgia mortal dos negros da África.
banto: nome do grupo de idiomas africanos em que a flexão se faz por prefixos.
batuque: dança com sapateados e palmas.
banguela: desdentado.
berimbau: instrumento de percussão com o qual se acompanha a capoeira.
búzio: concha.

C
cachaça: aguardente.
cachimbo: aparelho para fumar.
cacimba: cova que recolhe água de terrenos pantanosos.
Caculé: cidade da Bahia.
cafife: diz-se de pessoa que dá azar.
cafuca: centro; esconderijo.
cafua: cova.
cafuche: irmão do Zumbi.
cafuchi: serra.
cafundó: lugar afastado, de acesso difícil.
cafuné: carinho.
cafungá: pastor de gado.
calombo: quisto, doença.
calumbá: planta.
calundu: mau humor.
camundongo: rato.
Candomblé: religião dos negros iorubás.
candonga: intriga, mexerico.
canjerê: feitiço, mandinga.
canjica: papa de milho verde ralado.
carimbo: instrumento de borracha.
catimbau: prática de feitiçaria .
catunda: sertão.
Cassangue: grupo de negros da África.
caxambu: grande tambor usado na dança harmônica.
caxumba: doença da glândula falias.
chuchu: fruto comestível.
cubata: choça de pretos; senzala.
cumba: forte, valente.
Cumbe: povoação em Angola.

D
dendê: fruto do dendezeiro.
dengo: manha, birra.
diamba: maconha.

E
efó: espécie de guisado de camarões e ervas, temperado com azeite de dendê e pimenta.
Exu: deus africano de potências contrárias ao homem.

F
fubá: farinha de milho.

G
guandu: o mesmo que andu (fruto do anduzeiro), ou arbusto de flores amarelas, tipo de feijão comestível.

I
inhame: planta medicinal e alimentícia com raiz parecida com o cará.
Iemanjá: deusa africana, a mãe d’ água dos iorubanos.
iorubano: habitante ou natural de Ioruba (África).

J
jeribata: alcóol; aguardente.
jeguedê: dança negra.
jiló: fruto verde de gosto amargo.
jongo: o mesmo que samba.

L
libambo: bêbado (pessoas que se alteram por causa da bebida).
lundu: primitivamente dança africana.

M
macumba: religião afro-brasileira.
máculo: nódoa, mancha.
malungo: título que os escravos africanos davam aos que tinham vindo no mesmo navio; irmão de criação.
maracatu: cortejo carnavalesco que segue uma mulher que num bastão leva uma bonequinha enfeitada, a calunga.
marimba: peixe do mar.
marimbondo: o mesmo que vespa.
maxixe: fruto verde.
miçanga: conchas de vidro, variadas e miúdas.
milonga: certa música ao som de violão.
mandinga: feitiçaria, bruxaria.
molambo: pedaço de pano molhado.
mocambo: habitação muito pobre.
moleque: negrinho, menino de pouca idade.
muamba: contrabando.
mucama: escrava negra especial.
mulunga: árvore.
munguzá: iguaria feita de grãos de milho cozido, em caldo açucarado, às vezes com leite de coco ou de gado. O mesmo que canjica.
murundu1: montanha ou monte; montículo; o mesmo que montão.
mutamba: árvore.
muxiba: carne magra.
muxinga: açoite; bordoada.
muxongo: beijo; carícia.
maassagana: confluência, junção de rios em Angola.

O
Ogum ou Ogundelê: Deus das lutas e das guerras.
Orixá: divindade secundário do culto jejênago, medianeira que transmite súplicas dos devotos suprema divindade desse culto, ídolo africano.

P
puita: corpo pesado usado nas embarcações de pesca em vez fateixa.

Q
quenga: vasilha feita da metade do coco.
quiabo: fruto de forma piramidal, verde e peludo.
quibebe: papa de abóbora ou de banana.
quilombo: valhacouto de escravos fugidos.
quibungo: invocado nas cantigas de ninar, o mesmo que cuca, festa dançante dos negros.
queimana: iguaria nordestina feita de gergelim .
quimbebé: bebida de milho fermentado.
quimbembe: casa rústica, rancho de palha.
quimgombô: quiabo.
quitute: comida fina, iguaria delicada.
quizília: antipatia ou aborrecimento.

S
samba: dança cantada de origem africana de compasso binário ( da língua de Luanda, semba = umbigada).
senzala: alojamento dos escravos.
soba: chefe de trigo africana.

T
tanga: pano que cobre desde o ventre até as coxas.
tutu: iguaria de carne de porco salgada, toicinho, feijão e farinha de mandioca.

U
urucungo: instrumento musical.

V
vatapá: comida.

X
xendengue: magro, franzino.

Z
zambi ou zambeta: cambaio, torto das pernas.
zumbi: fantasmas.

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Exercícios Roma - Império.


Respostas das questões da página 147 - Livro didático.

1- Quais foram as principais medidas de Otávio Augusto para fortalecer seu poder?
A princípio, Otávio manteve o Senado que era uma instituição símbolo da República. Mas, logo o poder concentrou-se em sua pessoa, embora o Senado nunca tenha desaparecido. Otávio recebeu títulos como o de Imperador e foi aclamado de Augusto, título reservado às divindades. Governou durante 40 anos, ao longo dos quais promoveu reformas na sociedade romana, destituiu senadores corruptos, perdoou dívidas dos camponeses com o Estado, criou o tribunal de pequenas causas, distribuiu alimentos aos pobres e incentivou espetáculos públicos.

2- Como a política do "pão e circo" foi consolidada no governo de Otávio Augusto?
As festas e espetáculos patrocinadas pelo governo de Otávio serviam para manter ocupada a população pobre e desempregada. Foram construídos anfiteatros para a realização de diversos espetáculos. No Coliseu, organizavam-se as lutas dos gladiadores; no Circo Máximo, havia corridas a pé, a cavalos e de bigas (espécie de carroça), além das termas, teatros, jogos de azar e grandes festas em homenagens aos generais vitoriosos.

3- Após a morte de Otávio Augusto quais o problemas políticos mais graves do Império Romano?
O império atravessou um período de turbulência política provocada por disputas sangrentas ao poder. Traições, conspirações e assassinatos eram comuns entre os imperadores. Entre os quais Calígula, um devasso, louco e sanguinário, além de Nero um inepto e perturbado mental que trouxeram o caos ao Império. O quadro mudou quando o general Vespasiano assume o trono e apaziguou o Império.

4-A Escreva um texto sobre a "Pax romana".
Nesse período, a produção literária e artística assumiu características tipicamente romanas, deixando de lado a influência gregas (helenismo) a exemplo das obras de Virgílio e Cícero. A arquitetura também inovou com a invenção de arcos sustentados por pilares (arcos romanos) o que permitiu a construção de pontes e aquedutos (canais para transporte da água). A descoberta do cimento impulsionou a construção de grandes edificações. Na política a paz romana representou um período de calmaria em diversas regiões do império e isso foi possível em virtude da prosperidade econômica e ao controle militar da fronteiras, que impedia a entradas de povos invasores.

5-Descreva as características gerais da religião dos romanos anterior à difusão do cristianismo.
A religião cumpria diversas funções na vida dos romanos. Havia práticas domésticas de adoração aos antepassados e aos deuses e deusas que podiam oferecer proteção, prosperidade e boas colheitas. Em paralelo havia os cultos públicos nos santuários erguidos aos diversos deuses. Os sacerdotes tinham importância política e serviam de consultores em diversos assuntos do governo. Muitas divindades tinham origem grega que recebiam uma nova denominação pelos romanos como por exemplo a deusa da sabedoria a Atena (grega) era a Minerva (romana).

6-Quais as características do cristianismo e por que vários imperadores romanos perseguiam seus adeptos?
O cristianismo baseia-se nos ensinamentos de Jesus, que teria vivido na Palestina no séc. I, na época uma remota província romana. Seus seguidores - os cristãos - acreditavam que Jesus é o filho de Deus, enviado à Terra para pregar o amor ao próximo e redimir a humanidade dos seus pecados. As autoridades romanas não admitiam que se atribuísse caráter divino a outras pessoas que não aos imperadores, motivo pelo qual passaram a perseguir os cristãos. Além disso pregar o amor universal, sem distinção entre ricos e pobres, senhores e escravos, era uma das bases do cristianismo, mas isto desconstruía e chocava-se com os postulados romanos entre os quais estava a estabilidade social, baseada na escravidão. Esses, em tese, teriam sido os motivos para a condenação de Jesus à crucificação.   

7-Quais foram as duas medidas cruciais para Roma tomadas pelo imperador Constantino?
Duas decisões de Constantino se tornaram historicamente muito importantes. A primeira foi em 313 d.C., ao decretar o fim das perseguições religiosas e conceder liberdade de culto aos cristãos. Isso aproximou definitivamente o cristianismo do Império Romano e permitiu a formação de uma igreja católica e romana. A segunda foi a transferência da capital do Império de Roma para Bizâncio ou Constantinopla (atual Istambul, Turquia) cidade que tornaria posteriormente a capital do Império Romano do Oriente.

8- Faça uma síntese sobre as invasões do império Romano, definia os povos invasores, por que invadiram e como eram considerados pelos romanos?
A maioria dos povos que invadiram o Império Romano do Ocidente era de origem germânica. Antes das invasões estes povos habitavam a parte leste do império. O movimento em direção ao Império foi provocado por dois fatores: por um lado, as incursões dos hunos que empurraram diversos povos germânicos a migrar para dentro das fronteiras do império romano, em alguns casos à procura de proteção; por outro lado, a crise interna do império enfraqueceu as defesas militares das áreas de fronteira, facilitando a penetração de vários povos estrangeiros que para os romanos eram denominados de "bárbaros" que significa os "não romanos".    









quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

BOAS FESTAS!!!


PREZADOS,


DESEJO-LHES FELIZ NATAL E QUE 2012 SEJA REPLETO DE PROSPERIDADE E LINDAS HISTÓRIAS.
AGRADEÇO A TODOS QUE DE ALGUMA FORMA CONTRIBUEM PARA ESTE BLOG EXISTIR!!


EM 2012 VOLTAREMOS A NOS ENCONTRAR AQUI.


SUCESSO A TODOS!!


FERNANDO