segunda-feira, 18 de abril de 2011

Movimentos Messiânicos

O Movimento Messiânico de Pau de Colher e Caldeirão.

Ao abordar o tema movimentos messiânicos, Canudos é o primeiro nome que nos vem a memória. Tamanha foi a proporção que tomou através da divulgação do fato pela imprensa, pela literatura e principalmente pelos estudos dos historiadores. Porém, Canudos não está sozinho neste contexto, pois o messianismo foi uma característica muito comum na área rural do país e principalmente no nordeste brasileiro. Várias situações de conflito desta natureza aconteceram, envolvendo o poder constituído local, as forças militares, os beatos, líderes messiânicos e seus seguidores. 
O movimento sócio-religioso de Canudos, ocorrido entre 1896 e 1897, que ganhou contornos políticos, provocou uma guerra e resultou numa carnificina patrocinada pela política oligárquica do governo da república velha vitimando dezenas de milhares de pessoas, é o mais conhecido. Menos conhecidos e ainda pouco divulgados pela historiografia os outros movimentos nos moldes conselheirista ocorreram no sertão da Bahia e do Ceára. Trata-se dos episódios de Pau de Colher e Caldeirão localidades situadas respectivamente no município de Casa Nova região do médio São Francisco no Estado da Bahia e no municipio de Santa Cruz na região do Crato no Ceará cujo contexto político ocorreu na época .
Os movimentos que sacudiram a região da caatinga da Bahia e do Ceará também conhecidos como a Guerra dos Caceteiros (a denominação “caceteiros” se deu em razão de que os militantes do movimento destinados a fazer o trabalho de proselitismo se apresentavam armados de cacetes, pedaços de pau.) No início da reação armados de cacete é que eles enfrentaram as forças policiais e voluntários a serviço do Estado. Posteriormente muniram-se com as armas de fogo conquistadas ao inimigo no campo de batalha. Apesar de possuirem similitudes com Canudos e Contestado, o mais interessante são suas particularidades.

Contudo para entender o contexto destes movimentos é necessário conhecer o conceito de messianismo: O que é messianismo? 
Messianismo é um termo polissêmico que indica um tipo de evento construído por uma ação histórica e sócio-cultural, lastreado no pensamento de "salvação das almas". Segundo Rossi :      
Pode-se falar que uma das características fundamentais do messianismo é seu caráter de “salvação coletiva” em detrimento da salvação individual. A dinâmica do movimento envolve o grupo e não o indivíduo. Envolve a história de um grupo a partir de suas relações sociais e não a história de uma personalidade individual. E, por isso mesmo, é um movimento dinâmico; um movimento da força social que busca a transformação da terra não para um só homem, mas para toda a humanidade (2007, p. 10).

A Guerra dos Caceteiros - Caldeirão em 1936 e Colher de Pau em 1938.

A origem dos movimentos de Pau de Colher e Caldeirão está ligado a terra, ao latifúndio, característica que os aproxima dos movimentos de Conselheiro e Antonio Maria. "Outra  convergência em relação a Canudos era que os fazendeiros do Cariri não encontravam braços para o trabalho nas fazendas em virtude do êxodo em direção ao Caldeirão" (registra Ruy  Barcelar no seu livro) fato que provocava aumento dos custos em relação a mão de obra e evidentemente desagradava os coronéis. Portanto estas comunidades precisavem ser eliminadas assim como a exemplo de Canudos.
Contudo havia algumas características particulares. Canudos se diferencia dos demais movimentos nordestinos, pela quantidade de “sertanejos que mobilizaram, à extensão dos territórios que controlaram e, sobretudo, aos prolongados e sangrentos combates travados com as forças militares enviadas para exterminá-los” (QUEIROZ, 2005, p.140). Pau de Colher e Caldeirão tiveram combates mais curtos, porém não menos violentos. Outra diferença entre Canudos é em relação ao período da história política do Brasil, enquanto o primeiro foi no período da República Velha, Pau de Colher e Caldeirão ocorreram na Era Vargas, evidência de que o problema do acesso a terra constituia-se em permanência histórica não resolvida.  
Segundo o livro "De Caldeirão a Pau de Colher: A guerra dos caceteiros", do pesquisador baiano Ruy Bruno Bacelar, a experiência de Canudos se reflete sobre os movimentos menos conhecidos como Caldeirão e Pau de colher, o Estado elitista, tenta a todo custo apagar da memória e tem instrumentos, pois paga seus contadores de história tentando riscar da memória popular todo o vestígio desses movimentos. Utiliza como discurso padrão para justificar sua ação, normalmente violenta e repressiva, o combate ao "fanatismo, misticismo e religiosidade agressiva dos sertanejos".
"As elites preocupavam-se com o fato do Caldeirão vir repetir Canudos ou Contestado. As duas comunidades — na Bahia e no Ceará — tinham o mesmo objetivo, a mesma filosofia social de vida e de trabalho. Ambas surgiram na mesma época. As duas foram exterminadas numa ação do aparato do grande latifúndio, ou seja, polícia, igreja, vigarista político, imprensa e exército: "a chacina de Pau de Colher foi o mais brutal quadro da tragédia vivida no sertão baiano". Na serra houve execução sumária de prisioneiros, registra o livro.
"Os movimentos de Caldeirão, Chapadas do Araripe e Pau de Colher representam os três últimos grandes gritos de liberdade da gente do Nordeste contra latifúndios e burguesia que ainda hoje continuam no poder", diz o autor Ruy Bacelar.
Assim como Canudos, em 1887/1897, Caldeirão e Pau-de-Colher "devem ser vistos pelo lado sócio-econômico que também tinha sua força religiosa", opina o professor Aristides Braga. As elites e o governo quiseram contar a história desses movimentos sociais escondendo o seu lado objetivo, ou seja, a consciência de classe dos trabalhadores destituídos da terra, vítimas do sistema, e contrários a uma organização social arcaica e ineficiente, erguida nos moldes feudais.




Caldeirão

O povo sertanejo que seguiu para lá esperava a partida para uma terra prometida chamada Caldeirão que tinha o beato José Lourenço como líder. A penitência e o trabalho eram parte da rotina. Os penitentes tinham obediência a José Senhorinho que era chamado de padrinho. Apesar de outros beatos, era a ele que as pessoas pediam a bênção. José Lourenço, foi um discípulo do polêmico padre Cícero Romão, de Juazeiro do Norte.
Após a morte do padre em 1934, a localidade de Caldeirão ficou conhecida por sua prosperidade, pois tinha até um sistema próprio de abastecimento de água, passou a atrair muita gente. Em Caldeirão, assim como em Pau de Colher, todo mundo vestia preto, em sinal de luto pela morte do padre Cícero. Esta prosperidade do lugar começou a incomodar os coroneís e em 11 de setembro de 1936 foi bombardeada por um destacamento da Força Aérea. Este episódio foi inédito na História Brasil em que civis brasileiros foram atacados por uma força aérea do próprio País.


Pau de Colher.

O nome da localidade faz referência a uma árvore que os moradores utilizavam para fazer o apetrecho utilizado na cozinha. Pau de Colher está a 98 Km do município de Casa Nova na Bahia.
A visita do beato Severino Tavares ao local trouxe mudanças, pois passou a se constituir como refúgio aos que acreditavam nas palavras do beato. Severino dizia trazer a boa nova de Caldeirão, comunidade liderada pelo Beato José Lourenço, que se havia estabelecido no Ceará sob a influência de Padre Cícero, tornou-se um centro de referência para religiosos sertanejos. Foi quando, na localidade de Pau de Colher, passaram a habitar famílias que viviam sob rígidas regras de conduta moral e religiosa e uso igualitário da terra, como forma de fugir das mudanças que tomavam conta do mundo rural na época, como a lenta mecanização da produção e a migração para áreas urbanas, as quais acreditavam os líderes messiânicos fazer parte de uma deterioração moral e social. Os lavradores de Pau de Colher se reuniam para rezas diárias, bem como cultivavam víveres que eram distribuídos internamente e estocavam para os períodos de estiagem. No ano de 1938, a relação entre os moradores de Pau de Colher e das regiões vizinhas se tornou tensa. Em 1937, Severino Tavares retorna, após a destruição do Caldeirão foi a partir de então que os religiosos passaram a atacar aqueles que não compartilhavam de suas crenças, aos quais chamavam infiéis e impuros, e foram dizimados por forças policiais estaduais e federais.
Temendo uma nova sociedade tipo Canudos e apoiado pela imprensa e os políticos, o governo da Bahia, pede ajuda aos estados do Ceará e Pernambuco para destruir a comunidade. Na época, o próprio Presidente da República, através do seu Ministro da Justiça, Francisco Campos, intimou todos os interventores a extinguir a ferro e fogo todos os movimentos revolucionários e também o cangaço, na pessoa do seu chefe, Lampião. Conforme o livro "De Caldeirão a Pau de Colher", Getúlio Vargas usou a expressão, "acabem com eles a todo preço senão serão destituídos".(...)

Caldeirão, Pau de Colher  a resistência dos sertões nordestinos através dos  movimentos messiânicos.

Caldeirão, Pau-de-Colher, foram movimentos populares nordestinos que não alcançaram a mesma dimensão político e territorial de Canudos, mesmo considerando o longo processo de construção e consolidação da Comunidade do Caldeirão (1926-1936). A experiência traumática de Canudos, inclusive para as forças governistas, não permitiram esses movimentos populares alcançar tamanha dimensão. Não foi a toa à entrada no cenário de tensões sociais da figura do Padre Cícero, personagem religioso do sertão nordestino que transitava entre o poder oligárquico e os miseráveis do sertão cearense, gozando de grande influência como o Beato José Lourenço. Nesse sentido “para os camponeses nordestinos, o Beato era um líder carismático, um conselheiro, um homem dedicado ao trabalho e cheio de amor ao próximo” (RAMOS, 1991, p. 98).
Á historiografia crítica do Nordeste observa a paisagem dos sertões nordestinos naquele contexto,  ressaltando as contradições sociais e econômicas da região que serviram de esteio aos conflitos sociais, como, por exemplo, a concentração de terras nas mãos das oligarquias locais que se aproveitavam inclusive da seca e da miséria para oprimir e explorar. Na formulação de Celso Furtado sobre este cenário do sertão do Nordeste temos a seguinte explicação:
...a sociedade formou-se no âmbito das fazendas, onde poder econômico e poder político eram duas faces da mesma moeda e onde os aglomerados urbanos nada mais eram que prolongamentos das fazendas. Esse quadro de isolamento reforçava a situação de dependência do trabalhador rural em face do senhor de terra. (FURTADO, 1989, p. 22).
A concentração de terras associada ao fenômeno das secas reforçam a descrença dos excluídos da terra de qualquer saída que não fosse de natureza mítico-religiosa. A fé torna-se a força que mantinha em “pé” os  sertanejos e o elemento que propiciou o seu agrupamento em torno de promessas propagadas por homens como Antônio Conselheiro (Canudos), José Lourenço (Caldeirão), Senhorinho (Pau de Colher)Azuis), líderes carismáticos que reanimavam a religiosidade de um povo esquecido pela realidade mundana.
As motivações que permitiram, em lugares espacialmente distintos, o agrupamento de milhares de camponeses, índios e escravos recém-libertos em torno da crença na vida de um “messias” que trará aos homens um mundo de virtudes e justiça não significa dizer que se expressaram de forma similar. Os movimentos messiânicos Canudos e Caldeirão, por exemplo, se separam em um pouco mais de quatro décadas (1874 – 1920), porém ambos construíram uma extraordinária experiência de vida comunitária que rompia com a lógica social do sertão nordestino. Seus líderes, Antônio Conselheiro e o beato José Lourenço encarnavam as esperanças daquele povo e, com o trabalho coletivo construíram um “oásis” em terras castigadas pela seca, pela forme e miséria e, por isso mesmo foram violentamente esmagados. As justificativas, contudo, registradas nos documentos oficiais das épocas, inclusive, os jornais impressos propagavam motivações diferentes para a impiedosa chacina contra suas comunidades.
Conselheiro, líder de Canudos era acusado pelas forças republicanas como sendo um contra-revolucionário monarquista, divulgando, inclusive que o beato estaria armando a comunidade para derrubar a república recém instalada. O movimento republicano que destituiu a monarquia no país estava apoiado na elite agrária e, evidentemente, defendia os interesses das elites regionais. A comunidade de Canudos caminhava na contramão desses interesses e dos compromissos assumidos pelos republicanos. A natureza popular do Arraial de Canudos também se opunha as características das novas estruturas de poder nacional que recusavam qualquer participação popular e sua interferência na nova ordem. Começaria quatro expedições militares para exterminá-la. Em cada uma delas o exército republicano contou com a resistência da comunidade de Canudos, que ao final não resistiu, contabilizando 20 mil sertanejos mortos, entre homens, mulheres e crianças.
Já o Beato José Lourenço, líder da Comunidade do Caldeirão passou a ser associado, pela oligarquias e pelo poder local ao movimento comunista. No ano de 1924, ganha força o movimento tenentista, realizando levantes organizados contra as oligarquias e tendo como principal líder Luis Carlos Prestes. No final de 1925, a Coluna Prestes estava formada e partia para a região nordeste (Maranhão, Piauí e Ceará). Nesse percurso o movimento, liderado por Prestes buscava mobilizar os setores sociais locais marginalizados contra a hegemonia das oligarquias. Era o pretexto que precisava o poder local, a oligarquia local e o poder eclesiástico para fortalecer o apoio da sociedade contra a Comunidade do Caldeirão que, nesse contexto, não dispunha mais das mediações do Padre Cícero. A organização comunitária do Caldeirão era associada à versão comunista de vida societal propagada no mundo com a revolução russa de 1917.
Como nos lembra Figueiredo:
Outra acusação que lhe têm feito freqüentes vezes é a de adulterar o culto, ministrando-o com práticas fetichistas. È outro aleive que, em bem da verdade, precisa ser destruído. Tendo em uma de suas salas, que traz sempre fechada a chave, enorme quantidade de quadros de santos, entre os quais se notam diversas fotografias do padre – Cícero, - as parêdes quase completamente forradas por essa estranha tapeçaria, o beato cada vez que penetra nêsse compartimento, para ele sagrado, curva-se com a maior veneração (Itaytera, 1961, p. 117).
A propaganda ideológica e falsificadora da vida no Caldeirão abriu o caminho para as investidas do Exército contra a comunidade, culminando com a sua destruição e a morte de um número entre 300 e mil sertanejos que viviam no Caldeirão. Com as palavras de Cordeiro Neto (capitão), em entrevista no documentário menciona:
Severino Tavares era um penitente exagerado. Ele estava pregando a rebeldia. A primeira providencia foi mandar a ida de um agente aquele local, examinar e dá informações. Na viagem de retorno José Bezerra disse o seguinte: o governo vai tomar providencia imediatamente ou se não tornara um novo Canudos. [...] Todos decidiram ficar [...]. As coisas, realmente mandamos incendiar. Diante disso, não tinha nada a fazer, a não ser os últimos acontecimentos posteriores. Por outro lado, eu devo dizer que a memória estar viva. O que fez não tenho que me penitenciar. Achei que cumpri com meu dever e com a segurança pública. (Documentário de Rosemberg Cariri, 1986).
       

terça-feira, 5 de abril de 2011

Exercícos de Fixação Revolução Francesa

Vamos verificar o que aprendemos!! As respostas estão no final.

1-Do ponto de vista social, pode-se afirmar, sobre a Revolução Francesa, que:

a) teve resultados efêmeros, pois foi iniciada, dirigida e apropriada por uma só classe social, a burguesia, única beneficiária da nova ordem.
b) fracassou, pois, apesar do terror e da violência, não conseguiu impedir o retorno das forças sócio-políticas do Antigo Regime.
c) nela coexistiram três revoluções sociais distintas: uma revolução burguesa, uma camponesa e uma popular urbana, a dos chamados "sans-culottes".
d) foi um fracasso, apesar do sucesso político, pois, ao garantir as pequenas propriedades aos camponeses, atrasou, em mais de um século, o progresso econômico da França.
e) abortou, pois a nobreza, sendo uma classe coesa, tanto do ponto de vista da riqueza, quanto do ponto de vista político, impediu que a burguesia a concluísse.

2-O motivo pelo qual o conjunto de mudanças políticas que resultou na implantação do regime republicano na França, no século XVIII, pode, genericamente, ser classificado como uma revolução burguesa, é o fato de que nesse processo:

a) a estrutura social francesa viu-se reduzida a uma polarização entre o bloco de apoio ao antigo regime - no qual se encontravam a aristocracia, os camponeses e os trabalhadores urbanos - de um lado, e o bloco de apoio à república operário-burguesa, de outro.
b) a burguesia conseguiu a adesão ideológica da aristocracia, especialmente no que respeita à "abertura das carreiras públicas aos talentos individuais", o que possibilitou a ascensão de seus representantes ao poder do Estado.
c) o comando da burguesia desde o início se revelou como irrefutável, uma vez que ela colocou a serviço de seus objetivos revolucionários os mais variados setores da população, - liderando assim uma restauração do Antigo Regime.
d) as vanguardas operário-camponesas colocaram-se ao lado da burguesia, pois tinham claro que suas reivindicações somente alcançariam um patamar de conseqüência numa sociedade em que as relações burguesas de produção já estivessem desenvolvidas.
e) os resultados políticos das sucessivas convulsões sociais geradas nos quadros da crise do estado monárquico francês foram, ao final, capitalizados pela burguesia, que pôde assim dar início à viabilização de seus interesses políticos e econômicos.


3-Na Revolução Francesa, foi uma das principais reivindicações do Terceiro Estado:

a) a manutenção da divisão da sociedade em classes rigidamente definidas.
b) a concessão de poderes políticos para a nobreza, preservando a riqueza dessa classe social.
c) a abolição dos privilégios da nobreza e instauração da igualdade civil.
d) a união de poderes entre Igreja e Estado, com fortalecimento do clero.
e) o impedimento do acesso dos burgueses às funções políticas do Estado.


4- "Mesmo se o alvo perseguido não tivesse sido alcançado, mesmo se a constituição por fim fracassasse, ou se voltasse progressivamente ao Antigo Regime, ... tal acontecimento é por demais imenso, por demais identificado aos interesses da humanidade, tem demasiada influência sobre todas as partes do mundo para que os povos, em outras circunstâncias, dele não se lembrem e não sejam levados a recomeçar a experiência." (Kant, O CONFLITO DAS FACULDADES, 1798). O texto trata:

a) do iluminismo e do avanço irreversível do conhecimento filosófico; revelando-se falso nos seus prognósticos sobre o futuro político- constitucional.
b) do retorno do Antigo Regime, na Europa, depois do fracasso da Revolução francesa, revelando-se incapaz de vislumbrar o futuro da história.
c) da Revolução Francesa, dos seus desdobramentos políticos e constitucionais, revelando a clarividência do autor sobre sua importância e seu futuro.
d) da Revolução inglesa, do impacto que causou no mundo, com seus princípios liberais e constitucionais, revelando-se profético sobre seu futuro.
e) do despotismo ilustrado, dos seus princípios filosóficos e constitucionais e de seu impacto na política européia, revelando caráter premonitório.


5-A "Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão", da Revolução Francesa, traz o seguinte princípio: "Os homens nascem e se conservam livres e iguais em direitos. As distinções sociais só podem ter por fundamento o proveito comum". Tal princípio é decorrente:

a) da incorporação das reivindicações da classe média por maior participação na vida política.
b) do reconhecimento da necessidade de assegurar os direitos dos vencidos, sem distinção de classes.
c) da incorporação dos camponeses à comunidade dos cidadãos com direitos sociais e políticos reconhecidos na lei.
d) da crença popular na perspectiva liberal burguesa de que a Revolução fora feita por todos e em benefício de todos.
e) da determinação burguesa de levar avante um processo revolucionário de distribuição da propriedade privada.

6- No contexto da Revolução Francesa, a organização do Governo Revolucionário significou uma forte centralização do poder: o Comitê de Salvação Pública, eleito pela Convenção, passou a ser o efetivo órgão do Governo... . Havia ainda o Comitê de Segurança Geral, que dirigia a polícia e a justiça, sendo que estava subordinado ao Tribunal Revolucionário que tinha competência para punir, até a morte todos os suspeitos de oposição ao regime. O conjunto de medidas de exceção adotadas pelo Governo revolucionário deram margem a que essa fase da Revolução viesse a ser conhecida como:

a) os Massacres de Setembro.
b) o Período do Terror.
c) o Grande Medo.
d) O Período do Termidor.
e) o Golpe do 18 de Brumário


7-A Revolução Francesa representou um marco da história ocidental pelo caráter de ruptura em relação ao Antigo Regime. Dentre as características da crise do Antigo Regime, na França, está:

a) a crescente mobilização do Terceiro Estado, liderado pela burguesia contra os privilégios do clero e da nobreza.
b) o desequilíbrio econômico da França, decorrente da Revolução Industrial.
c) a retomada da expansão comercial francesa, liderada por Colbert.
d) o apoio da monarquia às sucessivas rebeliões camponesas contrárias à nobreza.
e) o fortalecimento da monarquia dos Bourbons, após a participação vitoriosa na guerra de independência dos E.U.A







Respostas:1-c,2-e,3-c,4-c,5-d,6-b,7-a

sexta-feira, 25 de março de 2011

Grécia - O Berço da cultura do Ocidente

Grécia - O Berço da cultura do Ocidente (Resumo)

Localizada na Península Balcânica, Europa. A civilização grega deixou importantes contribuições para a formação da cultura ocidental, que chegou até nós através dos europeus. Senão vejamos, foram os gregos idealizadores da cidadania, democracia, filosofia, geometria, teatro e jogos olímpicos.

A história da Grécia antiga é dividida nos seguintes períodos: pré-homérico, homérico, arcaico, clássico e helenístico.
O período Pré-Homérico. (2000 a 1200 A.C) - Nos primórdios da formação a Grécia foi habitada por povos indo-europeus. Os aqueus foram os primeiros. Possuíam estreitas relações com os cretenses, habitantes da Ilha de Creta, motivo que ajudou a formação da cultura micênica (nome derivado da cidade aqueia de Micenas). Séculos depois, chegam a Grécia outros povos : os jônios, os eólios e os dórios. Sendo estes últimos, os dórios, exímios guerreiros, conheciam e dominavam a fundição do ferro. Foram responsáveis pela destruição da cultura micênica obrigando a maioria de seus habitantes a fugirem, dando origem a primeira diáspora (dispersão) grega.

O período Homérico. (1200 a 800 a A.C) - Este período recebe esta denominação devido a Homero, o pai da História, de cuja autoria são as mais significativas fontes históricas sobre a época: os poemas épicos da Ilíada - descrevendo a Guerra de Tróia - e o outro poema a Odisséia - que relata as aventuras do herói Odisseu (ou Ulisses) sobrevivente da guerra de Tróia. Lembram dos refugiados da primeira diáspora? Pois é, serão os fundadores dos genos - são pequenas comunidades agrícolas auto-suficientes que utilizavam o sistema de produção conhecido como coletivismo ou gentílico. Os genos eram compostos por membros de uma mesma família sob a chefia do pai, ou seja, uma sociedade patriarcal. Contudo, a disputa por terras cultiváveis devido ao aumento populacional destruíram o sistema gentílico ou coletivismo. As famílias mais poderosas se apoderaram das melhores terras,originando a propriedade privada, e muitas outras famílias se dispersaram para outras regiões fora da Grécia, ocasionando a segunda diáspora grega.

O período Arcaico. (800 a 600 A.C) - Com o surgimento da propriedade privada, alguns grupos ficaram com as melhores terras outros com as piores, mas a maioria sem nenhuma. Por este motivo começam uma série de conflitos entre os grupos sociais. Para lidar com as constates desavenças os proprietários de terra constituíram um tipo de irmandade ou associação as fratrias. Aos poucos as fratrias se uniram e formaram as tribos, que, por sua vez, agruparam-se em demos. Os demos organizaram-se e evoluíram para a pólis ou cidade-Estado (o conceito de cidade-Estado foi a principal transformação do período arcaico).
Por sinal, a palavra cidadania vem de cidadão ou aquele que mora na cidade e foi na cidade que os gregos adotaram o conceito de Cidade-Estado, cuja evolução deu-se a partir da pólis, e possuíam as seguintes características: governo autônomo, lei própria, moeda, organização social e economia local. Embora falassem o mesmo idioma e uma cultura comum não praticavam o conceito de país ou nação grega, tanto que eram constantes os desentendimentos e guerras entre as cidades-Estados. As principais cidades-Estados foram Atenas e Esparta.

Atenas foi conhecida como a cidade exemplo da Grécia antiga por sua cultura e prosperidade econômica. Localizada na região da Ática, devido a escassez de terras férteis os atenienses voltaram-se para a pesca, navegação e ao comércio marítimo. A educação ateniense é focada para formação de cidadãos. Porem, sua história é recheada de revoltas populares e instabilidade política devido a desigualdade social. A sociedade atenienses era composta de Eupátridas (grandes proprietários de terras) , os pequenos proprietários, camponeses, artesãos, comerciantes ou demiurgos , estrangeiros ou metecos e escravos. Nos primórdios Atenas foi governada por um rei - o basileu. Aos poucos os eupátridas (grandes proprietários de terras ) tomaram o poder e criaram o sistema de governo conhecido como Oligarquia (significa governo de poucos). Para tentar resolver sucessivas crises foram efetuadas reformas políticas. A primeira reforma foi efetuada por Drácon que redigiu as leis - até então orais, dificultando assim sua manipulação pelos eupátridas. Apesar de importantes as leis draconianas não resolveram as reivindicações populares, e outro legislador entrou em cena: Sólon que instituiu as seguintes mudanças: Abolição da escravidão por dívidas, libertou os devedores da prisão; determinou a devolução das terras confiscadas pelos credores eupátridas; institui o princípio da igualdade perante a lei e criou um sistema legislativo que dava mais oportunidades ao povo participar. Apesar das reformas, os conflitos sociais continuaram gerando grande instabilidade política, foi a oportunidade para Psístrato tomar o poder e instaurar um novo tipo de governo, a Tirania (ao contrário de hoje o termo não indica um governo opressor e sim governo tomado ilegalmente). Durante a tirania experimentou-se relativa estabilidade, após a morte de Psístrato, Atenas foi varrida por uma nova revolta popular liderada por Clístenes, conhecido como o pai da democracia. Clístenes efetuou uma série de mudanças que facilitaram a participação direta de todos os cidadãos atenienses nas decisões políticas. Esse tipo de sistema ficou conhecido como Democracia (governo do povo).

COMO PODEMOS VERIFICAR A HERANÇA DA CULTURA GREGA EM NOSSO PAÍS. Importante lembrar que o conceito atual que temos de democracia é diferente do da época da Grécia antiga. Se no Brasil podemos escolher pelo voto quem ocupa os quadros políticos do governo, devemos isto aos gregos, mas a democracia da época de Clístenes não era igual a nossa. Atingia apenas os cidadãos, ou seja, os homens nascidos em cidade grega. Os demais componentes da sociedade, mulheres, estrangeiros e escravos não eram considerados cidadãos. A democracia da antiga Grécia é de difícil aceitação numa concepção atual de democracia, pois tinha aspecto limitador, elitista e excludente pouco semelhante com o conceito moderno.


A outra importante cidade-Estado grega era Esparta, localizada no planície do Peloponeso, possuía uma economia agrária e chamava atenção pelo caráter militar de sua sociedade que direcionava a educação para formação de soldados. Os espartanos eram submetidos a uma rígida disciplina, ao completar 7 anos as famílias entregavam seus filhos ao Estado para a formação militar e,aos 18 anos, ingressavam no exército, tornando-se hoplitas (soldados). Os que nasciam com defeitos físicos eram descartados pelo Estado,conforme o costume eram jogados no precípicio. A estrutura social espartana era estratificada ou seja sem mobilidade. Os espartanos, periecos, hilotas compunham a estrutura social. Apenas os espartanos tinham direitos políticos e monopolizavam o poder. Os periecos eram os comerciantes e os artesãos. Os hilotas eram escravos de propriedade do Estado que cultivavam as terras dos espartanos.
A organização política de Esparta era a Oligarquia (governo de poucos).A estrutura de poder era composta dos seguintes orgãos: eforato, diarquia, gerúsia e ápela. O eforato, formado por cinco magistrados eleitos anualmente, era quem detinha o poder político na cidade. A diarquia, composta de dois reis hereditários que exerciam funções executivas e militares. A gerúsia composta por membros vitalícios responsáveis por elaborar leis. A ápela era a assembléia popular formada por espartanos maiores de 30 anos, tinha a função consultiva.

Período Clássico. (Séc V - séc IV A.C.)
Foi durante esta fase que a Grécia atingiu seu apogeu. Atenas, com seu sistema de governo democrático, desenvolveu-se e expandiu-se para o mar através da prática do comércio. Sua política expansionista choca-se com os interesses de outra potência da época: O império Persa. A guerra para impor a supremacia marítima e comercial entre gregos e persas (ou medos) denominou-se as Guerra Médicas. Dividida em duas fases, no primeiro confronto os gregos conseguiram vencer o exército de Dario I, rei persa, na batalha de Maratona. Porem os persas não desistiram e no segundo confronto voltaram a atacar os gregos em 486 a.C. Nas raras ocasiões que as cidades-Estados gregas se uniam a Baralha de Salamina foi decisiva para vencer os persas. Receosos de uma nova investida persa, os gregos criaram a Confederação de Delos, formada pela união de várias cidades sob a liderança de Atenas. Responsável pela administração financeira da confederação, Atenas aproveitou-se da sua condição para utilizar os recursos em benefício próprio, desenvolvendo sua indústria e seu comércio. Em pouco tempo tornou-se a cidade mais poderosa da Grécia, com grande desenvolvimento cultural e econômico. Durante o governo de Perícles, Atenas atingiu seu poderio máximo. Perícles efetuou reformas para diminuir o desemprego realizando obras públicas. Contudo, os anos de ouro de Atenas despertaram as rivalidades entre as demais cidades e fez com que Esparta, incomodada com a posição de ateniense diante as demais cidades, liderasse a Liga do Peloponeso com objetivo de combater a Confederação de Delos. Este choque de interesses na disputa pelo poder entre Atenas e Esparta resultou numa guerra suicida, envolvendo todas as cidades gregas, conhecida como a Guerra do Peloponeso. No final desta a guerra Esparta sagrou-se vitoriosa, mas foi a Grécia quem mais perdeu. Em virtude da devastação causada pela guerra em muitas cidades abriu-se as portas para as invasões externas. Período Helenistico. (400 a 200 A.C)
A guerra entre as cidades gregas resultou no fim da predominância de Atenas e teve início a de Esparta, que impôs governos oligárquicos em todas as pólis que faziam parte da Confederação de Delos. Porém a hegemonia espartana foi breve, em 376 a.c. foi derrotada por Tebas. As constantes guerras destruíram as cidades e desorganizaram o mundo grego. Empobrecidas e debilitadas, as pólis tornaram-se presas fáceis para o domínio da Macedônia - uma região situada a norte da Grécia, que pôs fim a
autonomia das cidades-Estados gregas. Alexandre, o Grande, tornou-se rei da Macedônia, após a morte de seu pai Felipe II, empreendeu uma campanha de expansão da Macedônia a partir da conquista do Império Persa e dominar vastas extensões de terras que iam do Egito até a Índia.
Apesar de jovem, Alexandre, assumiu o trono com 20 anos, possuía um incrível preparo para governar. No seu reinado houve uma grande aceleração do comércio, aumento da urbanização e da mesclagem de valores da cultura grega com as dos povos conquistados. Esta mistura deu origem à cultura helênica.
Após a morte de Alexandre o império macedônico esfarelou-se e as disputas de poder entre os generais resultaram em guerras que resultaram no enfraquecimento das regiões que compunham o império. No século II a.C., a Grécia e a Macedônia foram convertidas em províncias da então nova potencia mundial: Roma.


Gravura retratando a competição entre os gregos. As Olimpíadas modernas estão entre as heranças da Civilização Grega.

terça-feira, 22 de março de 2011

Exercícos de Fixação Independência dos EUA

Exercícios de fixação (respostas no final da página)

1. Sobre a Independência dos Estados Unidos da América afirma-se que :
I - A origem do movimento da independência deve ser encontrada no desenvolvimento uniforme das 13 Colônias Inglesas.
II- Os colonos sentiram-se muito prejudicados pela proibição da coroa inglesa ao comércio triangular, praticado pela colônia, fato que gerou sérios atritos com a metrópole.
III- O Segundo Congresso de Filadélfia decretou a separação da Inglaterra em 4/7/1776, através da Declaração de Independência redigida por Thomas Jefferson.
IV- A política de conciliação adotada pela Inglaterra retardou o processo de independência da Treze Colônias Inglesas.
V- A França e a Espanha apoiaram a Inglaterra durante a Guerra de Independência.

Assinale a alternativa correta:
a) Estão corretas a opções I, II e III.
b) Estão corretas a opções II e III.
c) Apenas a opção II.
d) Estão corretas as opções III, IV e V.

2. (CESGRANRIO) A França e Espanha entraram na guerra de independência do lado dos colonos e contra a Inglaterra. O  verdadeiro objetivo do apoio francês e espanhol era:
a) eliminar o contrabando inglês na Colônia do Sacramento;
b) recuperar algumas colônias que lhes haviam sido tomadas pelos ingleses em guerras anteriores;
c) punir a Inglaterra pela ajuda prestada à Holanda na guerra das Províncias Unidas contra a Espanha;
d) ajudar os colonos norte-americanos em sua Guerra de Independência;
e) minar as posições do comércio inglês no continente americano.


3. Leis inglesas provocaram divergências entre colonos americanos e a Coroa Inglesa, resultando no pocesso de luta pela independência. Entre os objetivos dessas leis, devem ser destacados os seguintes:


a) Aumentar a receita real abalada pelos custos da Guerra dos Sete Anos, impedir o comércio intercolonial conhecido como comércio triangular e promover a recuperação econômica.
b) Aumentar o consumo de chá e açúcar nas colônias, obrigar ao uso de selos na correspondência e aumentar as exportações das colônias.
c) Abolir a escravidão nas colônias, separar juridicamente as treze Colônias e ajudar a Pensilvânia a anexar terras no Oeste.
d) Recuperar a Companhia das Índias Ocidentais, abrir o porto de Boston às nações amigas e aumentar as importações das colônias.
e) Pagar indenizações à França, devido à derrota inglesa na Guerra dos Sete Anos, revogar os Atos Townshend e favorecer os produtores locais de açúcar.


4. Quando da discussão, no Parlamento Inglês, das Leis do Açúcar e do Selo (1784 - 1765), os colonos ingleses da América recusaram-se a aceitar as medidas impostas, baseando-se:


a) no fato de não estarem representados na assembléia que votou as taxas para cobrir os custos da Guerra dos Sete Anos;
b) no princípio da isenção de taxas concedido pela Coroa aos colonos;
c) no direito inalienável dos súditos ingleses de recusar a obediência a leis injustas;
d) nos direitos naturais do cidadão à vida, à propriedade e à busca da felicidade;
e) nos prejuízos financeiros advindos do bloqueio aos produtos das Antilhas.

5- Em geral a base de um processo revolucionário encontra-se na sua argumentação ideológica. No caso da Independência dos EUA, assim como na Revolução Francesa e no processo de independência da América Latina a base ideológica destes movimentos históricos foi:

a) O Humanismo em virtude de seu caráter social colocando o homem como o centro do universo.
b) O Racionalismo justificando a "razão" como a única maneira de conseguirmos a igualdade.
c) O Iluminismo por valorizar idéias como o conceito de que o poder vem do povo e o direito a igualdade. 
d) O Pacto colonial que pregava o futuro da colônia estava atrelado ao sucesso da metrópole.


6 -A independência das 13 colônias inglesas da América do Norte - a Revolução Americana - resultou:
I - do desdobramento natural da relativa autonomia econômica e política dessas colônias de povoamento;
II - da reação dos colonos às medidas legais tanto fiscais e quanto administrativas tomadas pela Inglaterra após a Guerra dos Sete Anos;
III - dos prejuízos causados aos colonos pela política liberal inglesa, que aboliu o "pacto colonial"; IV - da manutenção e intensificação das práticas mercantilistas inglesa que se opunham ao "comércio triangular" realizado pela burguesia colonial.

Assinale a opção correta: 
a) estão corretas apenas I e II
b) estão corretas apenas I e III
c) estão corretas apenas II e IV
d) estão corretas apenas I, II e III
e) estão corretas apenas I, II e IV


-Questão aberta.
 "O sangue dos que foram chacinados, a voz lamentosa da Natureza gritam: 'é hora de separarmos!' Mesmo a distância que Deus colocou entre a Inglaterra e a América é uma prova forte e natural de que a autoridade de uma sobre a outra não era a vontade dos Céus (...) UM GOVERNO NOSSO É UM DIREITO NOSSO (...) Portanto, o que queremos? Por que hesitamos? Da parte da Inglaterra não esperamos nada, a não ser a ruína (...) Nada pode resolver nossa situação tão rapidamente quanto uma declaração de independência, aberta e feita com determinação."

(Thomas PAINE, Bom Senso, panfleto de 10 de janeiro de 1776, citado por Leo HUBERMAN, História da Riqueza dos Estados Unidos, Brasiliense, São Paulo, 1983)


O documento anterior expressa algumas das idéias que, pouco mais tarde, estariam contidas na Declaração de Independência das Treze Colônias da América do Norte.


a) Apresente dois fatores que tenham contribuído para a independência das Treze Colônias.


b) Relacione a frase "Um governo nosso é um direito nosso" com as idéias que fundamentaram o processo de independência das Treze Colônias.


Respostas; 1- b, 2-b, 3-a, 4-a, 5-c, 6-e 

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Exercícios de Fixação Revolução Industrial

1. A Revolução Industrial transformou profundamente a ordem econômica mundial. Suas origens estão na Inglaterra. Sobre  a Revolução Industrial é correto afirmar?

I - Foi uma necessidade da burguesia que para implantar a industrialização acabou com o poder político absoluto da monarquia.
II - A máquina à vapor e o tear hidraúlico foram importantes fatores técnicos que substituiram a força física pela força mecânica colaborando para o aumento da produção e diminuição de custos com mão de obra.
III - Triunfo da ideologia neoliberal;
IV- Fortalecimento do sistema familiar de produção;
V- Fim da hegemonia marítima.
Após analisar as afirmativas acima marque a opção correta:
a) Apenas a alternativa I está correta.
b) As alternativas I e II estão corretas.
c) As alternativas II, III, IV e V estão corretas.
d) As alternativas Iv e V estão corretas.

2. O pioneirismo inglês na Revolução Industrial foi possível devido a uma série de fatores, entre os quais podemos afirmar como corretos:


I- Devido a extinção do tráfico de escravos negros que propriciou a implantação do trabalho assalariado.
II - Após a assinatura do Tratado de Methuen com Portugal que abriu os portos aos navios ingleses.
III - Acúmulo de capital obtido pela exploração das colônias inglesas, principalmente na América do Norte.
IV- Mão de obra disponível para trabalhar nas fábricas e importantes jazidas minerais de carvão.
V- A ocupação do poder político pela burguesia evidenciando a supremacia do Estado liberal burguês.
Após analisar as afirmativas acima marque a opção correta:

a) Apenas a alternativa IV está correta.
b) As alternativas I e II estão corretas.
c) As alternativas III, IV e V estão corretas.
d) As alternativas I e V estão corretas.

3. (PUCCAMP) "O produto da atividade humana é separado de seu produtor e apropriado por uma
minoria: a substância humana é absorvida pelas coisas produzidas, em lugar de pertencer ao homem."
A partir do texto, pode-se afirmar que a Revolução Industrial:
a) evidenciou o modelo de exploração do capitalista que obtinha lucro e pouco repassava para a sociedade;
b) tornou a manufatura uma alternativa para o artesanato;
c) introduziu métodos manuais de trabalho na produção;
d) tornou o homem mais importante que a máquina;
e) valorizou o trabalhador autônomo que representava a essência da política liberal burguesa.

4. A Revolução Industrial foi possível por uma série de fatores. Em relação a grande quantidade de mão de obra disponível para trabalhar nas fábricas podemos afirmar que está relacionada:

a) ao processo de extinção dos campos abertos provocando o cercamento da terra e criando o êxodo rural;
b) a substituição dos grandes domínios rurais pelos pequenos produtores, cuja rentabilidade era maior;
c) uma maior concentração de mão-de-obra agrícola, ao deter a migração para as cidades;
d) foi um fenômeno exclusivo da Inglaterra, não aparecendo em nenhum outro país;
e) em virtude da estagnação do mercado consumidor .

5. As idéias de Adam Smith e David Ricardo foram de importante fundamentação para a Revolução Industrial. As teorias destes dois pensadores estão relacionadas respectivamente a:
a) população e salário;
b) salário e lucro;
c) população e protecionismo;
d) protecionismo e salário;
e) livre concorrencia e  salário.


Respostas: 1-b, 2-c, 3-a, 4-a,5-e

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Questões do ENEM

Vamos testar os conhecimentos em relação a História Geral, posteriormente enviarei as questões sobre História do Brasil! As avaliações do Enem serão em 06 e 07 de Novembro, portanto aproveitemos esta semana para aprimorar  nossos conhecimentos.
SUCESSO!!

1- O Período Clássico da civilização grega corresponde ao sec. V a.C., quando Atenas alcançou seu apogeu. Essa fase de esplendor da Grécia antiga pode ser delimitada, respectivamente:
a) pela chegada dos dórios ao território grego e pela primeira diáspora grega;
b) pela formação das primeiras cidades-Estado e pela segunda Diáspora Grega;
c) pelas Guerras Médicas e pelo início da Guerra do Peloponeso;
d) pela Época de Péricles e pela conquista da Grécia por Felipe da Macedônia;
e) pela formação da Liga de Delos e pela morte de Alexandre Magno.

2- Na antiguidade, os romanos estenderam seus domínios por grande parte do mundo conhecido da época, desde a península Ibérica até a Mesopotâmia. Vários fatores contribuíram para dar solidez a esse vasto império. Um fator decisivo foi:
a) o duro tratamento imposto pelos romanos aos povos conquistados, visando submetê-los pelo terror;
b) a romanização dos povos conquistados, ou seja, concedia-lhes cidadania romana;
c) o respeito aos costumes dos povos conquistados, dando origem a um império multicultural;
d) a ação unificadora do Direito Romano, que equiparava os estrangeiros aos cidadãos romanos;
e) a facilidade com que os patrícios absorveram elementos provenientes de outras camadas sociais.

3- A Igreja teve grande influência no sistema feudal que caracterizou a Europa Ocidental durante a maior parte da Idade Média. Coube a essa instituição proporcionar o ordenamento ideológico e social do feudalismo, interferindo até mesmo em assuntos políticos. Assinale a alternativa que retrata a influência política da Igreja no período citado.
a) A supremacia do poder temporal sobre o espiritual, visando a colocar a Igreja sob a proteção do Estado.
b) A criação de ordens religiosas militares, que destinadas a defender a autoridade dos reis.
c) A abertura das bibliotecas monásticas ao público leigo, para difundir o conhecimento da doutrina católica.
d) A criação de ordens mendicantes, cujo exemplo de pobreza acabaria influenciando a alta hierarquia eclesiástica.
e) A imposição da "Trégua de Deus" e da "Paz de Deus", que visavam reduzir a violência dos conflitos da época.

4- Assinale a alternativa que contém nomes de personalidades ligadas somente  ao Renascimento.
a) Erasmo, Thomas Morus e Montesquieu.
b) Maquiavel, Hobbes e Da Vinci.
c) Miguelangelo, Dante e Newton.
d) Tomás de Aquino, Gil Vicente e Shakespeare.
e) Camões, Rafael e Cervantes.

5- A Reforma Protestante foi um importante acontecimento do início da Idade Moderna, com reflexos amplos da vida européia. Uma implicação econômica relevante produzida pela Reforma foi:
a) o esforço de adequar a doutrina cristã ao capitalismo nascente encontrando justificativas para certas práticas inerentes a este sistema;
b) a condenação à usura, cuja prática provocava entraves ao desenvolvimento do capitalismo, devido aos altos juros cobrados pelos prestamistas;
c) a tentativa de restabelecer certos valores ligados ao cristianismo primitivo, destacando-se a renúncia aos bens materiais;
d) a ênfase dada à acumulação de riquezas, independentemente dos métodos empregados em sua aquisição;
e) a retomada do antigo conceito bíblico de que o trabalho era um castigo divino, não devendo, portanto ser entendido como gerador de riqueza.

6- Jean-Jacques Rousseau foi um destacado filósofo iluminista, cujas idéias sobre certos aspectos, conflitavam com as dos demais pensadores de seu tempo. Assinale a alternativa que apresenta uma dessas discordâncias.
a) No plano social, Rousseau defendia os privilégios da aristocracia, enquanto os demais pensadores propunham igualdade dos cidadãos perante a lei.
b) No plano religioso, Rousseau defendia o ateísmo, enquanto os demais pensadores propunham uma religião baseada ao culto à natureza.
c) No plano cultural, Rousseau defendia a limitação do ensino às classes aristocráticas, enquanto os demais pensadores propunham a democratização da educação.
d) No plano político, Rousseau defendia o predomínio da vontade geral, enquanto os demais pensadores eram partidários do governo de uma minoria esclarecida.
e) No plano filosófico, Rousseau defendia o predomínio da fé sobre a razão, enquanto os demais pensadores propunham o inverso.

7- Por volta de 1760, a Inglaterra era o país europeu que reunia as condições mais favoráveis para iniciar a Revolução Industrial. Além dos fatores técnicos (utilização da máquina a vapor e desenvolvimento da metalurgia), o país contava com importantes fatores econômicos, sociais e políticos favoráveis a primazia da industrialização. Esclareça quais eram estes fatores.

8- Quando Lênin implantou a Nova Política Econômica (NEP), em 1921, declarou: "Companheiros nos equivocamos. Será preciso darmos um passo atrás para depois dar dois passos à frente".  Qual motivo levou Lênin a esta atitude?


9- Do ponto de vista ideológico, a época da Primeira Guerra Mundial presenciou o revigoramento de uma série de nacionalismos que serviram de embasamento para justificar as pretensões imperialistas. Os principais foram:


1- revanchismo 2- industrialização 3- comercialismo 4- pan-eslavismo 5- colonialismo

Escolha abaixo a alternativa correta:
a) 1 e 5                      b)2 e 4                    c)3 e 4                       d)1 e 4                            e)4 e 5


10- A abolição do princípio da propriedade privada, estatização dos meios de produção e a assinatura de um acordo de paz com a Alemanha, marcando a saída do país da guerra foram as principais medidas adotadas em qual país, por qual personalidade e em virtude de qual acontecimento?

a) Na Rússia por Stálin, em 1929, devido a implantação da NEP.
b) Na França por Clemanceau, em 1914 devido ao início da Primeira Guerra Mundial.
c) Na Rússia por Lenin, em 1917, devido a Revolução Bolchevique.
d) Nos E.U.A por Roosevelt , em 1929, em virtude da quebra da bolsa de Nova Yorque
e) Na Inglaterra, em 1917, por Winston Churchill em virtude da Revolução Russa.

11- Assinale a alternativa que não corresponde a uma característica dos regimes totalitários de direita (fascistas)?
a) Nacionalismo.
b) Militarismo.
c) Liberalismo.
d) Expansionismo.
e) Anticomunismo.

12-  O período entre as duas guerras mundiais (1919 a 1939) foi caracterizado por:
a) crise do capitalismo, do liberalismo e da democracia e polarização ideológica entre o fascismo e comunismo.
b) sucesso do capitalismo,do liberalismo e da democracia e coexistência fraterna entre o fascismo e o comunismo.
c) estagnação das economias socialista e capitalista e aliança entre os EUA e a União Soviética para deter o avanço fascista na Europa.
d) prosperidade das economias socialista e capitalista e aparecimento da Guerra Fria entre EUA e União Soviética.
e) coexistência pacífica entre os blocos capitalista e socialista e surgimento do capitalismo monopolista.


13- Segundo muitos historiadores a ascensão do nazismo deve-se em parte a política de apaziguamento adotada por Inglaterra e França que assistiam passivamente as peripecias de Hitler pelo continente europeu. A onda de agitações varriam o continente. Sabendo que muitos tinham  a perder com a agitação do barco e outros tinham a ganhar se agitassem ainda mais, ingleses e franceses não fizeram nada de prático para deter o avanço nazista. Qual das afirmações abaixo justifica a atitude de Inglaterra e França diante do crescimento do Nazismo?
a) A nazismo seria um importante anteparo para o avanço do socialismo, portanto justificava não impedir as ações de Hitler que de certa forma preservariam os interesses dos grandes grupos capitalistas em relação ao "perigo vermelho".
b) Ingleses e franceses tinham receio de descontentar Hitler e serem atacados pelo bem aparelhado exército nazista.
c) O nazismo fortalecido por seu programa nuclear deveria  intimidar a União Soviética a rever sua expansão territorial.
d) Evitar a todo custo o ataque dos soviéticos a Polônia, portanto valia a pena não intimdar com retaliações os nazistas.
e) Hitler secretamente efetuou um acordo de não agressão com a Inglaterra e França que lhe deu carta branca para impedir o avanço do comunismo na Europa.

14- (PF-2001) “O fim da Guerra Fria revolucionou a agenda do debate acerca das relações internacionais. No começo, ainda não se falava a respeito do império americano, mas, logo depois da euforia inicial — sintetizada pela idéia do “fim da História” —, estabeleceu-se uma polêmica com relação ao futuro do sistema político e econômico mundial, que percorreu toda a década de 90 do século passado.”  José Luís Fiori-60 lições dos 90 – uma década de neoliberalismo. Rio de Janeiro: Record, 2001, p. 118 (com adaptações).

A partir do texto acima, julgue os itens corretos abaixo, referentes ao cenário internacional contemporâneo.

1- A Guerra Fria a que se refere o autor corresponde ao sistema bipolar de poder mundial que, logo após a Segunda Guerra, contrapôs os interesses soviéticos e norte-americanos, identificados nos sistemas socialista e capitalista,respectivamente.

2- O citado “fim da Guerra Fria” decorreu da falência da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS) e, em uma espécie de efeito dominó, da desintegração das chamadas Repúblicas Socialistas do Leste europeu.

3- A expressão “fim da História” sintetiza a idéia de ter acabado a disputa entre as principais ideologias.

4- O incontrastável poderio militar norte-americano, após a Guerra do Golfo contra Saddam Hussein, reflete a posição ocupada pelos Estados Unidos da América (EUA) no cenário mundial posterior à Guerra Fria.

5- O fracasso da URSS fez-se acompanhar pelo declínio da China, cuja tentativa de modernizar a sua economia sucumbiu ante a intransigência dos militares comunistas, o seu reduzido mercado interno e a incapacidade de ampliar a produção.

Após avaliar as afirmações acima assinale a seqüência correta.
a)VFVVF                         b)VFVFV                         c)VFFFF                          d)FVFVF                           e)VVVVF

 
15- "Para obter a liberdade de nosso país, estamos dispostos a derramar nosso sangue não o vosso". Essa frase, de Mahatma Gandhi, foi dirigida aos ingleses e reflete a peculiaridade da luta desse líder pela independência da Índia. Assinale a alternativa que contém princípios defendidos por Gandhi em sua campanha nacionalista.


a) Religiosidade e transcendentalismo.
b) Ação sindical e greves pacíficas.
c) Desobediência civil e resistência passiva.
d) Tolerância e submissão.
e) Individualismo e pressão moral.

16- Com o fim da Guerra Fria devido a derrocada do regime socialista na URSS, simbolicamente representado pelo derrubada do muro de Berlim, acarretou um novo equilíbrio e o ordenamento das relações internacionais, que caracteriza-se por um(a):
a) Enfraquecimento dos movimentos nacionalistas regionais e das tendências de globalização da Europa ocidental.
b) Declínio da liderança política internacional das superpotências em virtude da transferência do controle de seus arsenais nucleares para a ONU.
c) Revitalização das alianças militares estratégico-defensivas, conforme pactos políticos da Europa central e do leste.
d) Formação de megablocos políticos-econômicos que favoreceram a internacionalização dos fluxos de capitais, tais como a União Européia e do Nafta.
e) Decadência econômica dos paises da bacia do Pacífico que haviam mantido uma posição de neutralidade durante a Guerra Fria, tais como Malásia e Singapura.
    




Respostas:
1-C  (A história do período clássico começa com as Guerras Médicas e a guerra do Peloponeso o apogeu ateniense é durante o época de Perícles portanto os conflitos estão inseridos neste período.)
2-B (Esta cidadania era construida em etapas e foi uma forma de apaziguar as revoltas dos povos conquistados)
3-E (Duas maneiras de reduzir os atritos e manter a ordem pública utilizando o nome de Deus)
4-E
5-A (Os reformistas ao justificar a usura e o lucro como permitidos por Deus, o trabalho e poupança como formas de alcançar a salvação compatibilizou os interesses capitalistas com o da nova doutrina e a simpatia da burguesia)
6-D ( Na obra Contrato Social defendia a idéia que o Estado representava  a vontade geral isto é o desejo da maioria.
7- Fatores econômicos: grande acumulação primitiva de capital, importantes jazidas de carvão e de ferro, abundância de matéria-prima e hegemônia marítima assegurava a Inglaterra o domínio das rotas oceânicas.  Fator social: ampla disponibilidade de mão de obra barata, resultante do êxodo rural . Fator político: participação da burguesia em asuntos do governo, realizado por intermédio da câmara dos comuns.
8- Com a NEP, Lênin esperava superar os desastrosos resultados da política do comunismo de guerra que pretendia consolidar a teoria socialista na prática, pois conforme afirmou "não avaliamos adequadamente a teoria que a adoção do socialismo deveria funcionar se aplicadas em um sistema puro sem interferências o que não era o caso da Rússia". Portanto estaria dando um passo atrás com a adoção temporária de algumas práticas capitalistas para posteriormente dar dois passos a frente consolidando o socialismo.
9-D
10-C
11-C ( O totalitariasmo por definição inviabilizaria a prática do liberalismo seja político ou econômico)
12-A
13-A   
14-E
15-C (Diferentemente dos outros lideres da descolonização da Ásia e África que preferiram a luta armada Ghandi adotou o caminho da não violência para libertar a Índia do domínio inglês)
16-D (A globalização da economia representou a supremacia do capitalismo sobre o socialismo e portanto alguns procedimentos foram tomados no sentido de difundir e fortalecer as bases capitalistas)